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Monte Carlo 1933

Francisco Ribeiro Ferreira e os seus passageiros António Herédia e Estêvão Vanzeller no Delage com o nº 20 que terminaria o Rallye de Monte Carlo de 1933 num honroso 44º lugar da classificação geral cotando-se como a equipa portuguesa que obteve o melhor resultado nesta edição da grande clássica europeia. A dureza da prova fica refletida no facto de apenas 71 dos 115 concorrentes iniciais terem conseguido chegar ao fim.
Junta-se um pequeno filme da Pathé sobre o  Rallye Monte Carlo 1933


Lancia Aprilia Boneschi

Carlos Pinto Coelho (1915-2000) foi advogado por profissão mas era no automobilismo que encontrava uma das suas grandes paixões, facto que o levou a inscrever-se por três vezes no Rallye de Monte Carlo. Em 1951 terminou a grande clássica europeia em 96º lugar ao volante de um Riley 2,5 L, a única vez que completou a prova. Voltou em 1952 com o mesmo carro, mas foi forçado a abandonar, tendo repetido a experiência em 1953, desta vez ao volante de um Lancia Aurelia, só que  também não foi feliz. No final da década de 40 utilizava este belo Lancia Aprilia Boneschi para as suas deslocações pessoais.



Citroen Traction 15/6

Depois de ter participado na edição de 1951 do Rallye de Monte Carlo com o Citroen Traction 15/6 matrícula GG-13-82 João Lacerda voltaria ao "Monte" nos dois anos seguintes com o HF-16-83, um carro idêntico ao anterior. Em 1953 fez equipa com Harry Rugeroni e viria a terminar a prova na 43ª posição, um resultado mais que honroso se pensarmos que chegaram ao fim 346 das 404 equipas que compareceram à partida.


Monte Carlo 1953

A equipa portuguesa formada por Alberto Graça / Filipe Nogueira, ao volante do Porsche 356 com o número 373, foi uma das que escolheram Lisboa para ponto de partida da edição XXV do Rallye de Monte Carlo disputada em 1953. Esta equipa ficaria na história por ter sido a única (até hoje) de nacionalidade portuguesa a vencer uma complementar desta grande clássica do automobilismo mundial ao conquistarem o primeiro lugar absoluto na Prova de Aceleração e Travagem. Apesar deste triunfo os portugueses não lograram melhor que o 49º lugar na classificação geral.
No vídeo que se junta é possível ver ao minuto 04.00 uma passagem do Porsche dos portugueses num percurso de montanha em condições meteorológicas verdadeiramente difíceis.


Veja AQUI o vídeo


Pneus de Reserva

Esta fotografia de Rudolfo Mailander mostra os pneus de reserva (com correntes) do Citroen 15/6 cyl de João Lacerda / Jaime Azarujinha durante o Rallye de Monte Carlo de 1952. A equipa portuguesa terminou a prova em 13º lugar, a melhor classificação entre os carros da marca.


Uma Questão de Centímetros

Foram quatro os Porsche 356 portugueses a participar na edição XXIII do Rallye de Monte Carlo disputado em 1953, sendo até um deles (Fernando Stock / Pinto Basto) contemplado com o honroso nº 1 entre os 404 participantes que partiram de Lisboa, Glasgow, Estocolmo, Oslo, Monte Carlo e Munique. Destes apenas 356 (curioso número…) chegariam ao principado onde tudo se iria decidir através de duas provas complementares: uma “aceleração e travagem” e uma “regularidade” a disputar à média de 47 km/h. Além da já referida equipa portuguesa estiveram também presentes João Capucho / Calçada Bastos, Ernesto Martorell / Jorge Seixas e Ramos Jorge / Castello Branco em carros idênticos, os quais viriam a ser vítimas de uma interpretação excessivamente rigorosa da respectiva ficha de homologação por parte dos inspectores técnicos que fez com que fossem fortemente penalizados ou até desclassificados. De facto a referida ficha previa que a altura máxima dos Porsche 356 fosse 88 cm mas os carros portugueses (e outros) acusaram 91 cm o que apesar da tolerância de 1cm prevista nos regulamentos conduziu à sua penalização / desclassificação.
As fotografias são de Rudolfo Mailander 




 

Lacerda / Azarurinha em Monte Carlo

Em janeiro de 1951 disputou-se uma edição do Rallye de Monte Carlo que iria perdurar para sempre na História do Automobilismo em Portugal. De facto foi nesta prova que uma equipa portuguesa formada pelo Conde de Monte Real e Manuel Palma conquistou um extraordinário 2º lugar na Classificação Geral, resultado que nunca mais viria a ser batido ou igualado. Mas outros portugueses deixaram a sua marca nesta prova, como foi o caso da equipa João Lacerda / Jaime Azarujinha que se apresentou ao volante de um Ciroen.
Com 337 concorrentes à partida e 281 à chegada esta edição do Rallye de Monte Carlo não foi das mais duras porém, devido a várias vicissitudes, a equipa Lacerda / Azarujinha não logrou melhor que o 109º lugar.
Foto - Rodolfo Mailander


Monte Carlo 53

Após o sucesso de 1951 (2º lugar da geral) e da participação honrosa em 1952 a equipa formada pelo Conde de Monte Real e Manuel Palma voltou a participar no Rallye de Monte Carlo quando da edição de 1953, desta vez aos comandos de um Allard. Esta não foi uma prova de boa memória para os desportistas portugueses uma vez que três dos Porsche 356 partidos de Lisboa foram fortemente penalizados por razões regulamentares e o Allard nº 52 acabou por abandonar. Mas nem por isso o Conde de Monte Real deixou de celebrar.
Fotos de Rudolph Mailander



Monte Carlo 1951

O Ford 100 CV  da equipa portuguesa formada pelo Conde de Monte Real, Manuel Palma e D. Fernando Mascarenhas durante uma prova complementar a contar para o Rallye de Monte Carlo de 1951 disputada no mesmo traçado do Grande Prémio. Nunca será demais recordar que o segundo lugar da classificação geral então conquistado pelos nossos compatriotas não mais seria igualado (muito menos melhorado) por qualquer concorrente português a esta grande Clássica do desporto automóvel mundial.
Foto de Rudolfo Mailander



João Castello Branco no Rallye de Monte Carlo 1951 - Parte II


Fotos 7/8/9/10 - Passagens  na  famosa Curva do Gazómetro
Foto 11 - Passagem na  curva  St. Devote com subida para Mirabeau 
Foto 12 - Descida para acesso à longa curva do Túnel. Este recorte de um jornal inglês legendava o meu Pai como spanish driver. Os "bifes" sempre fizeram por nos ignorar.
Na 2ª PC Velocidade/Regularidade e tanto quanto consegui apurar (sujeitos a correção): 4º tempo C. Monte Real, 13º tempo J.Duarte Ramos Jorge, 19º tempo Manuel Nunes dos Santos e 25º tempo João Castello Branco.
Foto 13 - Cocktail de homenagem na sede do ACP. Da esq/dir em pé: Manuel Nunes dos  Santos, Carlos Vinhas, Júlio Bastos, C.Monte Real, Manuel Palma, João Freitas Branco (Representante ACP ao  Rallye e bastante mais conhecido como musicólogo), José Duarte Ramos Jorge, João  Graça e João Castello Branco; em baixo Alberto Graça, Jaime Azarujinha, Abílio Lobo, Clemente Cardoso Pinto e José Carvalhosa.

Para a história ficaram as nossas classificações:

2º C.Monte Real/Manuel Palma/Fernando Mascarenhas em Ford
8º Manuel Nunes dos Santos/Júlio Bastos em BMW 340
14º José Duarte Ramos Jorge/Calçada Bastos em Hotchkiss 686
19º João Castello Branco/Clemente Cardoso Pinto/José Carvalhosa em Vanguard
96º Carlos Pinto Coelho/C.Santos em Riley 2.5
102º Alves Brito/M.Ferreira em Frazer
109º João Lacerda/Jaime Azarujinha em Citroen 15/6
119º João Graça/Alberto  Graça em Simca 8
165º Montes Leal/Silva Tavares em Morris
179º Manuel Marçal Mendonça/Luis Filipe Aguiar em Simca 8 Sport

Texto e fotos de João Castello Branco








João Castello Branco no Rallye de Monte Carlo 1951 - Parte I

Rallye de Monte Carlo 1951
Partiram 337 equipas (12 portuguesas a partir de Lisboa)
Para quem partiu de Lisboa a prova de estrada ligou a nossa capital a Reims e daqui, com passagem por Paris, até Monte Carlo (aprox 3000 Km)
Chegaram a Monte Carlo 281 equipas (10 portuguesas)
Na estrada ficaram:
Ferreira Oliveira/Santos Pinto em Lancia
Duarte Gonçalves/J.Arroyo Nogueira Pinto em Nash
Chegaram penalizados:
Montes Leal/Silva Tavares em Morris
Manuel Marçal Mendonça/Luis Filipe Aguiar em Simca 8 Sport
João Graça/Alberto Graça em Simca 8

Agora passo a identificar as fotos enviadas

Foto 1 - Partida de Lisboa do  Vanguard nº 320 com a equipa João CB, Clemente Cardoso Pinto e José Carvalhosa -  Como o  meu Pai dizia, preparadíssimos, com farois de nevoeiro e pneus para pisos seco, molhado e neve, 4 montados e dois na bagageira. Acrescento eu, uma cinta para o capot e umas aplicações no interior do pára-bisas dianteiro, que  julgo serem desembaciadores eléctricos (alta tecnologia, portanto).
Foto 2 - Imagens de provável passagem na zona dos alpes franceses.
Foto 3 - Em Monte Carlo partida para a 1ª Prova Complementar de Arranque e Travagem em 250 m (do acumulado dos tempos desta PC mais o resultado da prova de estrada, apuravam-se os primeiros 50 da geral para a 2ª PC).
Foto 4 -  Classificação dos 50 primeiros na  1ª PC em que se destacam o 4º lugar de C.Monte Real  em Ford, o 6º lugar (ex-aequo) de J.Castello Branco em Vanguard, o 13º lugar (ex-aequo) de Manuel Nunes dos Santos em BMW e o  48º lugar (ex-aequo) de João Graça em Simca 8, este último devido à penalização  na  estrada não ficou selecionado para a 2ª PC.
Além das três primeiras equipas mencionadas foi também apurada para a 2ª PC a equipa de José Duarte Ramos Jorge (primo direito do meu Pai) em Hotchkiss que apesar de deixar ir abaixo o motor durante a 1ª PC (com um tempo para lá do  50º) se classificou em 46º lugar da geral.
Foto 5 -   Croquis do  circuito do Mónaco em  que se disputou a 2ª PC - Regularidade/Velocidade e regras gerais da prova e respectivo cálculo da classificação. Cada carro fazia 6 voltas, duas de reconhecimento e quatro a contar tempo com partida lançada. Para a classificação contava a volta mais  rápida e o menor tempo de diferença entre esta e as restantes três voltas.
Foto 6 - Partida para a 2ª PC Velocidade/Regularidade

O meu Pai falava contava sempre o episódio da aproximação à chicanne (na  descida do túnel do  Casino) quando ficou sem pingo de travões, com o motor a engolir uma 2ª a 120 Km/h (a caixa era de 3 velocidades) e o Cardoso  Pinto a voar lá  dentro juntamente com os  cronómetros e o carro a raspar o muro da saída . A  partir dali foi, como ele dizia, à portuguesa e fé em Deus e fez as quatro voltas de classificação  sem travões. Apesar disso conseguiu o 25 º  lugar na   PC que lhe deu o 19º na geral. Permita-me  a imodéstia, mas foi notável.
(Continua)
Texto e fotos de João Castello Branco 






A Partida

Lisboa, rua Rosa Araújo, junto da sede do ACP. Partida da equipa nº 48 concorrente ao Rallye de Monte Carlo de 1952 formada pelo Conde de Monte Real e Manuel Palma, que tripulavam um Simca Aronde. Este era um dos setenta e três automóveis que escolheram a capital portuguesa para fazerem o percurso de ligação até Monte Carlo, num total de trezentos e vinte e oito participantes. Porém, a falta de fiabilidade do carro impediu a experiente equipa portuguesa de terminar a prova, a mais dura do calendário internacional daquela época.
O Conde de Monte Real tinha obtido um excelente segundo lugar na edição do Rallye de Monte Carlo do ano anterior ao volante de um Ford 100 cv, já com Manuel Palma por companhia. A escolha do modesto Simca 9 Aronde, equipado com um motor de 1221cc que debitava apenas 45 cv de potência, poderá ter sido fatal para as ambições dos portugueses. Não obstante, um exemplar deste carro saído aleatoriamente da linha de montagem conseguiu em 1952 percorrer 100 mil quilómetros seguidos no circuito de Monthléry sem qualquer espécie de problema mecânico. Chapeau!
Foto - Bibioteca de Arte Calouste Gulbenkian, estúdios Horácio Novais.





Um "Monte" de má memória

Mais de quatrocentos carros compareceram à partida para o Rallye de Monte Carlo de 1953. Destes, 112 partiram de Lisboa, 103 de Glasgow, 42 de Estocolmo, 15 de Oslo, 11 de Palerne, 84 de Monte Carlo e 37 de Munique. O percurso comum pouco contribuiu para a classificação pelo que 253 concorrentes chegaram empatados ao principado, sendo a prova decidia nas duas complementares finais, uma "aceleração e travagem" e um a regularidade que devia ser percorrida à média de 47 km/h.
Os muitos Porsche 356 presentes, entre eles o carro nº1 de Fernando Stock / Pinto Basto (na foto), foram seriamente penalizados ou afastados do rallye devido a um detalhe das verificações técnicas. Ora vejam:


The Porsches were heavily scrutinised by the officials: indeed, several of these cars did not pass the technical checks due to a height of case. Problem: according to the card of the manufacturer, the height of those were to be 88cm, and they were measured at... 91 cm. The organizers tolerated only one small centimetre of variation, the Porsches were thus excluded from the rally for 2 unfortunate centimetres. This occurrence caused great commotion, and once more, the organisation was taunted and scorned by the press. 
 Colaboração de Luis Sousa

Pausa para o Chá

E que fazem dois aristocratas quando decidem fazer uma pausa durante a viagem de regresso de Monte Carlo? Estávamos em 1951, a dupla Conde de Monte Real / Marquês de Fronteira (com Manuel Palma) acabara de conquistar a melhor classificação de sempre de uma equipa portuguesa no Rallye mais duro do mundo e portanto uma reconfortante chávena de chá era mais que bem vinda.
O comentário escrito por Manuel Palma, em baixo à esquerda, refere  "Turistas? Não!" e fala de uma viagem extremamente difícil mas proveitosa.


Vencedores em Mónaco

O Mercedes 300 SL de Fernando Duarte Ferreira / José Manuel Simões durante a edição de 1959 do Rallye de Monte Carlo em que viriam a conquistar a vitória na complementar disputada no circuito de Mónaco. Tal como refere Carlos Duarte Ferreira no post anterior, seria a princesa Grace a entregar o troféu aos vencedores.
A foto é de Luis Sousa


Preparativos para Monte Carlo

De 19 a 23 de Janeiro de 1960 disputou-se a 29ª edição do Rallye de Monte Carlo, prova que viria a contar com a participação de algumas equipas portuguesas que escolheram Lisboa como ponto de partida. Entre elas contava-se a dupla formada por Fernando Duarte Ferreira / João Botequilha (embora seja Horácio Macedo quem ocupa o lugar do "pendura"), que tripulava o Mercedes Benz 300 SL com o nº 161 que aqui vemos a ser preparado nas oficinas de Palma & Morgado e a receber a bandeirada de partida na Rua Rosa Araújo, Lisboa, em frente à sede do ACP. 
Segundo Carlos Duarte Ferreira, o Mercedes azul metalizado dos portugueses terá vencido a complementar disputada no circuito de Mónaco em 1959, tendo seu primo Fernando recebido o troféu respectivo das mãos da princesa Grace.
Fotos - Centro de Documentação do ACP




Carlos Pinto Coelho

Na década de 50 abundava no meio automobilístico europeu um tipo de concorrente cujo objectivo principal tinha mais a ver com uma certa ideia de aventura do que propriamente com a obtenção de resultados. Os ingleses davam a estes desportistas o nome de "gentleman drivers", conceito que atravessou mais que uma geração de automobilistas e que emprestou à competição automóvel de então toda uma aura de aristocrático romantismo.
Carlos Pinto Coelho era uma destas figuras. Em 1953 participou no Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) ao volante de um Lancia Aurelia, não tendo terminado a prova. Nesse mesmo ano concluiu o Rallye de Monte Carlo em 263º lugar, conduzindo um outro Lancia que partilhou com Lencastre de Freitas. No ano anterior, 1952, partiu de Lisboa ao volante de um Riley mas não conseguiu chegar ao principado.
Agradeço a colaboração de Duarte Pinto Coelho e Angelo Pinto da Fonseca


Monte Carlo 1931

Francisco Ribeiro Ferreira e Bernardo Vilela junto do MG Midget com o número 20 que levaram até ao 14º lugar da classificação geral no X Rallye de Monte Carlo disputado em 1931. Tendo partido de Lisboa, a equipa portuguesa acumulou um total de 2,178 quilómetros entre percurso de ligação e provas complementares. Numa delas, a Rampa Mont des Moles, o pequeno MG de Ribeiro Ferreira / Vilela viria a conquistar um brilhante quarto lugar absoluto.
Foto - Centro de Documentação do ACP

Partida para Monte Carlo 52

Rua Rosa Araújo, Lisboa, frente à sede do ACP. Dia 22 de janeiro de 1952, cerca das quatro e meia da tarde. O Simca Aronde da equipa Conde Monte Real / Manuel Palma vai largar para a edição desse ano do Rallye de Monte Carlo, juntamente com mais 72 concorrentes que escolheram Lisboa como ponto de partida para a grande aventura. Serão 3,346 quilómetros de estrada até chegarem ao principado, aos quais se juntarão depois mais algumas dezenas a percorrer durante as provas complementares. O percurso a partir de Lisboa era como segue: Elvas, Madrid, Burgos, San Sebastian, Bordeaux, Tours, Orleans, Reims, Paris, Montlouçon, Clermont-Ferrand,  Saint Flour, Le Puy, Valence, Gap, Digne, Grosse e Monte Carlo.
Além de Jorge Monte Real / Palma partiram também de Lisboa mais três equipas portuguesas: com o nº 8 João Lacerda / Jaime Azarujinha, em Citroen, depois com o nº 25 Carlos Pinto Coelho, em Riley e , finalmente, com o nº 27  João Graça, em Volkswagen. O vencedor seria Sydney Allard, ao volante de um (what else?) Allard J2, sendo o segundo lugar ocupado por um jovem  Stirling Moss, em Sunbeam Talbot. O melhor classificado dos portugueses seria João Lacerda (13º), enquanto que o melhor resultado de um carro partido de Lisboa seria o 5º lugar conquistado pelo Jowett Jupiter de Becquart / Ziegler.

"O Conde Monte Real, mudou para a categoria 2 neste rali. O problema foi que os Simca Aronde, no geral carros robustos, neste Monte Carlo de 1952 revelaram-se pouco fiáveis e levaram ao abandono dos seus melhores pilotos, tal como aconteceu com a equipa portuguesa e com a de Jean Behra, que tinha feito idêntica aposta no carro francês.
Luis "


À chegada, o Citroen 15-6 de João Lacerda / Jaime Azarujinha e o Sunbeam Talbot de Stirling Moss / Scannell

Rallye de Monte Carlo 1955

Entre 19 e 27 de Janeiro de 1955 disputou-se a 25ª edição do Rallye de Monte Carlo, com 319 concorrentes à partida de várias cidades da Europa, entre as quais Lisboa. Joaquim Filipe Nogueira / Alberto Graça, em Porsche 356, não conseguiram terminar mas tornaram-se na primeira equipa portuguesa a vencer uma complementar do Rallye de Monte Carlo. Tratava-se de uma prova de aceleração e travagem que Filipe Nogueira dominou de forma incontestável. Mas não foram os únicos a vencer em Monte Carlo. Na edição de 1958 Abílio Correia Lobo, em Alfa Romeo, venceu a complementar de perícia e em 1959 Fernando Duarte Ferreira, em Mercedes 300 SL, venceu a prova de velocidade/ maneabilidade.
Fotografia de Luis Sousa
Colaboração de Ângelo Pinto da Fonseca.