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Shell Cup 1956

A 30 de Setembro de 1956 disputou-se no circuito de Imola, Itália, uma prova destinada a carros de competição com cilindrada até 1500 cc a que foi dado o nome de Shell Cup. O piloto português Joaquim Filipe Nogueira estava entre os inscritos ao volante de um Porsche 550 Spyder (nalguns sites aparece o nome de Borges Barreto a conduzir carro, mas tal não se confirma). A corrida foi ganha por Eugenio Castellotti (Osca MT4) seguido de Jack Brabham (Cooper T39 Climax) e Luigi Musso (Osca MT4), surgindo no oitavo lugar um tal Colin Chapman que tripulava (what else?) um Lotus 11 Climax. Filipe Nogueira levaria o Porsche  Spyder #550-087 matrícula LC-23-99 ao décimo lugar da classificação geral.
Bernie Ecclestone, o actual patrão da Fórmula 1, também esteve envolvido na Shell Cup de 1956 participando na corrida de motos com uma Norton Max. Desconhece-se o resultado.



Vitória de Fangio

Juan Manuel Fangio (Maserati 300S #11) prepara-se para a partida do VI Grande Prémio de Portugal de 1957, disputado em Monsanto, de que viria a ser brilhante vencedor. Ao lado está o Ferrari 860 de Masten Gregory (#16) e na fila seguinte o Osca #"9 de Alexandre de Tomaso e o Maserati 300S de Godia Sales.
Apenas Fangio e Masten Gregory chegaram ao fim na mesma volta, com o terceiro classificado (Menditeguy) a duas voltas de distância. O português melhor classificado foi Joaquim Correia de Oliveira, em Porsche 550 Spyder, com seis voltas de atraso em relação ao vencedor.
Foto - Centro de Documentação do ACP



Foi uma excelente corrida, num traçado difícil. Masten Gregory, na Ferrari 290MM de Temple Buell, foi aguentando até ser ultrapassado na curva do moinho por JM Fangio, que
bem apoiado na ágil Maserati 300S , passou por dentro com facilidade e destreza. Boas as corridas de Phil Hill, enquanto durou , e das 300S de Godia Sales e Carlos Menditeguy assim como a bela corrida do Osca de A de Tomaso. Os nossos representantes nos Porsche Spyder, enquanto pilotos, estiveram furos abaixo da potencialidade dos carros.

Luis

Porto, 1950

Circuito da Boavista 1950. O Osca-Maserati de Piero Carini lidera um grupo de concorrentes, seguido pelo Jaguar XK120 de Thomas Wisdom e os Allard J2 de Casimiro de Oliveira e José Cabral, sendo também identificável o BMW 328 de Manuel Nunes dos Santos. Felice Bonetto, em Alfa Romeo 8C 2900B "Mille Miglia", já ganhou avanço e irá ser o vencedor absoluto, depois de ter viajado de Itália para Portugal ao volante desse mesmo carro.

Bibliografia - http://restosdecoleccao.blogspot.pt/ - World Sports Cars Racing Prototypes
Foto - Centro de Documentação do ACP



Pelos Caminhos de Vila Real

Aos bravos pilotos do pós-guerra não bastava terem coragem e talento para pilotar automóveis. Era também fundamental terem uma invulgar condição física que lhes permitisse suportar as direcções "pesadas", as suspensões "duras" e os pisos extremamente agressivos das "pistas" em que se disputavam as corridas. O circuito de Vila Real não era excepção a esta regra, como se pode ver nesta imagem em que aparece o Cisitalia Abarth 204A de Emílio Romano a caminho do 4º lugar no IX Circuito Internacional de 1950. Piero Carini, que viria a estar envolvido no trágico acidente que em 1956 vitimou Borges Barreto, foi o vencedor, em Osca, ficando Casimiro de Oliveira e José Cabral nos lugares seguintes, ambos em Allard J2.

Foto - Centro de Documentação do ACP
Bibliografia - Circuito de Vila Real 1931-1973, de Carlos Guerra


Vla Real 1950

Uma primeira linha de grelha totalmente portuguesa, à partida para o IX Circuito Internacional de Vila Real disputado em 25 de Junho de 1950. À esquerda na fotografia, Vasco Sameiro apresenta-se com o recém adquirido Ferrari 166 MM Touring Barchetta, tendo a seu lado os dois Allards J2 de Casimiro de Oliveira e José Cabral, ambos equipados com motores Mercury V8 de 4,375cc. No entanto a corrida seria dominada pelo italiano Piero Carini, num OSCA com motor 1342cc, o qual terminaria em primeiro lugar com quase um minuto de vantagem sobre o Allard de Casimiro de Oliveira, o segundo classificado.
Tragicamente, este mesmo Piero Carini viria a estar envolvido no acidente que, anos mais tarde, vitimou o jovem e prometedor piloto português António Borges Barreto.
Bibliografia: Circuito de Vila Real 1931-1973, de Carlos Guerra. Edições Vintage.
Foto: arquivos do ACP.