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Quilómetro de Arranque da Avenida

A 18 de Junho de 1922 disputou-se em Lisboa o "Quilómetro de Arranque da Avenida", prova que consistia em percorrer no menor tempo possível o trajeto de um quilómetro desenhado na Avenida da Liberdade e na disputa de várias eliminatórias até se chegar a uma finalíssima que decidiria o vencedor. Mais de 20 mil pessoas encheram todo o espaço disponível deixando apenas livres duas estreitas faixas de rodagem onde corriam os automóveis. Com organização do ACP e do jornal "O Século" a prova teve início ao princípio da tarde com a entrada em ação do Peugeot de José Teixeira dos Santos. 
A fase final colocou frente a frente o Fiat de António Guedes de Herédia e o Delage de Artur Mimoso bem como o Cole de António Augusto Nunes e o Daimler-Mercedes de Abílio Nunes dos Santos. Na finalíssima viriam a encontrar-se Abílio Nunes dos Santos e Artur Mimoso, com o primeiro a sagrar-se vencedor a uma média superior a 90 km/h.
Bibliografia - Ilustração Portugueza 1922



Mercedes Benz na Volta 55

Imagens da equipa João Graça / João Castello Branco em Mercedes 190SL durante a VII Volta a Portugal disputada em 1955. A prova incluía um contra relógio com uma extensão de 30,6 km disputado em plena Serra da Estrela na estrada que liga Manteigas a Gouveia, opção que viria a revelar-se demasiado perigosa para os concorrentes e viria depois a ser abandonada.
Na imagem de baixo pode ver-se a totalidade da equipa Mercedes Benz à chegada à Praça do Império com Fernando Stock (2º), Herculano Areias (3º), Filipe Nogueira (4º), D. Fernando Mascarenhas (6º), João Graça (7º) e João Castello Branco (8º).
Fotos de João Castello Branco






IV Volta a Portugal

A equipa formada por João Castello Branco e António Lencastre Freitas no Mercedes 220 com o número 16 no decorrer da IV Grande Volta a Portugal de 1952. Originalmente inscrita com um Porsche 356 a equipa viria a conquistar o 3º lugar da II Classe e terminaria em 5º da classificação geral, vencendo a complementar disputada no Estádio do Lima.
Com agradecimentos a Ângelo Pinto da Fonseca.
Fotos de João Castello Branco



"Mané" Nogueira Pinto

Filho de José Arroyo Nogueira Pinto, um dos grandes pioneiros do automobilismo português, “Mané” Nogueira Pinto foi um dos mais promissores pilotos da sua geração tendo andado sempre muito perto daquilo que poderia ter sido uma bem sucedida carreira internacional. Dotado de um talento invulgar, o piloto portuense veria porém o seu percurso desportivo ser condicionado por circunstâncias da sua vida pessoal à mistura com alguma falta de sorte. Parte da sua aprendizagem foi feita ao volante de um Porsche 356, neste caso o 1500 Carrera GS matrícula IH-23-45 (#55398) com o qual venceu a Volta a Portugal de 1957, tendo também conquistado um resultado de relevo na Taça Cidade de Lisboa disputada no circuito de Monsanto nesse mesmo ano. De facto, nesta prova “Mané” Nogueira Pinto ver-se-ia  envolvido numa luta desigual com os bem mais competitivos Mercedes 300 SL da concorrência, carros dotados de motores de 3 litros de cilindrada e 215 cavalos de potência, enquanto que o Porsche não ultrapassava os 1500 cc e os 105 cavalos. No final, após luta cerrada com Nicha Cabral em carro idêntico, José Manuel Simões levaria o seu Mercedes à vitória mas Nogueira Pinto acabaria por conquistar um brilhante segundo lugar na classificação geral após uma  aguerrida disputa com os Alfa Romeo de Andrade Vilar e Abílio Correia Lobo. Note-se que nesta altura o jovem piloto do Porto tinha apenas 20 anos de idade.


A Grande Maratona

Organizado pelo Automóvel Clube da Alemanha disputou-se em 1931 uma prova de resistência que consistia numa viagem de 10 mil quilómetros através da Europa e que, naturalmente, passou por Portugal. No dia 26 de Maio decorreu a ligação entre San Sebastian e Cacilhas, tendo o primeiro concorrente atravessado a fronteira do Caia às 11 e 25 e chegado a Cacilhas às 14 e 44. Tratava-se do Mercedes Benz com o número 74 dos senhores Wrud e Valentin, seguido do Minerva de Pisart e  Stressen. Dos 47 carros em prova 12 não partiram de San Sebastian, entre eles o do Príncipe Fernando de Liechtenstein. Após a chegada uma parte dos concorrentes atravessou o Tejo para visitar Lisboa mas a maioria optou por ficar em Cacilhas a tratar dos carros com vista à etapa seguinte que os levaria até Barcelona com partida às 04 e 01 do dia seguinte.
Fotos - DigitArq, Arquivo Digital da Torre do Tombo
Bibliografia - Diário de Lisboa de 27 de Maio de 1931




Taça Cidade de Lisboa 1955

Vitória fácil de D. Fernando Mascarenhas na Taça Cidade de Lisboa de 1955 ao volante do seu Mercedes Benz 300 SL matrícula HH-22-15 importado há menos de um mês. No texto do Diário de Lisboa de 24 de Julho de 1955 fica a saber-se que o motor do Porsche 550 Spyder que Stirling Moss utilizou na corrida da Taça Governador Civil de Lisboa dava mais 2.000 rotações que os seus equivalentes portugueses. Assim não admira.
A versão de Luis Sousa, provavelmente a mais exacta:
  "O Porsche 550 de Stirling Moss não dava mais 2000 rpm que os Spyder portugueses, dava sim mais 1000 rpm, tinha cames mais evoluidas e não só, o que reflectia um aumento de 30 bhp em relação aos outros Spyder. De notar que após os treinos a entourage do Filipe Nogueira quis adquirir o motor de reserva do carro de fábrica do Moss  e a resposta foi não, talvez por o Dennis Jackson  nos treinos ter chamado o S Moss para ver o Filipe Nogueira a curvar , dizendo que o português travava nas curvas com o pé esquerdo  continuava a acelarar. Good old times."



Vila do Conde "tipo" Le Mans

A 20 de Setembro de 1959 disputou-se o V Circuito de Vila do Conde, prova organizada pelo Automóvel Clube de Portugal e que contou com o apoio das secções de motorismo do Estrela e Vigorosa Sport, Futebol Clube do Porto,  Sport Clube do Porto,  Académico Clube de Portugal e do Clube Nacional de Montanhismo. Milhares de pessoas assistiram às corridas disputadas num traçado com 2,950 metros de extensão, estando em jogo um total de 50 contos (250 euros) em prémios para dividir pelos concorrentes.
Dada a partida o Mercedes 300 SL de Horácio Macedo começa a distanciar-se e virá a vencer a corrida principal. Os Alfa Romeo de "Mané" Nogueira Pinto e Francisco Marques Pinto vão logo a seguir, sendo visível também o Porsche 356 de José Valentim dos Santos. Louve-se a coragem do fotógrafo "plantado" a menos de dois metros da faixa de rodagem.
O autor do blogue estava entre a multidão que se vê em fundo.
Foto - Centro de Documentação do ACP


A "Armada" Mercedes 300 SL

No final da década de 50 os poderosos e fiáveis Mercedes 300 SL eram claramente favoritos na maioria das provas em que participavam. A história repetiu-se no Rallye Aveiro Estoril, prova organizada pelo Automóvel Clube de Portugal que José Luis Abreu Valente venceu brilhantemente ao volante do OR-14-45*, deixando o Porsche 356 Carrera de Alex Soler Roig em segundo lugar. Porém, o grande piloto espanhol viria mais tarde a ser fortemente penalizado devido a uma questão regulamentar relacionada com a cor dos números das portas (?). Joaquim Filipe Nogueira e Fernando Duarte Ferreira também participaram neste rali com os respectivos Mercedes 300 SL mas os resultados não ficaram para a História.
* O carro vencedor, OR-14-45, foi o primeiro Mercedes Benz 300 SL Coupé a entrar em Portugal, tendo sido adquirido por José Barbot em Fevereiro de 1955. Tinha a cor beige.
Fotos - Centro de Documentação do ACP e arquivo da família Duarte Ferreira.
Bibliografia - "A Mercedes-Benz em Portugal", de Adelino Dinis. Edições Vintage.



Cuidado com a Cabeça!

Para quem tivesse dúvidas sobre a facilidade em entrar ou sair do Mercedes Benz 300 SL esta imagem da dupla Fernando Stock / Harry Rugeroni, obtida durante o Tour d´Europe 1956, é suficientemente esclarecedora. Era difícil mesmo.
Note-se a presença de um técnico oficial da  Mercedes Benz.
Foto - Duarte Stock


Tour d´Europe 1956

De 1 a 13 de Junho de 1956 tem lugar a primeira edição do Tour d´Europe, uma prova de longa duração realizada numa Europa ainda em ruínas mas que pretende dar uma ideia de união ao resto do mundo. Konrad Adenauer, o chanceler alemão , encabeça a lista de patrocinadores e apoiantes, o que diz bem da importância do evento.
São treze dias intensos que levam os participantes a atravessar treze países num circuito que começa em Hannover, seguindo depois por Bruxelas, Bonn, Luxemburgo, Reims, Lisboa, Madrid, Monte Carlo, Roma, Trieste, Atenas, Istambul, Belgrado, Viena e novamente Hannover.
Apenas uma equipa portuguesa participou nesta grande maratona: Fernando Stock / Harry Rugeroni, que tripulavam o Mercedes 300 SL com o nº 101. Os vencedores seriam Joachim Springer / Erwin von Regius, em Ford 15M
Fotografias - Duarte Stock



Fernando Stock foi um verdadeiro Gentleman Driver e Harry Rugeronni uma pessoa de carácter muito especial. Pelas fotos o DC-24-08 foi outro 300SL que o dono foi buscar à fábrica.

Luis

Vitória em Monsanto

A 24 de Julho de 1955 disputou-se no circuito de Monsanto perante largos milhares de pessoas a Taça Cidade de Lisboa, prova integrada no III Circuito Internacional de Lisboa. Apesar da trajectória pouco "ortodoxa" revelada na abordagem desta curva, o Mercedes Benz 300SL de D. Fernando Mascarenhas viria cortar a meta em primeiro lugar, à frente de Fernando Stock e Mário Rodrigues, que tripulavam carros idênticos.
Mais de cinquenta anos depois o artista Ricardo Assis Cordeiro passou para a tela a batalha "fratricida" vivida pelos pilotos dos Mercedes 300 SL nas colinas de Monsanto.

Os Mercedes Benz de D. Fernando Mascarenhas e Mário Rodrigues no circuito de Monsanto de 1955. Aguarela de Ricardo Assis Cordeiro. Saiba mais aqui .


Boa foto de D Fernando Mascarenhas a preparar nova curva, agora para a direita. A roda traseira vai perto do limite, um pouco mais e começava o camber positivo, ou seja, o calcanhar de Aquiles do Gull Wing, isto para não falar dos travões. Dois anos depois, nesta mesma curva, Araujo Cabral ao  querer ultrapassar J M Simoes partia a caixa de velocidades, outro ponto frágil do carro quando se usava com força. J Manuel Simoes, ao querer segurar A Cabral , foi vitima do eixo traseiro e roçou os fardos de palha. 
Em 1957 a luta dos 300SL foi tão renhida que baixaram os tempos de D Fernando em 3 segundos por volta mas em 1959 os tempos de António Barros foram idênticos aos do Marquês em 55.
Luis

Vencedores em Mónaco

O Mercedes 300 SL de Fernando Duarte Ferreira / José Manuel Simões durante a edição de 1959 do Rallye de Monte Carlo em que viriam a conquistar a vitória na complementar disputada no circuito de Mónaco. Tal como refere Carlos Duarte Ferreira no post anterior, seria a princesa Grace a entregar o troféu aos vencedores.
A foto é de Luis Sousa


Preparativos para Monte Carlo

De 19 a 23 de Janeiro de 1960 disputou-se a 29ª edição do Rallye de Monte Carlo, prova que viria a contar com a participação de algumas equipas portuguesas que escolheram Lisboa como ponto de partida. Entre elas contava-se a dupla formada por Fernando Duarte Ferreira / João Botequilha (embora seja Horácio Macedo quem ocupa o lugar do "pendura"), que tripulava o Mercedes Benz 300 SL com o nº 161 que aqui vemos a ser preparado nas oficinas de Palma & Morgado e a receber a bandeirada de partida na Rua Rosa Araújo, Lisboa, em frente à sede do ACP. 
Segundo Carlos Duarte Ferreira, o Mercedes azul metalizado dos portugueses terá vencido a complementar disputada no circuito de Mónaco em 1959, tendo seu primo Fernando recebido o troféu respectivo das mãos da princesa Grace.
Fotos - Centro de Documentação do ACP




Mille Miglia 1956

Mais imagens da participação de D. Fernando Mascarenhas / Manuel Palma nas edição de 1956 das Mille Miglia



Quilómetro Lançado da Boavista

A primeira edição do Quilómetro Lançado da Boavista teve lugar a 26 de Agosto de 1923, tendo como vencedor o Mercedes de Abílio Nunes dos Santos. Carlos Eduardo Bleck (na imagem) em Delage, não iria além do 5º lugar mas voltaria em 1925 para conquistar a vitória absoluta na segunda edição desta mesma prova entre 19 automóveis, desta vez ao volante de um Bugatti. Com este mesmo carro e ainda em 1925 Carlos Bleck viria a vencer o I Circuito do Estoril, terminando a corrida com uma vantagem de 3 segundos sobre  Abílio Nunes dos Santos, em Mercedes.
Foto - Sofia Bleck


Volta de Honra

D. Fernando Mascarenhas e Stirling Moss, vencedores respectivamente da Taça Cidade de Lisboa e da Taça Governador Civil de Lisboa, provas incluídas no Grande Prémio de Lisboa de 1955, dão a volta de honra ao circuito no Plymouth da organização. Mascarenhas venceu a sua corrida ao volante de um Mercedes Benz 300 SL e Stirling Moss conquistou uma das suas raríssimas vitórias em Porsche, um 550 Spyder neste caso. Na corrida principal o vencedor seria Masten Gregory, em Ferrari 750 Monza.



II Volta à Madeira

Extraordinária e invulgar imagem da chegada do Mercedes Benz 300 SL de Horácio Macedo ao porto do Funchal para participar (e vencer) a II Volta à Madeira em automóvel, disputada em 1960. O EB-23-98 era vermelho e foi utilizado pelo piloto do Porto durante as épocas de 1959 e 61.
Fernando Basílio dos Santos seria o segundo classificado desta prova, tripulando um carro idêntico, mas acabaria por vencer a Volta à Madeira em 1964, desta vez ao volante de um Porsche 356.
A fotografia é de Luis Sousa
Colaboração de Ângelo Pinto da Fonseca.





Gentleman Driver

José Luis Abreu Valente, engenheiro de profissão e "gentleman" por vocação, foi dos pilotos mais bem sucedidos da sua geração, tendo-se notabilizado nomeadamente ao volante do seu Mercedes 300 SL. Ei-lo na imagem de fato, gravata e botões de punho, quando disputava o Rali do Porto de 1957


Rallye Ibérico 1956

Realizado pelo Automóvel Clube de Portugal e do Real Automóvel Club de España, com o patrocínio dos jornais "Diário de Notícias" e "O Século", de Portugal, e "Informaciones" e "Marca", de Espanha, o I Rallye Ibérico reuniu à partida 85 concorrentes, 39 dos quais partiram de Lisboa. A vitória absoluta pertenceu à equipa Fernando Stock / Manuel Palma, em Mercedes Benz 300 SL, com cerca de 1,500 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, Javier Sanglas, em Alfa Romeo.
A prova, que não voltaria a ser realizada, ficou manchada por um acidente fatal protagonizado pelo Porsche Spyder nº 91 de José Manuel Simões / Luis Borges. No fatídico Monte do Pião o condutor perdeu o controle do carro, embateu numa motocicleta que passava e depois o Porsche precipitou-se num barranco com cinco metros de altura. José Manuel Simões sofreu vários ferimentos mas sobreviveu, enquanto que o seu companheiro Luis Borges não teve tanta sorte e acabou por falecer. Nada se sabe sobre o destino do motociclista.
Bibliografia - Revista do ACP Set/Out 1956
Fotos - Luis Sousa

Vitória e tragédia na mesma prova. Em cima o Mercedes 300 SL de Stock / Palma e, em baixo, o Porsche Spyder de José M. Simões / Luis Borges.


O Fotógrafo Não Estava Lá

Mas "estava" Ricardo d´Assis Cordeiro, ao recriar esta belíssima imagem que mostra os Mercedes 300SL de D. Fernando Mascarenhas e Mário Rodrigues durante a corrida de GT integrada no Circuito de Monsanto de 1955.  O vencedor seria D. Fernando Mascarenhas, seguido de Fernando Stock e Mário Rodrigues, todos em Mercedes 300SL.
Ricardo d´Assis Cordeiro - óleo sobre tela, 100 x 81 cm.


Saiba mais sobre Ricardo d´Assis Cordeiro