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O Embrião da Volta a Portugal

II Grande Prova de Resistência e Turismo. Um nome pomposos para uma prova de estrada que se tornaria no embrião daquilo que mais tarde viria a ser a Volta a Portugal em Automóvel. Disputada entre 20 e 25 de Junho de 1933 com um total de 1800 km de extensão esta grande maratona automobilística dividia-se em seis etapas: Cacilhas-Faro-Évora, Évora-Covilhã, Covilhã-Braga, Braga-Porto-Curia, Curia-Leiria-Tomar e finalmente Tomar-Caldas-Estoril. O júri era formado pelos distintos automobilistas Jorge Ortigão Ramos, Vasco Callixto, Mário Madeira e o recentemente falecido Carlos Moniz Pereira, entre outros, tendo-se apresentado à partida 16 concorrentes. João Gellweiller, em Terraplane, seria o vencedor absoluto vencendo também a Classe C. As classes B e A foram ganhas respectivamente por Arnaldo Stocker, em Triumph, e Júlio Trigo, em Fiat.
Bibliografia - Primeiro Arranque, de Vasco Callixto
Fotos - Arquivo Digital da Torre do Tombo



 

Quilómetro de Arranque da Avenida

A 18 de Junho de 1922 disputou-se em Lisboa o "Quilómetro de Arranque da Avenida", prova que consistia em percorrer no menor tempo possível o trajeto de um quilómetro desenhado na Avenida da Liberdade e na disputa de várias eliminatórias até se chegar a uma finalíssima que decidiria o vencedor. Mais de 20 mil pessoas encheram todo o espaço disponível deixando apenas livres duas estreitas faixas de rodagem onde corriam os automóveis. Com organização do ACP e do jornal "O Século" a prova teve início ao princípio da tarde com a entrada em ação do Peugeot de José Teixeira dos Santos. 
A fase final colocou frente a frente o Fiat de António Guedes de Herédia e o Delage de Artur Mimoso bem como o Cole de António Augusto Nunes e o Daimler-Mercedes de Abílio Nunes dos Santos. Na finalíssima viriam a encontrar-se Abílio Nunes dos Santos e Artur Mimoso, com o primeiro a sagrar-se vencedor a uma média superior a 90 km/h.
Bibliografia - Ilustração Portugueza 1922



Fiat 1100 TV e Volkswagen

Mais duas provas de rallye em que João Castello Branco participou com carros completamente diferentes, a saber: o Troféu Turístico Shell de 1956 que disputou ao volante do Fiat 1100 TV aqui visto na Rampa da Pena e a VIII Volta a Portugal em que partilhou um Volkswagen com Salvador Pimentel. Nesta última prova é de salientar o facto de ter sido obrigatório o uso de capacete, uma das primeiras vezes em que tal aconteceu.
Estas provas marcam o final da carreira automobilística de João Castello Branco que ao virar a página dos 40 anos de idade resolveu dar um novo rumo à sua vida. Apesar de ter começado tarde (aos 33 anos de idade) ainda foi a tempo de deixar uma marca importante na história do automobilismo em Portugal.
Com agradecimentos a seu filho João Castello Branco por nos ter facultado um notável e bem organizado espólio que ao longo de alguns meses tivemos o privilégio de dar a conhecer neste espaço. Bem haja.



Rallye da Montanha 56

Em 1956 foi a vez de João Castello Branco participar no Rallye da Montanha ao volante do FIAT 1100 com os pneus pintados com uma faixa branca, como era hábito acontecer nos concursos de elegância automóvel tão em voga nessa época. Estas imagens da prova do Estrela e Vigorosa Sport foram obtidas durante a complementar disputada em Vila do Conde.
Um detalhe importante. Na altura o percurso era assinalado por setas pintadas na estrada como se pode ver na fotografia de cima. Palavra do autor do blogue que morava ali perto e se recorda bem desse curioso pormenor


I Rallye a Monfortinho

Imagens da participação de João Castello Branco no I Rallye de Monfortinho de 1955 ao volante de um  FIAT 1100 TV.



Um Fiat muito Especial

Grande Prémio do Jubileu do Automóvel Clube de Portugal de 1953, Circuito de Monsanto. O Ferrari 250 MM Spyder Vignale de D. Fernando Mascarenhas vai ultrapassar o invulgar Fiat 8V de Edouard Meyer. Porém, nem um nem outro chegariam ao final da corrida, Mascarenhas por acidente e Meyer por avaria.
O Fiat 8V, tal como o nome sugere, utilizava um raro motor V8 da casa italiana com 2,000 cc de cilindrada inclinado a 70 graus e debitando 115 cavalos de potência, tendo sido produzido em pequeníssimas quantidades (114 exemplares apenas).
Foto - Centro de Documentação do ACP

Este foi um modelo em que a Fiat muito se empenhou como mostruário da sua capacidade técnica mas, apesar de ser técnicamente evoluído e bastante bem executado, nunca correspondeu às expectativas quer em termos comerciais quer desportivos, e daí a sua pequena produção. Como curiosidade - O nome oficial deste modelo é 8V que em italiano se pronuncia "Otto Vu", e foi assim chamado porque a Fiat, por qualquer razão, estava convencida que a sigla V8 estava patenteada pela Ford ...
Duarte Pinto Coelho