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"Os Heróis" de 1935

Não eram muitos os portugueses que em 1935 participavam nas poucas corridas de automóveis que o Automóvel Clube de Portugal organizava nas improvisadas pistas do país. Conheciam-se todos e formavam como que um grupo de amigos. O Circuito do Estoril era sem dúvida a prova mais importante do calendário e a que mais concorrentes atraía como se constata por esta imagem relativa à cerimónia de entrega dos prémios realizada na noite de 20 de Outubro no Casino. O vencedor, Francisco Ribeiro Ferreira, recebeu a maior taça e dez mil escudos em dinheiro. António Guedes Herédia realizou a volta mais rápida.
Os protagonistas, da esquerda para a direita:
António Guedes Herédia (Railton), Manuel José Soares Mendes (Alfa Romeo), Jorge Monte Real (Bugatti), Francisco Ribeiro Ferreira (Bugatti), Manuel Nunes dos Santos (Adler), Henrique Lehrfeld (Bugatti) e um concorrente não identificado.
Foto da família Lehrfeld


Duelo no Estoril

Em 1935 disputou-se na zona envolvente do Casino aquele que viria a ficar conhecido como o I Circuito do Estoril, prova organizada pelo ACP. Não é inteiramente verdade porque dez anos antes (1925) já ali se tinha disputado uma corrida mas foi esta a designação que perdurou. Nove concorrentes alinharam à partida para esta competição que consistia em realizar 60 voltas a um traçado que tinha pouco mais de três quilómetros de extensão. Eram eles: Henrique Lehrfeld, Francisco Ribeiro Ferreira, Jorge Monte Real e Almeida Araújo, todos em Bugatti, Nunes dos Santos em Adler, Manuel Soares Mendes em Alfa Romeo, José Alves da Silva em Adler e António Guedes de Herédia em Railton.
Dada a partida assistiu-se a um épico duelo entre os Bugattis de Ribeiro Ferreira, Monte Real e Lehrfeld que se alternavam frequentemente no comando até que este último sofreu um furo e teve que parar para mudar a roda afectada, operação que lhe custou três voltas de atraso. António Herédia ainda viria a intrometer-se conseguindo a volta mais rápida mas a vitória acabou por sorrir a Francisco Ribeiro Ferreira (#5). Jorge Monte Real (#8), aliás Conde de Monte Real, terminaria em segundo lugar. Tinha apenas dezanove anos de idade.
Bibliografia - "Primeiro Arranque", de Vasco Callixto e Jornal "O Volante" 
Centro de Documentação do ACP



D. B. Panhard

O D. B. Panhard de José Emídio da Silva (desconhemos o nome do copiloto) visto aqui à partida de Lisboa para o VI Rallye Internacional de Lisboa não conseguiu terminar a prova mas foi seguramente um dos automóveis mais extraordinários que nela participaram ao longo das suas várias edições. Inscrito na classe 5 (motores até 750 cc) tinha como adversários directos nada menos que quatro  Dyna Panhard que acabaram por conquistar os lugares de topo na categoria.
O VI Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) de 1952 teve mais de uma centena de inscritos que partiram de diversas cidades europeias (Londres, Milão, Bruxelas, Monte Carlo, Berna, Madrid, Amsterdam, Lisboa, Porto, Frankfurt, etc) para percorrerem alguns milhares de quilómetros de estradas nem sempre perfeitas até se encontrarem no Estoril onde se realizariam as provas complementares. Joaquim Filipe Nogueira, em Porsche 356 (what else?) seria o grande vencedor.
O IE-17-74 continua em Portugal e passou recentemente por um restauro exemplar que o devolveu à sua cor e glória originais (em baixo, à direita).





Corpo Diplomático

O Jaguar do concorrente português Júlio Westor Sosa em acção durante uma prova complementar disputada em volta do Casino no final do VI Rallye Internacional de Lisboa (Estoril). Tendo partido de Lisboa, Júlio Sosa viria a conquistar um mais que respeitável 14º lugar absoluto no final. Note-se a placa CD (Corpo Diplomático) bem visível na parte dianteira do carro nº 96.
Foto - Centro de Documentação do ACP


Vitória Ford no Estoril

Organizado pelas Forças Motorizadas da Legião Portuguesa realizou-se em Agosto de 1937 o II Circuito do Estoril, prova disputada num traçado com 2810 metros de extensão que era suposto ser percorrido por 30 vezes. Apenas cinco carros compareceram à partida: o Ford "Especial" de Manoel de Olviveira, os Bugatti de Jorge Monte Real e Henrique Lehrfeld, o Alfa Romeo de Benedito Lopes e o Maserati de E. K. Rayson. Na presença do Presidente da República, Óscar Carmona, e de uma grande assistência o Ford de Manoel de Oliveira viria a dominar a corrida não dando hipóteses a qualquer dos seus opositores.
Na foto do jornal O Volante vê-se à esquerda o Ford "Especial" de Manoel de Oliveira magnificamente preparado por Eduardo Ferreirinha na grelha de partida situada na Avenida Amaral junto à entrada norte do Casino. À direita o Bugatti de Jorge Monte Real.


Crónica

Reportagem do I Circuito Automobilista do Estoril de 1935 publicada no Diário de Lisboa de 29/10/1935. À direita o Bugatti do Conde de Monte Real, 2º classificado.

João Castello Branco no VI Rallye Internacional de Lisboa 1952

Em Simca 8, fazendo equipa com José Carvalhosa (3 fotos, partida, prova complementar no Estoril e pose ao melhor  estilo James Dean de trazer por casa). Chegaram ao Estoril com uma penalização de 4 pontos por atraso num controle de estrada
Após a 1ª prova complementar estavam no 44º lugar  da geral e no  7º lugar da 4ª categoria (viaturas até 1100 cc), nos três primeiros lugares desta classe, estavam dois  Porsches 356  1100 cc de Max Nathan e Alberto Graça, seguidos de John Reece em Ford Anglia. 
Após 1ª PC a geral ficou assim ordenada:
1º   J. F. Nogueira em Porsche 356 1500
2º  E. Martorell em Porsche 356 1500
3º  M.Marçal Mendonça em Simca  8 Sport
4º  Daniel Magalhães em Morgan 2088 cc
5º  João Graça em Porsche 356 1500
6º  C. Monte Real em Allard
7º  Joaquim Cardoso em Jovelin Jupiter
8º  Max Nathan em Porsche 356 1100
9º  Nestor Sosa em Jaguar Mark VII
10º M. Grosgogeat em Dyna-Panhard

Da 2ª prova  complementar, circuito velocidade/regularidade (3 voltas), não tenho as classificações, sei apenas que JCB foi o concorrente que a fez com a menor diferença entre as três voltas (2 décimos de segundo), conforme notícia de jornal cujo recorte possuo, que só não remeto porque o jornalista que assinou o texto (Rui de Sousa) fez um discurso laudatório da prestação do meu Pai, cuja publicação poderá ser mal interpretada.
Após a 2ª PC a geral ficou assim ordenada:

1º  J.F.Nogueira em Porsche 356 1500
2º  C. Monte Real em Allard
3º  F. Mascarenhas em  Porsche 356 1500
4º  Van Hoesch em  Porsche 356 1500
5º  Marçal Mendonça em Simca 8 Sport
6º  Daniel Magalhães em Morgan
7º  Simon Hansen em  Aston-Martin
8º  João Graça em Porsche 356 1500
9º  Max Nathan em Porsche 356 1100
JCB quedou-se por um modesto 44º lugar (8º na categoria)

Texto e fotos - João Castello Branco

Simon Knudsen Hansen

À primeira vista não parece mas o concorrente nº 125 ao VI Rallye Internacional de Lisboa (Estoril), Simon Knudsen Hansen, é tão português como qualquer um de nós. Descendente do Capitão Didrik Knudsen, um norueguês que em 1882 chegou a Lisboa a bordo do seu navio "Professor Mohn" e por cá foi ficando, Simon Knudsen Hansen viria a distinguir-se como piloto de automóveis ao volante de um HRG, como consta de uma história aqui publicada anteriormmente. Em 1952 conquistou um notável sétimo lugar absoluto na edição desse ano do Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) tripulando um Aston Martin DB2.
Foto - Centro de Documentação do ACP


Equipa C. Santos / Standard Vanguard

Em 1950 disputou-se a quarta edição do Rallye Internacional de Lisboa (Estoril), na altura a segunda prova mais importante do calendário europeu de rallyes logo a seguir ao Rallye de Monte Carlo. Oitenta concorrentes, partidos de várias cidades europeias, percorriam três mil quilómetros até se encontrarem no Estoril, onde decorreriam as classificativas finais. O vencedor seria o inglês Ken Wharton, em Ford, logo seguido pelo pequeno MG de Joaquim Filipe Nogueira. Mas do que aqui se pretende dar conta é da brilhante participação da Equipa C. Santos, representante da marca Standard Vanguard em Portugal, formada por João Castello Branco, Fernando Mendes de Almeida, Harry Rugeroni e João Ortigão Ramos (da esq. para a dta).
A carreira automobilística de João Castello Branco tinha começado de forma auspiciosa no ano anterior com a sua vitória na classe 1,100 cc da Volta a Portugal 1949 ao volante de um Simca 8.
Foto - colecção da família Castello Branco
Recorte - jornal "O Volante"
Neste interessante VIDEO da Filmoteca Nacional de Espanha, cedido por Ramón de Mateos, podem ver-se, a partir do minuto 3, algumas imagens relativas à participação dos concorrentes partidos de Madrid.



Entrega de Prémios (actualização)

Estas duas invulgares imagens serão relativas à entrega de prémios do V Rallye Internacional de Lisboa (Estoril), disputado em 1951 e que teve Joaquim Filipe Nogueira como vencedor absoluto, ao volante de um Jowett Jupiter. Ernesto Martorell venceu a classe e o Conde de Monte Real foi segundo da classe e terceiro na Geral. Manuel de Oliveira (o cineasta), fazendo equipa com Clemente Meneres, seria o segundo classificado.
Na fotografia maior podem ver-se alguns dos principais protagonistas das provas de rallye e velocidade em Portugal na década de cinquenta, tais como os referidos Filipe Nogueira, Conde de Monte Real e Ernesto Martorell (o trio da fotografia mais pequena), além de Soares Mendes , Fernando Stock e muitos outros cuja identificação só será possível com a colaboração dos leitores mais antigos e conhecedores.
A distribuição de prémios do V Rallye Internacional de Lisboa teve lugar durante um jantar no Casino do Estoril, no dia em que a prova terminou.


Vamos lá a dar uma ajuda com base nas legendas duma cópia que meu Pai me deixou, seguindo da esq para a dir. Na primeira fila dos mais ou menos sentados:, em 4º lugar (um pouco mais à frente) Ernesto Martorell, e em 6º C.Monte Real. Na 2ª fila : 1º lugar João Castelo Branco (meu Pai), em 2º lugar Furtado Leite, em 3º lugar Emídio Silva, em 5º lugar J.Tojal, em 6º lugar J.Filipe Nogueira, em 7º lugar Santos Silva, em 9º lugar Luis Aguiar e em 10º lugar Fernando Stock. Em pé, em 1º lugar Fernando Mendes de Almeida, em 3º lugar (lá atrás) Manuel Palma, em 7º lugar (a espreitar) "Pipas" Vinhas. De pé à direita temos em 1º lugar Manuel Almeida, em 2º lugar Infante da Câmara e em 3º lugar Danilo Magalhães. Os restante não estão nomeados pelo meu Pai, certamente por esquecimento passados tantos anos, pois lembro-me que a legenda foi feita já nos anos 80. Cumprimentos. JCB

Estoril 1937

Apenas cinco automóveis disputaram o Circuito do Estoril de 1937, prova a que assistiu o Presidente da República, Óscar Carmona. O vencedor seria Manoel de Oliveira, o conhecido cineasta, que tripulava um Ford V8 preparado por Eduardo Ferreirinha.
Segundo a revista "Stadium", Jorge Monte Real tencionava "rebentar" o Bugatti 35C que adquirira recentemente a Alfredo Marinho "para que o pai lhe desse outro".
Note-se em segundo plano o espaço das "boxes" e o painel informativo com os números dos concorrentes.

A apresentação dos "corredores" ao Presidente da República: Jorge Monte Real, Henrique Lehrfeld, Manoel de Oliveira, Rayson e Benedito Lopes
 Uma imagem da corrida junto da praia do Tamariz. O Alfa Romeo 8C 2300 de Benedito Lopes será ultrapassado pelo Ford V8 de Manoel de Oliveira.

Manoel de Oliveira a ser felicitado pelo Presidente da República no final da corrida.




Onde está o condutor?

Integrado no I Rallye Ibérico de 1956 disputou-se no Estoril uma prova de regularidade / velocidade que viria a ser decisiva para a classificação final. O traçado com cerca de 3000 metros de extensão reproduzia o percurso dos circuitos do Estoril dos anos 30 que viram os Bugattis de Henrique Lehrfeld, Conde de Monte Real, Ribeiro Ferreira e outros travarem épicas batalhas. 
Os concorrentes de 1956 também andavam nos limites, como o comprova a imagem junto. Nela vemos o Alfa Romeo 1900 Cabrio de Ângelo Moreno a sofrer um pequeno despiste e a embater nos sacos de areia que delimitavam o circuito. A colisão aconteceu há instantes, como o atesta a pequena nuvem de areia, mas o condutor parece ter desaparecido. Terá sido projectado para o lugar da direita? Em qualquer caso a penalização terá sido severa uma vez que este concorrente terminaria o rallye no 54º lugar da classificação geral. Concluíram a prova 62 das 85 equipas que se apresentaram à partida.
Foto - Centro de Documentação do ACP


O Primeiro Estrangeiro

Hans Leo van Hocsch, cujo Porsche 356 aqui vemos durante a prova final disputada no Estoril, foi o melhor classificado de todos os estrangeiros (e eram muitos) que participaram no Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) de 1952. Tendo partido de Frankfurt, van Hocsch e o seu desconhecido companheiro de viagem - que surge "de braço de fora" durante a complementar do Casino - terminariam a prova num honroso quarto lugar, atrás dos portugueses Filipe Nogueira (vencedor absoluto), Conde de Monte Real e D. Fernando Mascarenhas.


Quilómetro Lançado da Boavista

A primeira edição do Quilómetro Lançado da Boavista teve lugar a 26 de Agosto de 1923, tendo como vencedor o Mercedes de Abílio Nunes dos Santos. Carlos Eduardo Bleck (na imagem) em Delage, não iria além do 5º lugar mas voltaria em 1925 para conquistar a vitória absoluta na segunda edição desta mesma prova entre 19 automóveis, desta vez ao volante de um Bugatti. Com este mesmo carro e ainda em 1925 Carlos Bleck viria a vencer o I Circuito do Estoril, terminando a corrida com uma vantagem de 3 segundos sobre  Abílio Nunes dos Santos, em Mercedes.
Foto - Sofia Bleck


Estoril 1935

A 20 de Outubro de 1935 disputou-se o II Circuito do Estoril, prova que consistia num total de 20 voltas a um percurso de 3.085 metros desenhado em torno do Casino,  correspondente a uma distância de 185,1 km.
Francisco Ribeiro Ferreira, em Bugatti T51 (nº5) seria o vencedor, seguido do Bugatti 35C (nº8) de Jorge Monte Real e do Alfa Romeo 8C-2300 (nº3) de Manuel José Soares Mendes. Em quarto lugar chegou o Bugatti T35B (nº6) de Henrique Lehrfeld e em quinto o Adler (nº1) 3.0  de Manuel Nunes dos Santos. José Alves da Silva, em Adler 1.7 (nº15) seria o último a completar a corrida.
 Não se classificaram António Guedes de Herédia, em Railton (nº16), que fez a volta mais rápida, José Almeida Araújo no Bugatti T35 (nº11) e João Henriques dos Santos, em Ford (nº2).


IV Rallye Internacional Lisboa (Estoril) 1950

Imagens do IV Rallye Internacional de Lisboa (Estoril), disputado em maio de 1950 por 80 participantes que tinham de percorrer cerca de 3 mil quilómetros até chegarem ao controle final no Estoril, onde se realizaram as provas complementares que ditaram a classificação.
Em baixo, à esquerda, o Ford Pilot V8 de Ken Wahrton, vencedor absoluto e, à direita, o pequeno MG TC de Joaquim Filipe Nogueira, segundo classificado da geral e melhor participante português.
Fotografias de Vera Futscher





Allard M Type e Lea Francis
 







O Ano dos Porsche

O VI Rallye Internacional de Lisboa (Estoril), disputado em 1952, foi uma prova especialmente bem sucedida para os recém chegados Porsche 356, um tipo de carro de desporto que apresentava várias características inovadoras, tais como o motor traseiro, a aerodinâmica cuidada e uma fiabilidade "à prova de bala".
Com partidas de várias cidades da Europa e seguindo um modelo muito semelhante ao Rallye de Monte Carlo, a prova portuguesa viria a ser decidida nas complementares disputadas após a chegada ao Estoril, onde o Porsche 356 de Joaquim Filipe Nogueira acabou por se impor. Alberto Graça (na foto) terminou em 8º lugar absoluto e 2º na classe, resultado que deu direito a festejos com a família, que aguardava ansiosa a sua chegada "a casa".

Fotografia de José Graça (em cima)
Restantes imagens - Gonçalo Macedo e Cunha



II Circuito do Estoril

Em 1937 disputou-se o II Circuito do Estoril, o qual constava de 30 voltas a um percurso de 2,700 metros que tinha início em frente ao Casino, subia a avenida por trás do Hotel Palácio e continuava na Avenida Portugal em direcção a Bicesse, para depois descer pela Avenida Marechal Carmona. Como era hábito na época, o próprio Chefe de Estado assistiu à corrida, que foi organizada por uma comissão de legionários das forças motorizadas da Legião Portuguesa dirigida por Pedro de Brion.
Na imagem podem ver-se dois dos cinco carros que participaram na prova prontos para a partida: o Ford de Manoel de Oliveira, que seria o vencedor, e o Bugatti do Conde de Monte Real.


IV Rallye Internacional de Lisboa (Estoril)

O Allard do Conde de Monte Real / Diogo Passanha e o Hotchkiss de José Ramos Jorge / Calçada Bastos tiveram sortes distintas no final da quarta edição desta prova, disputada em 1950. Jorge Melo e Faro comandava tranquilamente o rallye quando no último controle, já em Lisboa, o Allard sofreu uma avaria que o relegou para o 75º lugar da classificação geral. Sem ter encontrado problemas de maior ao longo do percurso, Ramos Jorge levou o Hotchkiss a conseguir um mais que honroso 4º lugar absoluto.
O vencedor seria o inglês Ken Wharton, em Ford, sendo Joaquim Filipe Nogueira um excelente 2º classificado absoluto e primeiro da classe até 1500cc, em MG. Martinho Lacasta, em Mercury, foi terceiro e Américo Rodrigues, em Hotchkiss, completou o lote dos cinco primeiros.

Colaboração de Luis Sousa e Gustavo Barbosa
Fotos - colecção família Melo e Faro (Monte Real)




Jean Gras

Esta imagem, obtida em frente ao Hotel do Parque (ou das Termas, como também era conhecido) do Estoril, documenta a participação de Mateus Oliveira Monteiro no desfile de automóveis realizado em 1927. O carro utilizado para a ocasião era um "Jean Gras", de fabrico francês, uma marca que teve uma existência precária (1924 / 1927) e da qual não se conhecem resultados desportivos de relevo.

Fotografia - Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, estúdios Mário Novais.