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No Canal do Leblon

O Bugatti de Henrique Lehrfeld visto aqui a passar junto do canal do Leblon viria a terminar o Grande Prémio do Rio de Janeiro de 1935 em segundo lugar ao fim de quatro horas de corrida sendo o piloto português considerado um dos heróis da prova. Neste mesmo local e nesta mesma corrida perdeu a vida o piloto brasileiro Ireneu Correia que após ter batido numa árvore com o seu Ford mergulhou no canal acabando por morrer afogado.
Na fotografia de baixo é possível ver o corpo de Ireneu Correia a ser projectado para dentro do canal após o seu carro ter colidido com a árvore.


O Valente do Carro 86

"O Valente do Carro 86". Assim se referia a imprensa do Rio de Janeiro ao talento e coragem de Henrique Lehrfeld que tendo partido com o seu Bugatti da última fila da grelha para o Grande Prémio do Rio de Janeiro de 1935 conseguiu terminar a corrida em segundo lugar depois de ter batido o record da volta mais rápida por várias vezes.
Fotografia da família Lehrfeld


Sucesso no Trampolim do Diabo

"Trampolim do Diabo" era o nome por que era conhecido o circuito desenhado nas zonas da Gávea e Leblon, no Rio de Janeiro, com uma extensão de 11,760 metros. Traçado difícil e perigoso como se comprovaria em 1935 com a morte do piloto brasileiro Irineu Corrêa vítima de um acidente ocorrido logo na primeira volta do Grande Prémio que levou o seu carro a mergulhar nas águas turvas do canal do Leblon. O português Henrique Lehrfeld (na foto) arrancou da 37ª posição da grelha de partida mas isso não o impediu de levar o seu Bugatti T37A até ao segundo lugar da classificação geral realizando também a volta mais rápida ao circuito à média de 74,208 km/hora.


Fórmula de Combustível

Em Junho de 1935 disputou-se no Circuito da Gávea o III Grande Prémio do Rio de Janeiro, prova que segundo os jornais da época terá sido presenciada por meio milhão de espetadores. Estiveram presentes três pilotos portugueses: Henrique Lehrfeld e Almeida Araújo em Bugatti T37A e Nunes dos Santos em Adler. Poucos dias antes da corrida Henrique Lehrfeld recebeu do piloto brasileiro Manuel de Tefflé a fórmula do combustível que este iria utilizar no seu Alfa Romeo. Os portugueses terminaram a corrida no segundo (Lehrfeld) e terceiro (Araújo) lugares ao fim de quatro horas de prova.



1956 Maserati A6G

Mille Miglia 2011. O 1956 Maserati A6G #2137 da equipa José Manuel Albuquerque / M. Bustorff.
Cheer up, ZM!


1959 British Grand Prix


Em 1959 disputou-se no circuito de Aintree o Grande Prémio de Inglaterra em Fórmula 1. Entre os participantes estava o piloto luso-brasileiro Fritz (Frederico) D´Orey nascido em S. Paulo de pais portugueses mas logo registado no Consulado Português dessa cidade. Tendo passado a fase de qualificação com relativo à vontade (seis outros pilotos não o conseguiram..) ao volante de um já cansado Maserati 250F o jovem Fritz D´Orey viria a sofrer um despiste à 57ª volta que o obrigou a abandonar a corrida, cujo vencedor seria Jack Brabham, em Cooper Climax.

Fritz D´Orey tem hoje dupla nacionalidade e mora em Cascais há cerca de três anos. Aparece neste vídeo no momento da partida e ao minuto 06:30 quando o seu Maserati vermelho com o nº 40 se recusou a colaborar.


MONACO 1952


D. Fernando Mascarenhas participou no Grande Prémio de Mónaco de 1952 ao volante do Allard J2X inscrito com o número 100. Qualificou-se no 17º lugar da grelha de partida e completou 64 das 100 voltas previstas para a corrida, tendo abandonado com uma avaria no sistema de combustível. O Vencedor seria o Conde Vittorio Marzotto em Ferrari 225S.
Fotos de Rudolph Mailander



Shell Cup 1956

A 30 de Setembro de 1956 disputou-se no circuito de Imola, Itália, uma prova destinada a carros de competição com cilindrada até 1500 cc a que foi dado o nome de Shell Cup. O piloto português Joaquim Filipe Nogueira estava entre os inscritos ao volante de um Porsche 550 Spyder (nalguns sites aparece o nome de Borges Barreto a conduzir carro, mas tal não se confirma). A corrida foi ganha por Eugenio Castellotti (Osca MT4) seguido de Jack Brabham (Cooper T39 Climax) e Luigi Musso (Osca MT4), surgindo no oitavo lugar um tal Colin Chapman que tripulava (what else?) um Lotus 11 Climax. Filipe Nogueira levaria o Porsche  Spyder #550-087 matrícula LC-23-99 ao décimo lugar da classificação geral.
Bernie Ecclestone, o actual patrão da Fórmula 1, também esteve envolvido na Shell Cup de 1956 participando na corrida de motos com uma Norton Max. Desconhece-se o resultado.



Vitória em Cannes

Vitória absoluta da equipa portuguesa formada por D. António Guedes de Herédia e João Capucho no II Rallye Soleil de Cannes de 1949, ao volante de um Riley. No final a equipa vencedora fez-se fotografar junto dos ingleses Vernon e Bray que terminaram a prova em 5º lugar tripulando um carro idêntico.
D. António Guedes de Herédia foi também velejador olímpico tendo representado Portugal nos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936.
O Conde de Monte Real, que viria a ser um nome de referência no automobilismo nacional, faria a sua estreia em ralis nesse mesmo ano ao volante do Riley de D. António Herédia. Dois anos mais tarde (1951) conseguiria o melhor resultado de sempre de uma equipa portuguesa no Rallye de Monte Carlo, o segundo lugar absoluto.

Entre os Melhores

Também no automobilismo Manoel de Oliveira andava entre os melhores, tal como aconteceu no cinema. A diferença é que a sua carreira nos automóveis foi breve e sempre algo ofuscada pelo brilhantismo do seu irmão Casimiro, mas mesmo assim chegou a obter resultados de relevo tais como o terceiro lugar conquistado no Grande Prémio do Rio de Janeiro de 1938 cuja crónica publicada no jornal "A Batalha" aqui se reproduz. O nosso compatriota partiu da segunda fila da grelha logo atrás dos dois italianos Pintacuda e Arzani, pilotos da Alfa Romeo e foi ganhando posições ao longo da corrida. Parabéns, Grande Campeão!



Grande Prémio da Áustria 1960

Em 1960 "Nicha" Cabral participou no Grande Prémio da Áustria, prova para carros de Fórmula 2 que foi disputada num circuito traçado no aeródromo de Zeltweg. Ao volante do Cooper T51 Climax da Scuderia Centro Sud ( nº 6) o piloto português viria a travar uma interessante batalha com o carro idêntico (nº 22) tripulado pelo Barão Carel Godin de Beaufort, disputa que terminaria com "Nicha" no sexto lugar e Beaufort no oitavo. A título de curiosidade assinale-se que os três primeiros lugares foram conquistados por outros tantos Porsche 718/2, respectivamente tripulados por Stirling Moss, Hans Hermann e Edgar Barth.
Fotos - Luis Sousa e Technisches Museum Wien


Onde Está o meu Alfa?

Esta imagem foi obtida em Milão frente ao hotel onde Fritz d´Orey (à esquerda, de óculos) esteve hospedado antes de se dirigir a Le Mans onde iria disputar a edição das 24 Horas de 1960 ao volante de um Ferrari 250 GT SWB. O Alfa Romeo SS que então conduzia tinha pertencido anteriormente a "Mané" Nogueira Pinto e resultou de um negócio entre ambos: "Mané" Nogueira Pinto ficou com o Ferrari 250 Scaglietti de Fritz d´Orey e deu em troca o Alfa mais 3,000 dólares ao piloto luso-brasileiro.
Chegado a Le Mans o jovem Fritz arrumou o carro no parque de estacionamento do circuito e foi treinar, só que as coisas acabariam por correr extremamente mal nessa tarde: em consequência de uma manobra arriscada de outro concorrente d´Orey perdeu o controle do Ferrari e acabou por sair da pista com violência. Esteve dezoito dias em coma e passou oito meses no hospital até receber "alta" médica. Mais tarde, quando foi à procura do lindíssimo Alfa no parque de estacionamento do circuito só encontrou um lugar vazio. Até hoje.


Vitória em Siracusa

Casimiro de Oliveira, ao volante do Ferrari 250 MM #0332, foi o brilhante vencedor da Copa d´Oro di Sicila, prova disputada em duas mãos no circuito de Siracusa em Outubro de 1953. O piloto português conseguiria também a volta mais rápida, facto que terá chamado a atenção dos responsáveis da Ferrari para o talento do piloto português. Em segundo lugar ficou o Gordini  T15S de Franco Bordoni e em terceiro o Maserati A6GCS inscrito pelas Officine Alfieri Maserati para Luigi Musso.
Fotografia de Luis Sousa


Casimiro de Oliveira nas 12 Horas de Pescara

A 15 de Agosto de 1953 disputaram-se as 12 Horas de pescara, Itália, prova em que Casimiro de Oliveira participou ao volante do seu Ferrari 250 MM Spyder Vignale #0332 fazendo equipa com o italiano Bolognini. Rezam as crónicas que o piloto português terá estado ao volante durante 8 horas consecutivas, após o que terá abandonado a corrida por razões desconhecidas numa altura em que era terceiro da classificação geral. Os vencedores absolutos seriam Hawthorn / Maglioli em Ferrari 375 MM Coupe enquanto que na classe até 1100 cc a vitória iria para o Osca MT4 da nossa bem conhecida Maria Teresa de Filippis
Foto de cima e Bibliografia: "Casimiro de Oliveira - Um Piloto de Carreira Internacional", de António Menéres e José Barros Rodrigues


Após a partida "tipo Le Mans" o  Ferrari 250 MM de Casimiro de Oliveira surge a meio da imagem sobre a linha branca na sexta posição.
Veja aqui o vídeo das 12 Horas de Pescara 1953

Nicha Cabral do GP de Pau 1961

Esta imagem sai um pouco do âmbito deste blogue (1910 - 1960) mas vale pela raridade da mesma . Pouco depois da partida para o Grande Prémio de Pau de 1961 pode ver-se o Cooper Maserati T51 de Nicha Cabral (nº 22) no meio de uma grupo liderado por Lorenzo Bandini (nº24) em carro idêntico. O vencedor seria Jim Clark, em Lotus 18, com Jo Bonnier em segundo (Lotus 18), Bandini em terceiro e Nicha Cabral em quarto lugar.


Vitória na Suécia

A 23 de maio de 1954 disputou-se no circuito de Hedemora o então chamado Grande Prémio da Suécia, prova que o português Casimiro de Oliveira venceu ao volante de um Ferrari 375 MM (#0366) tendo cumprido uma impressionante média de 154 km/h. A concorrência era de respeito, como se confirma pelo segundo lugar obtido por George Abecassis (HWM Jaguar) e pelo terceiro de Duncan Hamilton (Jaguar C Type).
A prova principal foi antecedida por uma interessante corrida destinada em exclusivo a Porsches 356. Ora vejam aqui o vídeo - Hedemora 1954
Uma reportagem mais completa sobre as corridas desse dia pode ser vista AQUI a partir do minuto 03:10


O "Atestado"

Documento passado pelo Automóvel Clube de Portugal a atestar a condição de piloto de automóveis de José de Almeida Araújo no qual é referida a sua participação no Circuito da Gávea, no Rio de Janeiro.



Cuidado com a Cabeça!

Para quem tivesse dúvidas sobre a facilidade em entrar ou sair do Mercedes Benz 300 SL esta imagem da dupla Fernando Stock / Harry Rugeroni, obtida durante o Tour d´Europe 1956, é suficientemente esclarecedora. Era difícil mesmo.
Note-se a presença de um técnico oficial da  Mercedes Benz.
Foto - Duarte Stock


Um Herói em Nurburgring

Joaquim Filipe Nogueira foi uma figura ímpar da história do automobilismo português, afirmando-se aquém e além fronteiras como um dos nomes grandes da sua geração. Tendo conquistado tudo o que havia para conquistar em Portugal decidiu partir também à conquista da Europa (e da África do norte...) com resultados mais que meritórios.
Em Agosto de 1955 o grande campeão português enfrentou alguns dos melhores pilotos do mundo no mítico circuito de Nurburgring, um traçado com 22 quilómetros de extensão que incluía montes, vales e "curvas cegas" em número assustador, o qual deveria ser percorrido por vinte e duas vezes. Alinharam à partida (tipo "Le Mans") 60 concorrentes, mas apenas 38 chegariam ao fim, o que diz bem da dureza da corrida. Filipe Nogueira levou o Porsche 550 Spyder nº 3 ao "top ten", tendo terminado a prova num brilhante décimo lugar. Jean Behra, em Maserati 150S, seria o vencedor.
Na foto da partida pode ver-se o Porsche Spyder nº 2 de Richard von Frankenberg a sair na frente, com o carro idêntico de Wolfgang Seidel (nº5) logo atrás. Jean Behra (nº16) teve um arranque modesto, ao contrário de Filipe Nogueira, cujo carro aparece já "embalado" ao meio da imagem assinalado com um"X".
Fotos - Luis Sousa e Interclássico



Tour d´Europe 1956

De 1 a 13 de Junho de 1956 tem lugar a primeira edição do Tour d´Europe, uma prova de longa duração realizada numa Europa ainda em ruínas mas que pretende dar uma ideia de união ao resto do mundo. Konrad Adenauer, o chanceler alemão , encabeça a lista de patrocinadores e apoiantes, o que diz bem da importância do evento.
São treze dias intensos que levam os participantes a atravessar treze países num circuito que começa em Hannover, seguindo depois por Bruxelas, Bonn, Luxemburgo, Reims, Lisboa, Madrid, Monte Carlo, Roma, Trieste, Atenas, Istambul, Belgrado, Viena e novamente Hannover.
Apenas uma equipa portuguesa participou nesta grande maratona: Fernando Stock / Harry Rugeroni, que tripulavam o Mercedes 300 SL com o nº 101. Os vencedores seriam Joachim Springer / Erwin von Regius, em Ford 15M
Fotografias - Duarte Stock



Fernando Stock foi um verdadeiro Gentleman Driver e Harry Rugeronni uma pessoa de carácter muito especial. Pelas fotos o DC-24-08 foi outro 300SL que o dono foi buscar à fábrica.

Luis