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Vila do Conde 1931

Disputado em Setembro de 1931, o I Circuito do Ave atraiu a Vila do Conde treze participantes divididos por duas categorias, Corrida e Sport. Tratava-se de completar 80 voltas a um percurso com 1,876 metros com a partida situada na avenida Bento de Freitas, quase em frente ao Casino.
O Jornal "A República" escrevia que a prova fora organizada pelo Automóvel Clube de Portugal e pela Comissão de Iniciativa e que apresentava "um policiamento seguro, ligações telefónicas completas, assistência clínica, etc". O piso tinha pouca qualidade e receava-se que a pista ficasse intransitável, o que não veio a acontecer.
Dada a partida às 16 horas, perante numeroso público, a prova viria a ser ganha por Roberto Sameiro, em Alfa Romeo 6C 1750, que venceu também a categoria Sport. Seu irmão Gaspar Sameiro, em Ford A 3200, venceu a categoria "Corrida",  tendo o Austin Seven de Alfredo Marinho completado o pódio.
À noite houve distribuição de prémios no Casino, constatando-se que não aconteceu "qualquer acidente desagradável" durante o fim de semana.

Bibliografia - Jornal "A República", Biblioteca José Régio, Vila do Conde
Fotografias - estúdios Carlos Adriano, Vila do Conde





II Rampa da Pimenteira 1922

A 4 de Maio de 1922 disputou-se na zona de Lisboa a II Rampa da Pimenteira. A prova foi ganha pela dupla Artur Mimoso / Plácido Duro, em Delage. Era um carro com motor seis cilindros, válvulas à cabeça, carburador duplo e dupla inflamação por magneto. Tinha o capot motor construído em alumínio e uma carroçaria especial oferecida por Delage. Em 2º lugar chegou Palma de Vilhena, em Alfa Romeo,  em 3º José Ferreirinha, em Bugatti e em 4º Medeiros e Almeida, em MG Cowley.

Os vencedores, com a Taça Goodyear

A primeira corrida de automóveis em Portugal?
A prova da Pimenteira de 1922 pretendia celebrar o 20º aniversário da primeira corrida de automóveis em Portugal, ocorrida a 27 de Outubro de 1902 entre a Figueira da Foz e Lisboa. O vencedor foi o dr Tavares de Melo, que fez o percurso em 6 horas e 27 minutos. Esta informação consta do boletim do ACP, mas o tempo gasto parece muito pouco atendendo à distância, bem como aos automóveis e às estradas da época. Haverá quem possa confirmar isto?


"Figueira da Foz-Lisboa, 1902. Tavares de Melo e o seu Darraq  foram desclassificados. O condutor do carro de Tavares de de Melo foi um francês de nome Edmond, mas como o combóio em que viajou de Parispara Portugal chegou com atraso ele apenas pegou no carro em Coimbra, dai a desclassificação .
O vencedor acabou por ser um italiano de nome Bordino, ao volante do Fiat do Infante D Afonso, o célebre "arreda" que assim ficou conhecido pois era o que o Infante dizia às pessoas para saírem da frente do Fiat quando circulava em Lisboa."

Luis Sousa.

I Circuito do Campo Grande

A 28 de Junho de 1931 disputou-se em Lisboa o I Circuito do Campo Grande. Os irmãos Roberto e Gaspar Sameiro seriam respectivamente primeiro e segundo classificados na categoria Sport. Roberto tripulava um lindíssimo Alfa Romeo 6C 1750 enquanto que Gaspar tinha que se contentar com um bem mais modesto Ford.

Fotos - Biblioteca de Arte Fundação Calouste Gulbenkian / Estúdios Horácio Novais

 O Alfa Romeo 6C 1750 vencedor da categoria Sport  e, em baixo,  Gaspar Sameiro junto do seu Ford (esquerda) e Roberto Sameiro junto dos carros da família (direita)

Circuito da Gávea 1938

A convite do Automóvel Clube do Brasil, os irmãos Manoel e Casimiro de Oliveira participaram no Circuito da Gávea de 1938, prova disputada num percurso maioritariamente urbano traçado na cidade do Rio de Janeiro. O futuro realizador de cinema, Manoel, iria tripular um "Menéres & Ferreirinha" que não era mais que um Ford Especial transformado por Eduardo Ferreirinha nas oficinas de Manuel Alves de Freitas e Cia Lda, no Porto, enquanto que Casimiro iria tripular o Bugatti 51 que acabara de comprar ao engª Ribeiro Ferreira, um carro já algo "cansado" mas ainda relativamente competitivo. 
Dezenas de milhar de pessoas assistira à corrida, que foi ganha por Carlo Pintacuda, em Alfa Romeo 3000cc com compressor, enquanto que Manoel de Oliveira terminaria num brilhante 3º lugar, à frente de seu irmão Casimiro, que ficou em 5º.
Como era tradição na época, os carros portugueses estavam pintados nas cores nacionais, vermelho em cima e branco em baixo. Esta pintura a óleo de Pedro Ferreira documenta a segunda fila da grelha, com o Ford de Manoel de Oliveira (nº10) ladeado pelos carros de Nascimento Júnior, Alfredo Braga e Benedito Lopes. 

Bibliografia - "Manoel de Oliveira", de José Barros Rodrigues
Imagem - Pedro Ferreira - Arte


I Circuito do Campo Grande 1931


O I Circuito do Campo Grande, Lisboa, disputou-se a 28 de Junho de 1931, tendo Roberto Sameiro sido o vencedor da corrida de Sport, em Alfa Romeo 6C 1750. Na imagem da partida podem ver-se um Lancia Lambda (Vasco Sameiro ?) com o Austin Seven de Vasco Calixto à sua esquerda e o Mathis de João Antunes dos Santos à direita. Participaram ainda Barbosa Santos (Wolseley), David Levy (FN), António Antunes dos Santos (Mathis) Francisco Oliveira (DeSoto), Vasco Fontalva (Lancia), Campos Junior (Stoewer), Manuel Nunes dos Santos (Peugeot), Salvador Supardo (Rosengart), José Conceição Ferreira (DeSoto), Gaspar Sameiro (Ford) e Francisco Rola Pereira (Rover)

Foto - Biblioteca de Arte Fundação Gulbenkian
Bibliografia - "Primeiro Arranque", de Vasco Calixto

Para a categoria de “Corrida”, inscreveram-se:
Eduardo Ferreirinha, (Ford); Rola Pereira (Ford); José Gonçalves (Bugatti); Vasco Sameiro (Alfa Romeo); Gaspar Sameiro (Ford).
Na categoria “Sport”, inscreveram-se:
Vasco Anjos (Lancia Lambda); Manuel Nunes dos Santos (Peugeot); José da Conceição Ferreira (De Sotto); A. Campos Júnior (Stoewer); João Antunes dos Santos (Mathis); António Nunes dos Santos (Mathis); V.H. de Oliveira, filho (De Sotto); Francisco da Rola Pereira (Roover); Gaspar Sameiro (Ford); Vasco Calisto (Austin Seven); Roberto Sameiro (Alfa Romeo); Barbosa Santos (Wolseley); David Levy (FN); Salvador Supardo Jesus (Rosengart).
O sorteio da numeração e a posição que cada um dos concorrentes tomou nas provas, foi feita por sorteio às 22 horas do dia 26 de Junho de 1931.
A prova, que se realizou ás 16 horas de 28 de Junho, com a presença do Presidente da República, Marechal Óscar Carmona.
A categoria “Sport” foi ganha por Roberto Sameiro em "Alfa Romeo" 6C 1750, seguido de seu irmão Gaspar Sameiro em "Ford". E a categoria “Corrida” foi ganha por Vasco Sameiro em "Alfa Romeo", seguido de Gaspar Sameiro em "Ford".
Para as provas de elegância, foi grande o entusiasmo tendo-se inscrito muitos concorrentes, distribuídos por 9 classes.
A par destas provas automobilísticas disputou-se o prémio Presidente Carmona para motocicletas


Colaboração de José Leite

http://restosdecoleccao.blogspot.com/

I Gran Premio Supercortemaggiore 1953

A 6 de Setembro de 1953 disputa-se em Itália, no circuito de Merano, o I Gran Premio Supercortemaggiore, assim chamado por ser patrocinado por uma marca de gasolina com o mesmo nome, muito em voga na altura. Estão presentes alguns dos melhores pilotos do mundo, tais como Fangio, Taruffi, Castelotti e muitos outros, incluindo uma representação portuguesa formada por Casimiro de Oliveira, José Nogueira Pinto e "De Fronteira", que não é outro senão o nosso bem conhecido D. Fernando Mascarenhas. Os portugueses vinham equipados com os já pouco competitivos Ferrari 250MM, mas nem por isso deixaram de ter um comportamento altamente meritório.
A prova consistia em dar 15 voltas a um circuito com cerca de 18 quilómetros de perímetro traçado em volta da cidade de Merano, nos Alpes italianos, e teria como vencedor o campeoníssimo Juan Manuel Fangio, em Alfa Romeo 6C 3000CM. Nogueira Pinto seria num brilhante terceiro classificado e Casimiro de Oliveira (na foto) conseguiria um lugar na segunda linha da grelha de partida, à frente de muito boa gente, vindo a terminar na 13ª posição. D. Fernando Mascarenhas não teve sorte e abandonou a corrida por acidente.
Bibliografia -  http://www.jmfangio.org/index.html

Em cima, o Ferrari 250MM #0332 de Casimiro de Oliveira em plena prova e, em baixo, o Alfa Romeo 6C 3000CM de Fangio a caminho da vitória. Junta-se a grelha de partida.

Partida tipo Le Mans

Foi em Vila do Conde, corria o ano de 1959, que se disputou uma corrida de Grande Turismo cuja partida adoptou o método que na altura se utilizava para as 24 Horas de Le Mans. Os pilotos perfilavam-se de um dos lados da pista, tendo os carros alinhados no outro. Dada a bandeirada de largada, cada concorrente corria para o respectivo automóvel, abria a porta, dava à ignição, engatava a primeira e, zás, arrancava.
No final das trinta voltas foi Horácio Macedo quem venceu, ao volante do Mercedes Benz 300SL com o número 2, que se vê em primeiro plano. A seguir classificou-se Nogueira Pinto, com o Alfa Romeo número 11, e Marques Pinto, também em Alfa Romeo. Carlos Faustino levou o Volvo a um brilhante quarto lugar e José Valentim, em Porsche 356, terminou em quinto.
Participaram na corrida mais quatro concorrentes, entre eles o vilacondense Carlos Corte Real, em Jaguar XK 120. A imponente figura do piloto, aliada a um peso ainda mais imponente, terá contribuído para a sua fraca prestação, nomeadamente no momento da partida. O carro também não colaborou e a equipa abandonou ao fim de apenas uma volta.


O que mais me impressiona nestas partidas é o fabuloso silencio desde o sinal de partida até o primeiro motor pegar. Depois é distinguir os vários sons,que terminam numa orquestra sensacional...
Fiz várias destas partidas nos belos fins de semana que o coronel Hipólito organizava no aerodromo de Sintra,no final dos anos 60,nessa altura num Lotus Elan.
Creio que os Porsche têm a chave de ignição do lado esquerdo do volante ( e ainda hoje mantêm, por tradição ) para se ganhar tempo. Entra-se no carro, pé esquerdo na embraiagem,a primeira já estava metida,mão direita no volante , pé direito no acelerador, ignição com a mão esquerda, as RPM,sabemos de ouvido,lá vamos com o cuidado de não bater nem apanhar com outro.
E amarrar o cinto ?
Abraços do Carlos Duarte Ferreira 



Pouco antes da partida os Nogueira Pinto, pai e filho, confraternizam com Horácio Macedo, o futuro vencedor da corrida. Este era o tempo dos "gentleman drivers", um tempo em que as relações pessoais eram mais importantes que os resultados.