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A Estreia

O Alba #001, matrícula OT-10-54, é um veículo de produção artesanal construído na fábrica com o mesmo nome situada em Albergaria-a-Velha. Utilizava um motor Fiat de 1089 cc, o que lhe permitia inscrever-se na categoria até 1100 cc. Na imagem podemos vê-lo na prova de estreia, em Vila do Conde 1952, a qual terminaria em segundo lugar na classe. Porém, no ano seguinte viria a vencer  o Circuito da Boavista, sempre com Corte Real Pereira ao volante.
Este carro foi completamente recuperado e encontra-se agora patente ao público no Museu do Caramulo.
Fotos de Olívio França



O Ferrari 225S #0198ET

O Ferrari 225S Vignale Spider #0198ET que Vasco Sameiro levou à vitória no Circuito de Vila do Conde de 1952 (Setembro) foi produzido nesse mesmo ano e importado para Portugal por João Gaspar, do Porto, que o vendeu ao conhecido piloto de Braga. O carro foi pintado de amarelo e recebeu a matrícula portuguesa GD-18-48. Mais tarde Vasco Sameiro inscreveu este Ferrari no Circuito do Maracanã, no Rio de Janeiro, corrida que viria a vencer. Na sequência dessa vitória o #0198ET foi vendido ao piloto brasileiro Mário Valentim, tendo permanecido no Brasil durante mais de uma década até ser exportado para Inglaterra onde passou por vários processos de restauro, o último dos quais em 1998 na DK Engineering. Voltou a ser pintado de vermelho e tornou-se num dos poucos Ferrari 225S Spider Vignale aptos a participar em eventos de carros históricos.
Foto de Olívio França cedida por Gonçalo Macedo e Cunha
PS - Dizem-me agora que o #0198 voltou há cerca de dois anos ao amarelo original. Ainda bem. Junta-se comprovativo. A foto é de Ludovic Manchon.


Ferrari em Vila do Conde

Imagem inédita da autoria do Dr Olívio França obtida durante o Circuito de Vila do Conde de 1952 e que mostra o Ferrari 340 America Vignale Coupé de José Nogueira Pinto em plena acção na curva do Castelo a caminho do terceiro lugar da classificação geral. Este chassis, #082A, foi inicialmente entregue a Luigi Villoresi, que com ele venceu as Mille Miglia de 1951, tendo posteriormente sido vendido a Casimiro de Oliveira.
O edifício que se vê em fundo albergava o "salva-vidas", um barco de madeira de grandes dimensões, movido a remos, que era chamado a actuar em situações de emergência marítima. A sua operação era de tal forma dura e difícil que os remadores que compunham a tripulação ficavam isentos do serviço militar.
Com agradecimentos a Gonçalo Macedo e Cunha.


Vitória de Bonetto em Monsanto

Extraordinária fotografia de Claudino Madeira obtida em 26 de Julho de 1953 durante a partida para o I Circuito Internacional de Lisboa, Grande Prémio do Jubileu do ACP, disputado no traçado de Monsanto. O Lancia D23 de Piero Taruffi (nº 25) sai na frente, seguido do carro idêntico de Felice Bonetto (nº 24) e do Ferrari 250 MM (nº18) de Casimiro de Oliveira. Um pouco mais atrás vem o Jaguar C Type de Stirling Moss (nº 22). A vitória viria a pertencer ao lancia de Felice Bonetto, ficando Stirling Moss em segundo lugar com uma volta de atraso em relação ao vencedor. Casimiro de Oliveira abandonou por avaria.
Foto - Arquivo Municipal de Lisboa


A Última Corrida

Vasco Sameiro 
A ultima corrida

Vasco Santiago Sameiro  foi o primeiro piloto português  a merecer o epíteto de "Herói", uma vez que corria por prazer e para gáudio dos seus inúmeros admiradores. Foi também o primeiro a ter uma carreira verdadeiramente internacional, disputando corridas ao logo de vinte e seis anos sempre que os seus afazeres profissionais o permitiam .
Pilotou carros como o Ford, Invicta, Alfa Romeo e  Maserati, estes últimos antes da II Guerra quando era o único embaixador do automobilismo português no estrangeiro. No período pós guerra Sameiro usou  exclusivamente carros da marca Ferrari com maior ou menor sucesso, sendo que na esmagadora maioria das vezes não era por sua culpa que os carros davam problemas.
No V Grande Premio de Portugal, disputado na Boavista em junho de 1955, o volante nortenho estreou um novo Ferrari 750 Monza, a última palavra de Maranello na altura. Este chassis, numerado 0576M, teve o primeiro contacto com o piloto na ante véspera do GP, momento em que o carro começou a carburar mal e a criar dificuldades a Vasco Sameiro. Diagnosticado o problema numa verdadeira  corrida contra o tempo, chegaram por via aérea as velas necessárias ao bom funcionamento do motor. Nos treinos os tempos por volta foram baixando regularmente, mas ainda assim longe do inacessível Maserati 300S de Jean Behra, que tinha chassis e motor superiores ao carro que Maranello oferecia. Sameiro na primeira vez que guiou a Monza fez um tempo que lhe dava um lugar na primeira fila ao lado de Behra e Casimiro de Oliveira, que tripulava um novo Monza encomendado para substituir o carro acidentado em Dakar, mas ao qual foi atribuído o mesmo numero de chassis. Porém, Vasco Sameiro estava ainda 0,02 décimas de segundo mais lento que Casimiro e decidiu continuar em pista para tentar melhorar esse tempo. Mas o Destino tinha outros planos e o corajoso piloto nortenho acabou por sofrer uma violenta saída de pista que deixou o # 0576M  partido em dois e lhe provocou sérios ferimentos que o deixaram imobilizado durante meses. Mais tarde, numa entrevista concedida a um semanário em 1988, Vasco Sameiro contou que nunca percebeu as razões do acidente, uma vez que o carro saiu da trajectória sem qualquer motivo e simplesmente "disparou" noutro sentido . Depois disto Vasco Sameiro, então com 52 anos de idade, decidiu retirar-se do automobilismo, saindo de cena um verdadeiro Herói destemido e corajoso mas que, apesar de tudo,  acabou por ter melhor sorte que outros colegas que também guiaram Monzas tais como Ascari, Castelloti, Mc Fee, Warthon, Picard e Casimiro de Oliveira.
Texto e fotos de Luis Sousa


Vila do Conde "tipo" Le Mans

A 20 de Setembro de 1959 disputou-se o V Circuito de Vila do Conde, prova organizada pelo Automóvel Clube de Portugal e que contou com o apoio das secções de motorismo do Estrela e Vigorosa Sport, Futebol Clube do Porto,  Sport Clube do Porto,  Académico Clube de Portugal e do Clube Nacional de Montanhismo. Milhares de pessoas assistiram às corridas disputadas num traçado com 2,950 metros de extensão, estando em jogo um total de 50 contos (250 euros) em prémios para dividir pelos concorrentes.
Dada a partida o Mercedes 300 SL de Horácio Macedo começa a distanciar-se e virá a vencer a corrida principal. Os Alfa Romeo de "Mané" Nogueira Pinto e Francisco Marques Pinto vão logo a seguir, sendo visível também o Porsche 356 de José Valentim dos Santos. Louve-se a coragem do fotógrafo "plantado" a menos de dois metros da faixa de rodagem.
O autor do blogue estava entre a multidão que se vê em fundo.
Foto - Centro de Documentação do ACP


A "Armada" Mercedes 300 SL

No final da década de 50 os poderosos e fiáveis Mercedes 300 SL eram claramente favoritos na maioria das provas em que participavam. A história repetiu-se no Rallye Aveiro Estoril, prova organizada pelo Automóvel Clube de Portugal que José Luis Abreu Valente venceu brilhantemente ao volante do OR-14-45*, deixando o Porsche 356 Carrera de Alex Soler Roig em segundo lugar. Porém, o grande piloto espanhol viria mais tarde a ser fortemente penalizado devido a uma questão regulamentar relacionada com a cor dos números das portas (?). Joaquim Filipe Nogueira e Fernando Duarte Ferreira também participaram neste rali com os respectivos Mercedes 300 SL mas os resultados não ficaram para a História.
* O carro vencedor, OR-14-45, foi o primeiro Mercedes Benz 300 SL Coupé a entrar em Portugal, tendo sido adquirido por José Barbot em Fevereiro de 1955. Tinha a cor beige.
Fotos - Centro de Documentação do ACP e arquivo da família Duarte Ferreira.
Bibliografia - "A Mercedes-Benz em Portugal", de Adelino Dinis. Edições Vintage.



Cuidado com a Cabeça!

Para quem tivesse dúvidas sobre a facilidade em entrar ou sair do Mercedes Benz 300 SL esta imagem da dupla Fernando Stock / Harry Rugeroni, obtida durante o Tour d´Europe 1956, é suficientemente esclarecedora. Era difícil mesmo.
Note-se a presença de um técnico oficial da  Mercedes Benz.
Foto - Duarte Stock


O Ferrari 750 Monza #0572M

Em 1956 José Arroyo Nogueira Pinto participou no Circuito do Porto ao volante de um Ferrari 750 Monza Scaglietti Spyder com o chassis #0572M. A corrida não correu muito bem e Nogueira Pinto terminou em décimo e último lugar a seis voltas do vencedor, o Ferrari 857 do Marquês de Portago.
Porém, este mesmo piloto, conduzindo este mesmo carro, venceu no ano anterior o Grande Prémio de Tanger e o Circuito de Vila do Conde, as únicas vitórias absolutas deste chassis.
O Ferrari # 0572M reapareceu mais de cinquenta anos depois no estado que a imagem de baixo documenta: simplesmente magnífico. Uma pena não ter continuado em Portugal.



O Primeiro Estrangeiro

Hans Leo van Hocsch, cujo Porsche 356 aqui vemos durante a prova final disputada no Estoril, foi o melhor classificado de todos os estrangeiros (e eram muitos) que participaram no Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) de 1952. Tendo partido de Frankfurt, van Hocsch e o seu desconhecido companheiro de viagem - que surge "de braço de fora" durante a complementar do Casino - terminariam a prova num honroso quarto lugar, atrás dos portugueses Filipe Nogueira (vencedor absoluto), Conde de Monte Real e D. Fernando Mascarenhas.


Corrida na Auto Estrada

Esta curiosa fotografia mostra o Cooper Climax nº 4 de Sirling Moss em plena aceleração na auto estrada  que ligava Lisboa ao Estádio Nacional durante o Grande Prémio de Portugal de 1959, disputado no circuito de Monsanto. 
Inaugurada em 1944 pelo Ministro das Obras Públicas de então,  Duarte Pacheco,  a EN7, como se denominava oficialmente, foi uma das primeiras auto estradas do seu género a serem construídas na Europa, tendo sida integralmente realizada em cimento e brita ao longo de cerca de oito quilómetros.
Stirling Moss foi o vencedor do Grande Prémio, tendo deixado o segundo classificado, Masten Gregory, a uma volta de distância.
Fotografia - The Cahier Archives


Foi um dia de sol magnifico, com um Stirling  Moss demolidor no Cooper de Rob Walker equipado com uma caixa de velocidades Colloti que ficou finalmente fiável. Jack Brabham teve um acidente causado por um desentendimento com "Nicha" Cabral, que se estreava na F1. Masten Gregory foi
outro que resistiu ao calor e no fim da corrida o único motivo de interesse era a luta pelo terceiro lugar entre Trintignant e Gurney, até que o francês teve de parar para receber água de um posto improvisado pelo  autor da foto (Bernard Cahier) .
Esta corrida acabou também por afastar as pretensões ao titulo de Tony Brooks que não se entendeu com o traçado lisboeta e fez uma má corrida. Foi também o canto do cisne para os Aston Martin que
passaram a pertencer ao passado.
Luis Sousa

Era Uma Vez...

Era uma vez um Ferrari 250MM Spyder Vignale chassis #0326MM com o qual D. Fernando Mascarenhas participou no Circuito Internacional de Lisboa de 1953, também conhecido como Grande Prémio do Jubileu do Automóvel Clube de Portugal. As coisas não correram bem ao Marquês de Fronteira, que acabou por sofrer um acidente que deixou o Ferrari muito maltratado.
Cinquenta e quatro anos e várias carroçarias depois este mesmo carro iria surgir no Concurso de Elegância de Pebble Beach 2007 pelas mãos de "Chip" Connor, o seu proprietário de então. Mais de meio século depois da sua chegada a Portugal a exuberante beleza deste automóvel de competição continua a fazer as delícias dos entusiastas de todo o mundo.


 


Duelo de Brasileiros em Monsanto

Circuito Internacional de Monsanto, IV Grande Prémio de Portugal 1954. O Ferrari 166MM chassis #0290M com o nº 1  tripulado pelo piloto brasileiro Mário Valentim precede o Ferrari 225S nº 2 do seu compatriota Sérgio Bernardes. O carro de Valentim fora originalmente importado em 1953 por João Gaspar para Vasco Sameiro, que com ele sofreu um acidente no circuito da Boavista desse ano. Mais tarde este mesmo Ferrari viria a ser tripulado pelo Conde de Monte Real no Grande Prémio do Jubileu do ACP disputado em Monsanto.
Sérgio Bernardes teve uma breve e discreta carreira como piloto de automóveis mas viria a tornar-se um dos mais importantes arquitectos brasileiros da sua geração.
Foto - Centro de Documentação do ACP


O Ferrari que o Conde Monte Real usou em Monsanto era o chassis 0288. Vasco Sameiro usou o 0288 na Boavista 53, equipado com o motor 2litros do 0290. Após o acidente de Sameiro o motor 3 litros foi reparado e instalado na 0288 com que o Conde Monte Real andou bem, apenas se queixando que o carro era muito instável, o que era normal pois nem tiveram tempo de o afinar. Este carro 0288 esteve em Monsanto 54 com Francisco Marques ao volante e Mário Valentim usou o 0290MM . Sérgio Bernardes não só foi dos maiores arquitetos do Brasil como tinha gosto por obras de arte sobre rodas, pois foi também proprietário de um Maserati 450S.
Luis

Um Denzel em 1954

Em 1954 Filipe Nogueira (visto aqui no III Rallye de Aveiro) utilizaria o Denzel FH-20-49 em várias provas com resultados meritórios. O carro preparado por Jaime Rodrigues conquistaria o 2º lugar no Circuito da Boavista e uma posição idêntica no Circuito Internacional de Tanger desse mesmo ano. José Arroyo Nogueira Pinto, em Ferrari 250 MM Spyder Vignale seria o vencedor.
Foto - Luis Sousa




Um Herói em Nurburgring

Joaquim Filipe Nogueira foi uma figura ímpar da história do automobilismo português, afirmando-se aquém e além fronteiras como um dos nomes grandes da sua geração. Tendo conquistado tudo o que havia para conquistar em Portugal decidiu partir também à conquista da Europa (e da África do norte...) com resultados mais que meritórios.
Em Agosto de 1955 o grande campeão português enfrentou alguns dos melhores pilotos do mundo no mítico circuito de Nurburgring, um traçado com 22 quilómetros de extensão que incluía montes, vales e "curvas cegas" em número assustador, o qual deveria ser percorrido por vinte e duas vezes. Alinharam à partida (tipo "Le Mans") 60 concorrentes, mas apenas 38 chegariam ao fim, o que diz bem da dureza da corrida. Filipe Nogueira levou o Porsche 550 Spyder nº 3 ao "top ten", tendo terminado a prova num brilhante décimo lugar. Jean Behra, em Maserati 150S, seria o vencedor.
Na foto da partida pode ver-se o Porsche Spyder nº 2 de Richard von Frankenberg a sair na frente, com o carro idêntico de Wolfgang Seidel (nº5) logo atrás. Jean Behra (nº16) teve um arranque modesto, ao contrário de Filipe Nogueira, cujo carro aparece já "embalado" ao meio da imagem assinalado com um"X".
Fotos - Luis Sousa e Interclássico



Tour d´Europe 1956

De 1 a 13 de Junho de 1956 tem lugar a primeira edição do Tour d´Europe, uma prova de longa duração realizada numa Europa ainda em ruínas mas que pretende dar uma ideia de união ao resto do mundo. Konrad Adenauer, o chanceler alemão , encabeça a lista de patrocinadores e apoiantes, o que diz bem da importância do evento.
São treze dias intensos que levam os participantes a atravessar treze países num circuito que começa em Hannover, seguindo depois por Bruxelas, Bonn, Luxemburgo, Reims, Lisboa, Madrid, Monte Carlo, Roma, Trieste, Atenas, Istambul, Belgrado, Viena e novamente Hannover.
Apenas uma equipa portuguesa participou nesta grande maratona: Fernando Stock / Harry Rugeroni, que tripulavam o Mercedes 300 SL com o nº 101. Os vencedores seriam Joachim Springer / Erwin von Regius, em Ford 15M
Fotografias - Duarte Stock



Fernando Stock foi um verdadeiro Gentleman Driver e Harry Rugeronni uma pessoa de carácter muito especial. Pelas fotos o DC-24-08 foi outro 300SL que o dono foi buscar à fábrica.

Luis

Vitória em Monsanto

A 24 de Julho de 1955 disputou-se no circuito de Monsanto perante largos milhares de pessoas a Taça Cidade de Lisboa, prova integrada no III Circuito Internacional de Lisboa. Apesar da trajectória pouco "ortodoxa" revelada na abordagem desta curva, o Mercedes Benz 300SL de D. Fernando Mascarenhas viria cortar a meta em primeiro lugar, à frente de Fernando Stock e Mário Rodrigues, que tripulavam carros idênticos.
Mais de cinquenta anos depois o artista Ricardo Assis Cordeiro passou para a tela a batalha "fratricida" vivida pelos pilotos dos Mercedes 300 SL nas colinas de Monsanto.

Os Mercedes Benz de D. Fernando Mascarenhas e Mário Rodrigues no circuito de Monsanto de 1955. Aguarela de Ricardo Assis Cordeiro. Saiba mais aqui .


Boa foto de D Fernando Mascarenhas a preparar nova curva, agora para a direita. A roda traseira vai perto do limite, um pouco mais e começava o camber positivo, ou seja, o calcanhar de Aquiles do Gull Wing, isto para não falar dos travões. Dois anos depois, nesta mesma curva, Araujo Cabral ao  querer ultrapassar J M Simoes partia a caixa de velocidades, outro ponto frágil do carro quando se usava com força. J Manuel Simoes, ao querer segurar A Cabral , foi vitima do eixo traseiro e roçou os fardos de palha. 
Em 1957 a luta dos 300SL foi tão renhida que baixaram os tempos de D Fernando em 3 segundos por volta mas em 1959 os tempos de António Barros foram idênticos aos do Marquês em 55.
Luis

De "pernas para o ar"

Curiosa forma de John Cooper celebrar a vitória de Jack Brabham em Cooper-Climax no Grande Prémio de Portugal de 1960 disputado no Circuito da Boavista, no Porto. O português "Nicha" Cabral também participou nesta corrida mas acabou por abandonar devido a acidente.
Colaboração de Luis Sousa



                                         Jack Brabham, em Cooper-Climax, a caminho da vitória.

Partida de Paris

Eram nada menos que treze os participantes no VI Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) que escolheram a cidade de Paris como ponto de partida para esta prova. Ei-los na imagem, com os Porsche 356 de Max Nathan (nº 50) e Sauerein (nº 47) em primeiro plano, com o Citroen de Robert Labat logo a seguir. À chegada ao Estoril Max Nathan seria o melhor classificado deste grupo, mesmo assim registando apenas o 9º lugar da classificação geral. Joaquim Filipe Nogueira, em Porsche, seria o vencedor absoluto.
De Paris partiu igualmente o Porsche de Richard von Frankenberg,  jornalista e piloto oficial da marca que foi também o fundador e primeiro director da revista Christophorus. Foi ele quem pela primeira vez  divulgou a curiosa história da possível troca de carros por sardinhas de conserva que o governo português propôs a Ferry Porsche.


Uma Moto no Rallye Internacional do Estoril

Nem só automóveis disputaram o Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) de 1952, como a imagem documenta. De facto, o senhor Otto Kurt Benz e sua mulher (presume-se) montaram na sua moto Adler MB 250S com side car e enfrentaram a longa viagem que os traria de Frankfurt até ao Estoril. Não se classificaram, mas completaram o percurso que, a avaliar pelo sorriso de ambos, deve ter sido mais turístico que desportivo.
 A Adler é uma marca alemã que começou por produzir automóveis, alguns dos quais de inegável qualidade, que conquistaram sucessos em várias provas desportivas entre a primeira e a segunda Guerra Mundial. As suas instalações foram praticamente destruídas por bombardeamentos aliados durante o conflito, pelo que a produção automóvel cessou e não foi retomada. Em vez disso a marca começou a produzir motos a partir de 1948, sendo a MB 250 o seu modelo mais bem sucedido e respeitado, uma vez que apresentava soluções técnicas bem avançadas para a época. A marca viria a fundir-se com a Triumph e acabou por perder a sua identidade. Os desenhos das motos Adler foram confiscados pelos ingleses no âmbito das compensações pós-guerra e entregues ao fabricante BSA.
Foto - Centro de Documentação do ACP