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Rallye ao Porto 1952

Abril de 1952, II Rallye ao Porto. Na pista do Estádio do Lima surge em primeiro lugar o Porsche 356 pre-A de Manuel Dílio da Silva, um dos primeiros a serem registados em Portugal, que terminaria a prova no 5º lugar da classificação geral vencendo o IV grupo da Turismo.
O Estádio do Lima já não existe mas o Porsche 356 matrícula FF-17-40 foi restaurado e continua em Portugal.


Monte Carlo 1953

A equipa portuguesa formada por Alberto Graça / Filipe Nogueira, ao volante do Porsche 356 com o número 373, foi uma das que escolheram Lisboa para ponto de partida da edição XXV do Rallye de Monte Carlo disputada em 1953. Esta equipa ficaria na história por ter sido a única (até hoje) de nacionalidade portuguesa a vencer uma complementar desta grande clássica do automobilismo mundial ao conquistarem o primeiro lugar absoluto na Prova de Aceleração e Travagem. Apesar deste triunfo os portugueses não lograram melhor que o 49º lugar na classificação geral.
No vídeo que se junta é possível ver ao minuto 04.00 uma passagem do Porsche dos portugueses num percurso de montanha em condições meteorológicas verdadeiramente difíceis.


Veja AQUI o vídeo


III Rallye à Praia da Rocha

O nome completo do evento era III Rallye Nacional à Praia da Rocha e foi disputado durante os dias 6 e 7 de setembro de 1952. Tal como era uso e costume na época os concorrentes partiam de várias cidades e depois de um percurso de estrada com extensão semelhante convergiam para a Praia da Rocha onde se disputavam as duas provas complementares que seriam decisivas para a classificação. Com partidas de Cacilhas, Évora, Beja e Praia da Rocha tudo se decidiu com uma rampa e uma prova de perícia que acabariam por dar a vitória absoluta ao Dr Oliveira Martinho, em Porsche 356 Coupé  1500. Em segundo lugar ficou a equipa João Castello Branco / José Teixeira (nas fotos) em Porsche 356 Coupé 1300, que a classe respectiva.
Fotos da colecção João Castello Branco

Uma Questão de Centímetros

Foram quatro os Porsche 356 portugueses a participar na edição XXIII do Rallye de Monte Carlo disputado em 1953, sendo até um deles (Fernando Stock / Pinto Basto) contemplado com o honroso nº 1 entre os 404 participantes que partiram de Lisboa, Glasgow, Estocolmo, Oslo, Monte Carlo e Munique. Destes apenas 356 (curioso número…) chegariam ao principado onde tudo se iria decidir através de duas provas complementares: uma “aceleração e travagem” e uma “regularidade” a disputar à média de 47 km/h. Além da já referida equipa portuguesa estiveram também presentes João Capucho / Calçada Bastos, Ernesto Martorell / Jorge Seixas e Ramos Jorge / Castello Branco em carros idênticos, os quais viriam a ser vítimas de uma interpretação excessivamente rigorosa da respectiva ficha de homologação por parte dos inspectores técnicos que fez com que fossem fortemente penalizados ou até desclassificados. De facto a referida ficha previa que a altura máxima dos Porsche 356 fosse 88 cm mas os carros portugueses (e outros) acusaram 91 cm o que apesar da tolerância de 1cm prevista nos regulamentos conduziu à sua penalização / desclassificação.
As fotografias são de Rudolfo Mailander 




 

"Mané" Nogueira Pinto

Filho de José Arroyo Nogueira Pinto, um dos grandes pioneiros do automobilismo português, “Mané” Nogueira Pinto foi um dos mais promissores pilotos da sua geração tendo andado sempre muito perto daquilo que poderia ter sido uma bem sucedida carreira internacional. Dotado de um talento invulgar, o piloto portuense veria porém o seu percurso desportivo ser condicionado por circunstâncias da sua vida pessoal à mistura com alguma falta de sorte. Parte da sua aprendizagem foi feita ao volante de um Porsche 356, neste caso o 1500 Carrera GS matrícula IH-23-45 (#55398) com o qual venceu a Volta a Portugal de 1957, tendo também conquistado um resultado de relevo na Taça Cidade de Lisboa disputada no circuito de Monsanto nesse mesmo ano. De facto, nesta prova “Mané” Nogueira Pinto ver-se-ia  envolvido numa luta desigual com os bem mais competitivos Mercedes 300 SL da concorrência, carros dotados de motores de 3 litros de cilindrada e 215 cavalos de potência, enquanto que o Porsche não ultrapassava os 1500 cc e os 105 cavalos. No final, após luta cerrada com Nicha Cabral em carro idêntico, José Manuel Simões levaria o seu Mercedes à vitória mas Nogueira Pinto acabaria por conquistar um brilhante segundo lugar na classificação geral após uma  aguerrida disputa com os Alfa Romeo de Andrade Vilar e Abílio Correia Lobo. Note-se que nesta altura o jovem piloto do Porto tinha apenas 20 anos de idade.


Os "Híbridos"

O ano de 1954 foi pródigo em novidades no que respeita à criatividade dos construtores e mecânicos portugueses sendo os FAP, Olda, Alba, DM e Etnerap alguns bons exemplos de carros de corrida produzidos no nosso país com recurso a componentes de marcas já estabelecidas como a FIAT, por exemplo. Mas um dos casos mais curiosos terá sido o dos Denzel que surgiram no Grande Prémio do Porto na categoria S1500 equipados com motores Porsche 1500 e que seriam conduzidos por Ernesto Martorell, Filipe Nogueira e Fernando Stock. Sendo todos eles “clientes” de Jaime Rodrigues admite-se que tenha partido do conhecido mecânico de Lisboa a ideia de instalar motores Porsche nos pequenos carros austríacos. O que é certo é que Ernesto Martorell ganhou a corrida e que o dito Jaime Rodrigues “mexeu” na mecânica do carro, tal como faria na corrida seguinte disputada em Monsanto em que pela primeira vez foram instalados carburadores Weber no motor Porsche de um Denzel, neste caso no carro de Ernesto Martorell, que voltou a vencer.

















Na corrida de Monsanto iria surgir também o Etnerap de António Augusto Parente  que não era mais que um chassis Porsche 356 equipado com um motor Fiat instalado ... na frente (!).
Em Angola ficou conhecido o Porsche 356 1500 de Ahrens de Novais que depois de um período de relativa obscuridade renasceu com uma carroçaria "à la 935" de eficácia duvidosa mas que causaria alguma sensação.

Nas imagens de cima o Denzel-Porsche de Fernando Stock no circuito da Boavista 1954. Com agradecimentos a José Stock.

À direita, o Etnerap / Porsche / Fiat tal como se apresentou em Monsanto. Tratava-se basicamente de um Porsche 356 em que a dianteira foi profundamente modificada para acomodar o motor Fiat. O carro abandonou à oitava volta com a alavanca de velocidades partida.


Boavista 1955

 Circuito da Boavista 1955 - III  Taça Cidade do Porto
Alinharam à partida quatro Porsche 550 Spyder :
1 - Filipe Nogueira                    chassis  039
2 - D Fernando Mascarenhas            "    038
9 - Wolfgang Seidel                           "   015
10 - Ernest Lautenschlager                 "  033

Nos treinos Filipe Nogueira  obteve o melhor tempo, logo seguido de Mascarenhas, Lautenschlager e Seidel, sendo de referir o espectacular acidente de  que foi protagonista Lautenschlager que capotou o Porsche nº 10 felizmente sem consequências para o piloto e carro, que acabaram por alinhar para a corrida.
Dada a partida foi Lautenschlager o mais rápido tendo comandado durante a primeira volta, sendo então ultrapassado por Filipe Nogueira e Mascarenhas, até que à nona volta o Marquês de Fronteira foi forçado a entrar na boxe com um problema na caixa de velocidades para retomar a corrida duas voltas mais tarde, o que o impediu de ir além do sexto lugar na tabela final. Filipe Nogueira foi o vencedor com uma vantagem de minuto e meio sobre o segundo classificado.
Texto e fotografia - Luis Sousa

Jaime Rodrigues

Nem só os pilotos foram Heróis nos primeiros 50 anos da História do Automobilismo em Portugal. Os mecânicos desempenharam sempre um papel crucial na afinação e preparação dos carros tornando-se em elementos decisivos que poderiam fazer (e faziam) toda a diferença em termos de resultados. Jaime Rodrigues terá sido a figura mais importante nessa matéria em Portugal durante pelo menos toda a década de 50, sendo o primeiro mecânico a afinar os Porsche 356 logo após a sua chegada ao nosso país (1951) e vindo mais tarde a conhecer um grande sucesso como preparador dos Mini Cooper para rali e velocidade.
Nascido numa pequena povoação perto da Covilhã, Jaime Rodrigues cedo veio para a capital para trabalhar como mecânico de automóveis, chegando a chefe de oficina no "Almeida dos Cadillacs" com apenas 18 anos de idade. Depois estabeleceu-se na Rua da Beneficiência e começou a trabalhar por conta própria, contando como clientes figuras do desporto automóvel como Filipe Nogueira, Ernesto Martorell, D. Fernando Mascarenhas, João Graça, etc. Mais tarde mudou a oficina para a Rua de Ponta Delgada e aí terminou a sua carreira.
Na imagem vemos Jaime Rodrigues (à esquerda) quando fez equipa com João Graça no Tour de France  Auto de 1952, prova que concluíram num respeitável 16º lugar entre os 58 carros que completaram o percurso de 5,533 km que ligou Nice a Nice através de La Baule e Reims.

Foto de Mário Rodrigues

Shell Cup 1956

A 30 de Setembro de 1956 disputou-se no circuito de Imola, Itália, uma prova destinada a carros de competição com cilindrada até 1500 cc a que foi dado o nome de Shell Cup. O piloto português Joaquim Filipe Nogueira estava entre os inscritos ao volante de um Porsche 550 Spyder (nalguns sites aparece o nome de Borges Barreto a conduzir carro, mas tal não se confirma). A corrida foi ganha por Eugenio Castellotti (Osca MT4) seguido de Jack Brabham (Cooper T39 Climax) e Luigi Musso (Osca MT4), surgindo no oitavo lugar um tal Colin Chapman que tripulava (what else?) um Lotus 11 Climax. Filipe Nogueira levaria o Porsche  Spyder #550-087 matrícula LC-23-99 ao décimo lugar da classificação geral.
Bernie Ecclestone, o actual patrão da Fórmula 1, também esteve envolvido na Shell Cup de 1956 participando na corrida de motos com uma Norton Max. Desconhece-se o resultado.



Lourenço Marques 1959

"No dia 19 de Julho de 1959 disputou-se o Grande Circuito Internacional de Lourenço Marques, que para além dos pilotos locais contou com a participação de pilotos sul-africanos, rodesianos e com a novidade de 3 pilotos vindos de Angola (Álvaro Lopes, José Alves e S. Santos).
A prova da categoria III - Sport e Corrida - realizou-se no final da tarde tendo sido inicialmente liderada pelo piloto Álvaro Lopes no Maserati 300S do ATCA (n.º 34) seguido de perto pelo sul-africano Ian Frazer Jones em Porsche RS Spyder (n.º 29). Este viria a conquistar a primeira posição na sétima volta, para a perder novamente para Álvaro Lopes na 12ª. Este não mais a largaria até final para alegria do público local, que via um piloto português a triunfar.
As fotografias são do Maserati de Álvaro Lopes e do Porsche de Frazer Jones".
Gonçalo Macedo e Cunha

Bibliografia: História do Desporto Motorizado em Moçambique
João Mendes de Almeida/ Ricardo Brízido



Um "Monte" de má memória

Mais de quatrocentos carros compareceram à partida para o Rallye de Monte Carlo de 1953. Destes, 112 partiram de Lisboa, 103 de Glasgow, 42 de Estocolmo, 15 de Oslo, 11 de Palerne, 84 de Monte Carlo e 37 de Munique. O percurso comum pouco contribuiu para a classificação pelo que 253 concorrentes chegaram empatados ao principado, sendo a prova decidia nas duas complementares finais, uma "aceleração e travagem" e um a regularidade que devia ser percorrida à média de 47 km/h.
Os muitos Porsche 356 presentes, entre eles o carro nº1 de Fernando Stock / Pinto Basto (na foto), foram seriamente penalizados ou afastados do rallye devido a um detalhe das verificações técnicas. Ora vejam:


The Porsches were heavily scrutinised by the officials: indeed, several of these cars did not pass the technical checks due to a height of case. Problem: according to the card of the manufacturer, the height of those were to be 88cm, and they were measured at... 91 cm. The organizers tolerated only one small centimetre of variation, the Porsches were thus excluded from the rally for 2 unfortunate centimetres. This occurrence caused great commotion, and once more, the organisation was taunted and scorned by the press. 
 Colaboração de Luis Sousa

Vila do Conde "tipo" Le Mans

A 20 de Setembro de 1959 disputou-se o V Circuito de Vila do Conde, prova organizada pelo Automóvel Clube de Portugal e que contou com o apoio das secções de motorismo do Estrela e Vigorosa Sport, Futebol Clube do Porto,  Sport Clube do Porto,  Académico Clube de Portugal e do Clube Nacional de Montanhismo. Milhares de pessoas assistiram às corridas disputadas num traçado com 2,950 metros de extensão, estando em jogo um total de 50 contos (250 euros) em prémios para dividir pelos concorrentes.
Dada a partida o Mercedes 300 SL de Horácio Macedo começa a distanciar-se e virá a vencer a corrida principal. Os Alfa Romeo de "Mané" Nogueira Pinto e Francisco Marques Pinto vão logo a seguir, sendo visível também o Porsche 356 de José Valentim dos Santos. Louve-se a coragem do fotógrafo "plantado" a menos de dois metros da faixa de rodagem.
O autor do blogue estava entre a multidão que se vê em fundo.
Foto - Centro de Documentação do ACP


O Primeiro Estrangeiro

Hans Leo van Hocsch, cujo Porsche 356 aqui vemos durante a prova final disputada no Estoril, foi o melhor classificado de todos os estrangeiros (e eram muitos) que participaram no Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) de 1952. Tendo partido de Frankfurt, van Hocsch e o seu desconhecido companheiro de viagem - que surge "de braço de fora" durante a complementar do Casino - terminariam a prova num honroso quarto lugar, atrás dos portugueses Filipe Nogueira (vencedor absoluto), Conde de Monte Real e D. Fernando Mascarenhas.


Um Herói em Nurburgring

Joaquim Filipe Nogueira foi uma figura ímpar da história do automobilismo português, afirmando-se aquém e além fronteiras como um dos nomes grandes da sua geração. Tendo conquistado tudo o que havia para conquistar em Portugal decidiu partir também à conquista da Europa (e da África do norte...) com resultados mais que meritórios.
Em Agosto de 1955 o grande campeão português enfrentou alguns dos melhores pilotos do mundo no mítico circuito de Nurburgring, um traçado com 22 quilómetros de extensão que incluía montes, vales e "curvas cegas" em número assustador, o qual deveria ser percorrido por vinte e duas vezes. Alinharam à partida (tipo "Le Mans") 60 concorrentes, mas apenas 38 chegariam ao fim, o que diz bem da dureza da corrida. Filipe Nogueira levou o Porsche 550 Spyder nº 3 ao "top ten", tendo terminado a prova num brilhante décimo lugar. Jean Behra, em Maserati 150S, seria o vencedor.
Na foto da partida pode ver-se o Porsche Spyder nº 2 de Richard von Frankenberg a sair na frente, com o carro idêntico de Wolfgang Seidel (nº5) logo atrás. Jean Behra (nº16) teve um arranque modesto, ao contrário de Filipe Nogueira, cujo carro aparece já "embalado" ao meio da imagem assinalado com um"X".
Fotos - Luis Sousa e Interclássico



Partida de Paris

Eram nada menos que treze os participantes no VI Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) que escolheram a cidade de Paris como ponto de partida para esta prova. Ei-los na imagem, com os Porsche 356 de Max Nathan (nº 50) e Sauerein (nº 47) em primeiro plano, com o Citroen de Robert Labat logo a seguir. À chegada ao Estoril Max Nathan seria o melhor classificado deste grupo, mesmo assim registando apenas o 9º lugar da classificação geral. Joaquim Filipe Nogueira, em Porsche, seria o vencedor absoluto.
De Paris partiu igualmente o Porsche de Richard von Frankenberg,  jornalista e piloto oficial da marca que foi também o fundador e primeiro director da revista Christophorus. Foi ele quem pela primeira vez  divulgou a curiosa história da possível troca de carros por sardinhas de conserva que o governo português propôs a Ferry Porsche.


VI Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) 1952

Joaquim Filipe Nogueira foi o vencedor do VI Rallye Internacional de Lisboa, prova organizada pelo ACP e que contava com o patrocínio dos jornais "Diário de Notícias" e "O Século". A prova seguia o mesmo modelo do Rallye de Monte Carlo, com os concorrentes a partirem de várias cidades europeias convergindo depois para o Estoril, onde tudo se decidia. 
A edição de 1952 seria a primeira a privilegiar a classificação por categorias sem contudo abandonar a designação de um "vencedor absoluto". Tal facto terá atraído um bom lote de carros de baixa cilindrada tais como os recentemente aparecidos Porsche 356, um modelo que viria a dominar claramente os acontecimentos oferecendo à marca uma das suas primeiras grandes vitórias internacionais.
Foto - Centro de Documentação do ACP
Bibliografia -  Gonga World de Gonçalo Macedo e Cunha






Nurburgring 1955

Em 28 de Agosto de 1955 D. Fernando Mascarenhas e Joaquim Filipe Nogueira (FE-22-24)  participaram no ADAC 500 Km do Nurburgring, ambos tripulando carros idênticos, os Porsche 550 Spyder que por essa altura se apresentavam como verdadeiras revelações do desporto automóvel internacional. Os pilotos portugueses teriam sortes diferentes, pois enquanto Filipe Nogueira terminou a prova num brilhante 10º lugar absoluto D. Fernando Mascarenhas viria a abandonar a corrida devido a acidente. Note-se que na parte final da sua corrida Filipe Nogueira se sentiu indisposto e foi substituído por José Arroyo Nogueira Pinto.
A imagem é de má qualidade e as condições meteorológicas eram também bastante adversas, mas o carro em primeiro plano revela (tenta revelar, pelo menos) o Spyder deste último.
Jean Behra, em Maserati 150 S seria o vencedor, com Richard von Frankenberg, o fundador da revista Christophorus da Porsche, em segundo lugar ao volante de um Porsche 550 Spyder.
Fotografia - colecção família Mascarenhas


Ruy Marinho de Lemos

Ruy Marinho de Lemos era um tripulante da TAP que nas horas vagas dava largas à sua paixão pelo automobilismo, tendo conseguido alguns resultados interessantes durante a sua carreira desportiva. Na imagem relativa ao Grande Prémio de Portugal de 1957, disputado no circuito de Monsanto, vê-se em primeiro plano o seu Porsche 550 Spyder (nº2) seguido do Ferrari 750 Monza (nº20) do espanhol António Creus, cuja mulher se vê sentada pacientemente no lugar do "pendura". Parcialmente encoberto pelo Ferrari está um outro Porsche 550 Spyder, que poderá ser o carro utilizado por José Nogueira Pinto nesta prova. O vencedor da corrida seria um tal Juan Manuel Fangio, em Maserati 300S.
Foto - Centro de Documentação do ACP
Bibliografia - World Sports Racing Prototypes




Rallye de Monte Carlo 1955

Entre 19 e 27 de Janeiro de 1955 disputou-se a 25ª edição do Rallye de Monte Carlo, com 319 concorrentes à partida de várias cidades da Europa, entre as quais Lisboa. Joaquim Filipe Nogueira / Alberto Graça, em Porsche 356, não conseguiram terminar mas tornaram-se na primeira equipa portuguesa a vencer uma complementar do Rallye de Monte Carlo. Tratava-se de uma prova de aceleração e travagem que Filipe Nogueira dominou de forma incontestável. Mas não foram os únicos a vencer em Monte Carlo. Na edição de 1958 Abílio Correia Lobo, em Alfa Romeo, venceu a complementar de perícia e em 1959 Fernando Duarte Ferreira, em Mercedes 300 SL, venceu a prova de velocidade/ maneabilidade.
Fotografia de Luis Sousa
Colaboração de Ângelo Pinto da Fonseca.


Tour Auto 1952

Em 1952 realiza-se a segunda edição do Tour Auto, uma prova dividida em três etapas e sete complementares disputada num percurso com um total de 5533 quilómetros. Dos 108 carros que se apresentaram à partida em Nice apenas 58 chegaram ao final, entre eles os Porsche 356 de Filipe Nogueira / Joaquim Tojal (14º) e João Graça / Jaime Rodrigues (16º). O carro de D. Fernando Mascarenhas / Manuel Palma (aqui visto no interior do Porsche #55) foi um dos que não chegou ao fim.