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Vitória Ford no Estoril

Organizado pelas Forças Motorizadas da Legião Portuguesa realizou-se em Agosto de 1937 o II Circuito do Estoril, prova disputada num traçado com 2810 metros de extensão que era suposto ser percorrido por 30 vezes. Apenas cinco carros compareceram à partida: o Ford "Especial" de Manoel de Olviveira, os Bugatti de Jorge Monte Real e Henrique Lehrfeld, o Alfa Romeo de Benedito Lopes e o Maserati de E. K. Rayson. Na presença do Presidente da República, Óscar Carmona, e de uma grande assistência o Ford de Manoel de Oliveira viria a dominar a corrida não dando hipóteses a qualquer dos seus opositores.
Na foto do jornal O Volante vê-se à esquerda o Ford "Especial" de Manoel de Oliveira magnificamente preparado por Eduardo Ferreirinha na grelha de partida situada na Avenida Amaral junto à entrada norte do Casino. À direita o Bugatti de Jorge Monte Real.


Campo Grande 1932

Em 1932 disputou-se o IV Quilómetro de Arranque e o Concurso de Elegância do Campo Grande, em Lisboa. Para a prova de velocidade existiam duas categorias, "Sport" e "Corrida", que viriam a dar os seguintes resultados:
- Em "Sport" o vencedor foi Jaime Gonçalves, em Ford, que conseguiu uma média de 85,571 km/hora, seguindo-se Luis Faleiro em Isotta-Fraschini e José Alves Lopes em Morris.
- Em "Corrida" a vitória seria para Eduardo Ferreirinha, também em Ford, que registou a impressionante média de 109,265 km/hora, ficando o segundo lugar para Manuel Nunes dos Santos em Bugatti e o terceiro para Abel pessoa em BNC.
O Rolls Royce de José Rugeronni venceu o Concurso de Elegância cujo júri era formado pelos senhores Matheus Oliveira Monteiro, Francisco Ribeiro Ferreira, D. Pedro de Lencastre e António Guedes de Herédia.
Cerca de 15 mil pessoas assistiram ao evento cuja receita reverteu para os pobres de Lisboa.
Bibliografia - Texto e fotos de "Ilustração"(Aillaud, Ed.), 1932. 


                                        O Ford de Eduardo Ferreirinha e o BNC (em primeiro plano) de Abel Pessoa


Quilómetro de Arranque e Lançado de Esposende

A 18 de Setembro de 1949 disputou-se a prova conhecida por Quilómetro de Arranque e Lançado de Esposende, pequeno município situado entre os concelhos de Viana do Castelo e Póvoa de Varzim. A vitória em ambas as competições viria a sorrir a Clemente Menéres, que tripulava um Ford 100 cv Two Door Sedan. O recentemente falecido cineasta Manoel de Oliveira levou este mesmo carro ao segundo lugar da prova de arranque e ao quinto do quilómetro lançado, enquanto que João Castello Branco (nas fotos) se ficaria pelo 11º lugar do Quilómetro de Arranque com o seu Talbot Lago 4L
Fotos - colecção João Castello Branco



 


Rampa da Corticeira

Um documento histórico. Em Maio de 1910 realizou-se no Porto aquilo que nos tempos actuais se poderia chamar uma prova de "trial", um tipo de  desafio que os destemidos automobilistas teriam que vencer ao volante das suas máquinas correndo por vezes riscos excessivos. Desta vez tratava-se de subir a Rampa da Corticeira, uma estrada (?) de pedra que tinha uma inclinação de 29 graus e trezentos metros de extensão. O Ford que se vê na imagem chegou ao topo da subida em apenas 32 segundos e sagrou-se vencedor. Infelizmente a Ilustração Portuguesa que dá conta da proeza não fornece os nomes dos intrépidos tripulantes do veículo que parecem ser pelo menos três.
Em baixo, a calçada da Corticeira nos dias de hoje.


Campo Grande, 1932

A 3 de Abril de 1932 disputou-se em Lisboa o II Circuito do Campo Grande, por essa altura a única pista de automobilismo existente em Portugal. Presenciadas por uma enorme multidão e sob a presidência do Governador Civil de Lisboa disputaram-se duas provas de velocidade respectivamente nas categorias Sport e Corrida. Diogo Cabral (#24) venceu a categoria Sport ao volante do seu Bugatti cumprindo as vinte voltas do percurso à média de 107,506 km/h, uma velocidade mais que respeitável para a época. Na categoria Corrida o vencedor foi Gaspar Sameiro (#4), em Ford.
Fotos - Arquivo Digital da Torre do Tombo
Bibliografia - Diário de Lisboa 03-04-1932

Circuito do Campo Grande

O Campo Grande, em Lisboa, foi durante alguns anos o palco mais importante das corridas de automóveis em Portugal quer para provas do tipo "quilómetro de arranque quer para competições de velocidade. As imagens documentam (à esquerda) Gaspar Sameiro, vencedor do Circuito de 1932 na categoria "Corrida" ao volante de um Ford "Miller" e a partida para a corrida de "Sport" no evento de 1933.

Fotos - DigitArq, Arquivo Digital da Torre do Tombo



Entre os Melhores

Também no automobilismo Manoel de Oliveira andava entre os melhores, tal como aconteceu no cinema. A diferença é que a sua carreira nos automóveis foi breve e sempre algo ofuscada pelo brilhantismo do seu irmão Casimiro, mas mesmo assim chegou a obter resultados de relevo tais como o terceiro lugar conquistado no Grande Prémio do Rio de Janeiro de 1938 cuja crónica publicada no jornal "A Batalha" aqui se reproduz. O nosso compatriota partiu da segunda fila da grelha logo atrás dos dois italianos Pintacuda e Arzani, pilotos da Alfa Romeo e foi ganhando posições ao longo da corrida. Parabéns, Grande Campeão!



Manoel de Oliveira, 1908 - 2015

Manoel de Oliveira era um genuíno homem do norte, autêntico e frontal, que dedicou toda a sua longa vida a uma imensa paixão, o cinema. Mas antes disso ainda teve oportunidade para se exprimir enquanto piloto de automóveis de mérito, tendo integrado a primeira equipa de corridas do nosso país, a equipa Ford, com a qual disputou provas ao mais alto nível em Portugal e no Brasil. O automobilismo não lhe trouxe qualquer glória especial mas acabaria por atingir dimensão mundial enquanto realizador de cinema que tinha um estilo próprio, inovador e inconfundível. Tal como aconteceu com muitos outros talentos invulgares a sua obra só será devidamente reconhecida algumas décadas após a sua morte.
Que fique em Paz.
Agradeço a Gonçalo Macedo e Cunha o raro cartaz de Vila Real 1937, prova que Manoel  de Oliveira disputou ao volante de um Ford V8 na categoria "corrida". Terminou em quarto lugar.
A imagem de baixo vale pelo simbolismo do "adeus" de Catherine Deneuve, uma das actrizes favoritas do Mestre, que aqui aparece ao lado de John Malkovich.




Estoril 1937

Apenas cinco automóveis disputaram o Circuito do Estoril de 1937, prova a que assistiu o Presidente da República, Óscar Carmona. O vencedor seria Manoel de Oliveira, o conhecido cineasta, que tripulava um Ford V8 preparado por Eduardo Ferreirinha.
Segundo a revista "Stadium", Jorge Monte Real tencionava "rebentar" o Bugatti 35C que adquirira recentemente a Alfredo Marinho "para que o pai lhe desse outro".
Note-se em segundo plano o espaço das "boxes" e o painel informativo com os números dos concorrentes.

A apresentação dos "corredores" ao Presidente da República: Jorge Monte Real, Henrique Lehrfeld, Manoel de Oliveira, Rayson e Benedito Lopes
 Uma imagem da corrida junto da praia do Tamariz. O Alfa Romeo 8C 2300 de Benedito Lopes será ultrapassado pelo Ford V8 de Manoel de Oliveira.

Manoel de Oliveira a ser felicitado pelo Presidente da República no final da corrida.




Circuito de Santarém

A 31 de maio de 1936 disputou-se o Circuito de Santarém, prova integrada na I Exposição-Feira de Santarém que consistia em percorrer 20 voltas a um traçado com 5,105 metros de extensão. Foram instaladas bancadas na rua da Covilhã, onde se situava também o abastecimento, a meta e a cronometragem. Participaram onze concorrentes, a saber: Manuel de Oliveira (Ford), Eduardo Ferreirinha (Ford), Manuel Soares Mendes (Alfa Romeo), engº Ribeiro Ferreira (Bugatti), Carlos santos Silva (Ford), Jorge Monte Real (Bugatti), António Herédia (MG), Manuel Nunes dos Santos (Adler), Nicol Mac Nicoll (SS), Eduardo Carvalho (NNV8) e Harry Rugeroni (BTR). Jorge Monte Real foi o vencedor absoluto, deixando os demais concorrentes a pelo menos uma volta de distância. A volta mais rápida pertenceu também a Monte Real, à média de 85,3 km/h.
Bibliografia - "Primeiro Arranque", de Vasco Callixto

O Ford de Eduardo Ferririnha (nº3) já vai na frente, seguido pelo Bugatti de Jorge Monte Real (nº7), pelo BTR de Harry Ruggeroni (nº 14) e pelo Bugatti de Ribeiro Ferreira (nº5) .


O Stand da Ford em Lisboa

Concebidas por um dos mais importantes arquitectos portugueses do século XX, Porfírio Pardal Monteiro, as instalações da Ford Lusitana na rua Rosa Araújo tornaram-se na década de 40 num local de visita obrigatória para quem se interessava por automóveis … e por arquitectura.
Entre muitas outras obras, Porfírio Pardal Monteiro (1897-1957) é também o autor dos projectos do Instituto Superior Técnico, da estação ferroviária do Cais do Sodré, do Hotel Ritz e da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, tendo conquistado por quatro vezes o Prémio Valmor.

Fotografias - Bibliteca de Arte Fundação Calouste Gulbenkian, Estúdios Mário Novais



Uma pena...

Eis o estado em que ficou o Edfor tão carinhosamente construído por Eduardo Ferreirinha depois do acidente que sofreu durante o Rallye Internacional de Lisboa de 1947, quando era tripulado por Augusto Madureira. O carro foi dado como irrecuperável e não voltaria aos circuitos. Apenas a matrícula voltou, como se constata através do post "Edfor-Allard" recentemente aqui publicado.

Colaboração de José Francisco Correia




EDFOR

Concebido por sugestão de Manuel Menéres, concessionário Ford no Porto, EDFOR é o nome de um carro de sport produzido em 1937 nas oficinas de Eduardo Ferreirinha & Irmão (EFI) a partir de componentes Ford, nomeadamente um motor V8 de 3620 cc e um chassis da mesma marca. Dotado de uma carroçaria em alumínio que pesava pouco mais de 150 quilos, o Edfor matrícula RP-10-30 mostrou-se competitivo logo na estreia, no circuito de Vila Real, onde comandou a corrida de Sport durante 8 voltas até ser forçado a parar com problemas de aquecimento do motor. Um segundo carro foi construído em 1939, havendo especulações sobre a possível construção de um terceiro exemplar, facto não documentado. Este segundo carro (NT-10-68) perdura até aos dias de hoje.
A imagem documenta Augusto Madureira ao volante do primeiro Edfor (RP-10-30) à partida para o Rali Internacional de Lisboa de 1947, prova que abandonaria devido a acidente. O carro ficou parcialmente destruído.
Imagem - Centro de Documentação do ACP
Bibliografia - Circuito de Vila Real 1931-1973 , de Carlos Guerra
                     - http://autoentusiastas.blogspot.com


Circuito da Covilhã

A 22 de Junho de 1931 disputou-se o Circuito da Covilhã, prova patrocinada pelo ACP e que compreendia 12 voltas a um percurso de 9,400 metros. Participaram sete concorrentes, a saber: José Lopes da Silva (Citroen), António Lopes da Costa (Ford), José Luis de Brito (Ford), Gaspar Sameiro (Ford), Vasco Sameiro (Ford), Joaquim Fazenda (Turcat) e José Alves da Silva (Ford). 
Os consagrados Gaspar e Vasco Sameiro dominaram a prova e viriam a conquistar os dois primeiros lugares, seguidos de Lopes da Costa e José Luis de Brito, todos em Ford.
A partida para a corrida foi dada às 18 horas, mas a prova só terminou duas horas depois devido a uma forte  chuvada que caiu sobre o traçado tornando o percurso quase intransitável. O público debandou, à procura de abrigo, mas os concorrentes aguentaram estoicamente até ao fim.
Na imagem, a equipa Ford, que conquistou os quatro primeiros lugares.

Bibliografia - Primeiro Arranque, de Vasco Callixto
Imagem -  Centro de Documentação do ACP


Rampa da Arrábida 51

O Ford V8 "Ardum" do Conde de Monte Real dominou claramente o campeonato nacional de rampas de 1951, vencendo a esmagadora maioria das provas. Tratava-se de um carro ágil e leve, dotado de um motor cheio de força a baixa rotação que parecia especialmente concebido para este tipo de provas. A imagem mostra o Ford "Ardum" de Monte Real em plena subida para a Arrábida, cuja rampa viria a vencer. Sem capacete, naturalmente.


Força, Campeão!

No momento em que aos 104 anos de idade Manoel de Oliveira trava mais um sério combate pela vida, aqui estamos a desejar-lhe coragem e boa sorte para mais esta corrida. Que tenha as "avarias" que tiver, mas que continue e seja bem sucedido. Tal como de resto aconteceu no Circuito da Gávea de 1938, no Rio de Janeiro, quando levou ao terceiro lugar da classificação final o Ford "Menéres & Ferreirinha" com o número 10 que se vê na imagem.
Força, Campeão. Ainda haverá mais filmes para fazer e mais razões para sorrir.

Fotografias - "Manoel de Oliveira, piloto de automóveis", de José Barros Rodrigues

O Ford N8659


O FAMOSO “FORD-MODELO A” MATRÍCULA N-8659
SUA EVOLUÇÃO TÉCNICA 
E O HÍBRIDO “FELCOM” QUE LHE SUCEDEU
(Texto e imagens de António Menéres)

Em 1930, meu Avô Manoel Menéres importa dos EUA uma “super-colaça” de válvulas à cabeça da “Miller” para a experimentar no seu carro pessoal um Ford A Phaeton /Touring, matrícula N-8659. Surpreendido com as suas performances, empresta-o ao seu amigo Eduardo Ferreirinha, que depois de lhe aligeirar a carroçaria e de lhe alterar o motor na procura de ainda mais potência, o experimenta na 1ªRampa da Penha, que vence brilhantemente.

                                                                                                                     















Logo a seguir, mas ainda em 1930, alinha no 1º Quilómetro Lançado do Mindelo (em cima, à esquerda), na mesma com Ferreirinha ao volante, mas agora, já que o regulamento não permitia a versão aligeirada anteriormente utilizada, volta a recolocar a carroçaria de origem do Phaeton /Touring. Conquistou um brilhante 3º lugar da geral na Categoria Corrida, que motivou o curioso anúncio publicitário concebido por meu Avô (em cima, à direita)                                                                                                                                                                 Entusiasmado com estes êxitos, Manoel Menéres decide desenvolver o projecto desportivo, fazendo transformar totalmente o seu Ford nas “suas” oficinas do Palácio Ford – Manuel Alves de Freitas & C.ª, Lda. Mais uma vez, todas as alterações técnicas, nomeadamente, a carroçaria, o rebaixamento do chassis, as suspensões, os travões e ainda os melhoramentos introduzidos na super-colaça de válvulas à cabeça da “Miller” importada dos EUA, foram da responsabilidade técnica de Ferreirinha, passando em 1931 a ter a configuração que se pode ver na foto.



                                 Foi então baptizado por meu Avô como «Ponto de Interrogação», daí o símbolo “?” – “Question Mark” como era referido na Revista ACP - pintado nos dois lados do carro, porque nos anos áureos, se o motor não avariasse, normalmente ganhava! Este carro possuía um brilhante palmarés desportivo conquistado nos anos 31 e 32 e foi pilotado por Eduardo Ferreirinha e Gaspar Sameiro.
Entretanto, em 1933, Eduardo Carvalho aparece inscrito nos Circuitos do Campo Grande em Lisboa e na Boavista no Porto, com carro da marca “Felcom” #15 que mandou construir e que, como era prática neste meio das corridas com carros híbridos, herdou a matricula e o Livrete de outro carro (mantendo contudo a marca Ford), precisamente a do famoso Ford N- 8659 e provavelmente também o vitaminado motor com a transformação “Miller”, desconhecendo-se no entanto a marca e a origem do novo chassis e das suspensões. 



Em 1935, João Henrique Santos inscreve-se com ele no Circuito do Estoril, terminando aqui a actividade desportiva deste carro.


DATAS
OBS.
ANO DE FABRICO
1928

ENTRADA EM PORTUGAL
1.1.1929

1º AVERBAMENTO
18.1.1929
Encontrava-se averbado em serviço de «Venda» em nome da firma Timóteo de Vasconcelos, Agente Ford na Póvoa do Varzim, que o cedeu à firma sua colega, que se segue
2º AVERBAMENTO
(?)
Palácio Ford – Manuel Alves de Freitas & C.ª, Lda., com sede no Porto, que por sua vez o vendeu ao seu sócio fundador e gerente (na altura era assim, ainda não tinha sido inventada a figura de viatura de serviço!)
3º AVERBAMENTO
(?)
Manoel de Araújo da Fonseca Menéres, de V. N. Gaia
4º AVERBAMENTO
17.1.1936
José Augusto Mendes, de Torres Vedras.
5º AVERBAMENTO
23.4.1962
João Pereira Dias da Silva, de Lisboa
6º AVERBAMENTO
11.6.1962
António Augusto do Nascimento Carvalho, de Famalicão
ACTUALMENTE
(?)
José Artur Campos Costa, de V. N. Famalicão




II Circuito do Estoril

Em 1937 disputou-se o II Circuito do Estoril, o qual constava de 30 voltas a um percurso de 2,700 metros que tinha início em frente ao Casino, subia a avenida por trás do Hotel Palácio e continuava na Avenida Portugal em direcção a Bicesse, para depois descer pela Avenida Marechal Carmona. Como era hábito na época, o próprio Chefe de Estado assistiu à corrida, que foi organizada por uma comissão de legionários das forças motorizadas da Legião Portuguesa dirigida por Pedro de Brion.
Na imagem podem ver-se dois dos cinco carros que participaram na prova prontos para a partida: o Ford de Manoel de Oliveira, que seria o vencedor, e o Bugatti do Conde de Monte Real.


Circuito da Gávea 1938

A convite do Automóvel Clube do Brasil, os irmãos Manoel e Casimiro de Oliveira participaram no Circuito da Gávea de 1938, prova disputada num percurso maioritariamente urbano traçado na cidade do Rio de Janeiro. O futuro realizador de cinema, Manoel, iria tripular um "Menéres & Ferreirinha" que não era mais que um Ford Especial transformado por Eduardo Ferreirinha nas oficinas de Manuel Alves de Freitas e Cia Lda, no Porto, enquanto que Casimiro iria tripular o Bugatti 51 que acabara de comprar ao engª Ribeiro Ferreira, um carro já algo "cansado" mas ainda relativamente competitivo. 
Dezenas de milhar de pessoas assistira à corrida, que foi ganha por Carlo Pintacuda, em Alfa Romeo 3000cc com compressor, enquanto que Manoel de Oliveira terminaria num brilhante 3º lugar, à frente de seu irmão Casimiro, que ficou em 5º.
Como era tradição na época, os carros portugueses estavam pintados nas cores nacionais, vermelho em cima e branco em baixo. Esta pintura a óleo de Pedro Ferreira documenta a segunda fila da grelha, com o Ford de Manoel de Oliveira (nº10) ladeado pelos carros de Nascimento Júnior, Alfredo Braga e Benedito Lopes. 

Bibliografia - "Manoel de Oliveira", de José Barros Rodrigues
Imagem - Pedro Ferreira - Arte


Campeonato de Rampas 1951

Jorge de Melo e Faro, Conde de Monte Real, foi um dos melhores e mais bem sucedidos pilotos da sua geração tendo conquistado um número importante de vitórias ao longo da sua carreira, utilizando para o efeito vários tipos de carros de competição. Em 1951 foi Campeão Nacional de Rampas ao volante do competitivo Ford Ardum preparado por Manuel Palma (imagem de cima) tendo vencido, entre outras, a Rampa da Arrábida. Na outra imagem vê-se o carro do vencedor a ser observado por outra figura lendária do automobilismo nacional, Francisco Ribeiro Ferreira, já retirado da competição e na altura presidente da Comissão Desportiva Nacional do ACP.



Concordo na totalidade com o autor. O Conde de Monte Real no inicio da década de cinquenta foi dos melhores
pilotos que Portugal teve, senão o melhor . O Conde, com o Ford Ardum, foi um "Allard killer" ; é um carro que gostaria de ter mais informaçao das suas transformaçoes . Sei que tinha o V8 com transformação Ardun , o chassis parece me ser de um Ford B , quanto ao resto ?


Luis