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Grande Prémio de Portugal 1958

Debaixo de um céu cinzento e ameaçador disputou-se a 24 de Agosto de 1958 no circuito da Boavista  o Grande Prémio de Portugal, prova para carros de Fórmula 1 que consistia em 50 voltas a um traçado com cerca de 7,4 km de extensão. Stirling Moss levaria o Vanwall nº 2 à vitória mas começavam a surgir sinais de mudança com o aparecimento dos primeiros carros com motor traseiro, os pequenos  Cooper Climax neste caso. 
Causou sensação a presença de uma senhora, Maria Teresa de Filippis, entre os inscritos. Porém o Maserati 250F com o nº 30 acabaria por abandonar com avaria no motor. Também Graham Hill não foi feliz, tendo perdido o controle do seu Lotus 16 e galgado os fardos de palha no início da avenida da Boavista.
Na imagem a cores (uma raridade) podem ver-se os Vanwall de Stirling Moss e Lewis Evans em plena avenida da Boavista e um grupo de espectadores em ambiente festivo, como era habitual nas corridas de automóveis disputadas no Porto.





Porto 1958 - Uma História de Cavalheiros

Em 1958 disputou-se no Circuito da Boavista o VII Grande Prémio de Portugal, prova que seria ganha por Stirling Moss, em Vanwall. Porém o grande protagonista daquele fim de semana viria a ser Mike Hawthorn, piloto da Ferrari  e seu grande rival.
Depois de se bater duramente com Stirling Moss nas primeiras voltas da corrida, o "piloto do laço" (nome por que era conhecido Hawthorn) veio às boxes com problemas de travões e perdeu tempo para o primeiro classificado. Viria a recuperar o segundo lugar e a conquistar os seis pontos da praxe no final, mas acabaria por ser alvo de um protesto algo caricato. Foi acusado de ter percorrido alguns metros em sentido contrário ao da corrida quando veio às boxes, circunstância que ditaria a sua desclassificação e a perda dos seis pontos. Porém, seria o próprio vencedor da corrida, Stirling Moss, que no final declarou que a manobra fora executada fora do asfalto e que portanto a punição não faria sentido. Os comissários desportivos aceitaram a explicação de Moss pelo que Hawthorn acabou por ficar com o segundo lugar e respectivos pontos.
No final da época Hawthorn sagrou-se Campeão do Mundo com um ponto de vantagem sobre Stirling Moss, o grande campeão que nunca o foi. Mas ficou mais este gesto de grande nobreza.
Em baixo, Hawthorn e Moss em plena luta na avenida da Boavista (esq) e Hawthorn a caminho do seu  Ferrari (dir) ostentando o laço que usava mesmo em corrida.
Fotos - The Cahier Archives