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Quilómetro Lançado do Mindelo 1930

A recta do Mindelo tinha um par de quilómetros de extensão e fazia parte da estrada que ainda hoje liga Vila do Conde ao Porto. Dotada de um piso de asfalto em excelentes condições rapidamente se tornou na "pista" mais rápida de Portugal permitindo que em 1930 os automóveis de corrida atingissem velocidades da ordem dos 200 km/hora, coisa até então nunca vista no nosso país. Foi o caso da prova chamada "Quilómetro Lançado do Mindelo" disputada em Novembro de 1930 e que atraiu nada menos que 32 concorrentes, 26 em "Sport "e 6 em "Corrida". Henrique Lehrfeld, em Bugatti, (na foto) viria a ser o grande vencedor à média de 194,122 km/hora, com Vasco Sameiro (Alfa Romeo) em segundo e Eduardo Ferreirinha (Ford) em terceiro, isto na categoria "Corrida". Em "Sport" o primeiro lugar foi para Roberto Sameiro (Alfa Romeo) à média de 133,704 km/hora.
Note-se que Henrique Lehrfeld tinha vencido dois meses antes o II Quilómetro Lançado das Caldas mas na altura não conseguiu ir além dos 178,120 Km/hora de média, uma velocidade substancialmente inferior aquela atingida no Mindelo.
Bibliografia - Primeiro Arranque, de Vasco Callixto


Rallye da Montanha 56

Em 1956 foi a vez de João Castello Branco participar no Rallye da Montanha ao volante do FIAT 1100 com os pneus pintados com uma faixa branca, como era hábito acontecer nos concursos de elegância automóvel tão em voga nessa época. Estas imagens da prova do Estrela e Vigorosa Sport foram obtidas durante a complementar disputada em Vila do Conde.
Um detalhe importante. Na altura o percurso era assinalado por setas pintadas na estrada como se pode ver na fotografia de cima. Palavra do autor do blogue que morava ali perto e se recorda bem desse curioso pormenor


O Princípio

Foi o princípio de uma longa história. Em setembro de 1931 disputou-se em Vila do Conde o I Circuito do Ave, prova automobilística que iria disputar-se nas categorias "Corrida" e "Sport" num trajeto desenhado a partir da Avenida Bento de Freitas e artérias adjacentes. Roberto Sameiro venceu ambas as corridas, com especial relevo para a prova principal que dominou ao volante de um Alfa Romeo 6C 1750. Só no início dos anos 50 o circuito de Vila do Conde iria ter lugar no traçado que, com pequenas alterações, se tornou num clássico do automobilismo nacional e perdurou até aos primeiros anos do século XXI. Oficialmente encerrado em 2003 o Circuito de Vila do Conde viria a conhecer um breve "revival" em 2010 mas apenas na versão "desfile" uma vez que as intervenções urbanísticas realizadas em grande parte do traçado inviabilizaram definitivamente a realização de qualquer prova de velocidade no local.



Curva do Castelo, Vila do Conde 1952

Durante o ano de 1952 realizaram-se nada menos que três circuitos em Vila do Conde, a saber: o Circuito da Primavera em Abril, o III Circuito em fins de Agosto e o IV em Setembro. Os dois primeiros foram disputados no traçado habitual enquanto que o terceiro utilizou pela primeira (e única) vez o "circuito grande", um percurso com 4,557 metros de extensão formado essencialmente por duas longas rectas e duas (enfim, três) curvas para a direita, uma pista pensada e desenhada para proporcionar altas velocidades aos concorrentes. 
A imagem mostra a saída da curva rápida da "seca do bacalhau" e a entrada na bem mais técnica "curva do Castelo", a que se segue um recta com mais de mil metros de extensão onde estava situada a meta. Note-se o curioso parque de estacionamento destinado aos automóveis dos espectadores que permitia que muitos deles seguissem as corridas instalados nas confortáveis poltronas dos seus Ford, Pontiac, Studebaker, etc. Só em Vila do Conde.


Duelo ao Entardecer

III Circuito de Vila do Conde, disputado a 31 de Agosto de 1952. Vasco Sameiro, no Ferrari 225S nº 20,  partiu da "pole" e vai comandar a corrida até à quarta volta, altura em que desistirá por avaria (diferencial partido). Casimiro de Oliveira segue logo a seguir num carro idêntico e acabará por ser o grande vencedor da tarde com larga vantagem sobre o segundo classificado, D. Fernando Mascarenhas, que também tripulava um Ferrari 225S.
O III Circuito de Vila do Conde foi preparado em apenas três dias por um grupo de "carolas" vilacondenses formado por Zacarias Peixoto, Eduardo Pinto, José Teixeira da Silva e Miguel Ferreira. Contando com o apoio do ACP e do Presidente do Município, Bento Amorim, os organizadores conseguiram montar duas corridas: uma para carros até 1500 cc de cilindrada e outra para motores de capacidade superior que mais parecia um troféu monomarca, já que foi disputada por cinco Ferraris: três  225S, um 340 America e um 166MM
Fotografia do jornal "O Volante"
Bibliografia - jornal "Renovação" de 6 de Setembro de 1952. Biblioteca José Régio, Vila do Conde.


A Estreia

O Alba #001, matrícula OT-10-54, é um veículo de produção artesanal construído na fábrica com o mesmo nome situada em Albergaria-a-Velha. Utilizava um motor Fiat de 1089 cc, o que lhe permitia inscrever-se na categoria até 1100 cc. Na imagem podemos vê-lo na prova de estreia, em Vila do Conde 1952, a qual terminaria em segundo lugar na classe. Porém, no ano seguinte viria a vencer  o Circuito da Boavista, sempre com Corte Real Pereira ao volante.
Este carro foi completamente recuperado e encontra-se agora patente ao público no Museu do Caramulo.
Fotos de Olívio França



O Ferrari 225S #0198ET

O Ferrari 225S Vignale Spider #0198ET que Vasco Sameiro levou à vitória no Circuito de Vila do Conde de 1952 (Setembro) foi produzido nesse mesmo ano e importado para Portugal por João Gaspar, do Porto, que o vendeu ao conhecido piloto de Braga. O carro foi pintado de amarelo e recebeu a matrícula portuguesa GD-18-48. Mais tarde Vasco Sameiro inscreveu este Ferrari no Circuito do Maracanã, no Rio de Janeiro, corrida que viria a vencer. Na sequência dessa vitória o #0198ET foi vendido ao piloto brasileiro Mário Valentim, tendo permanecido no Brasil durante mais de uma década até ser exportado para Inglaterra onde passou por vários processos de restauro, o último dos quais em 1998 na DK Engineering. Voltou a ser pintado de vermelho e tornou-se num dos poucos Ferrari 225S Spider Vignale aptos a participar em eventos de carros históricos.
Foto de Olívio França cedida por Gonçalo Macedo e Cunha
PS - Dizem-me agora que o #0198 voltou há cerca de dois anos ao amarelo original. Ainda bem. Junta-se comprovativo. A foto é de Ludovic Manchon.


Ferrari em Vila do Conde

Imagem inédita da autoria do Dr Olívio França obtida durante o Circuito de Vila do Conde de 1952 e que mostra o Ferrari 340 America Vignale Coupé de José Nogueira Pinto em plena acção na curva do Castelo a caminho do terceiro lugar da classificação geral. Este chassis, #082A, foi inicialmente entregue a Luigi Villoresi, que com ele venceu as Mille Miglia de 1951, tendo posteriormente sido vendido a Casimiro de Oliveira.
O edifício que se vê em fundo albergava o "salva-vidas", um barco de madeira de grandes dimensões, movido a remos, que era chamado a actuar em situações de emergência marítima. A sua operação era de tal forma dura e difícil que os remadores que compunham a tripulação ficavam isentos do serviço militar.
Com agradecimentos a Gonçalo Macedo e Cunha.


Vila do Conde "tipo" Le Mans

A 20 de Setembro de 1959 disputou-se o V Circuito de Vila do Conde, prova organizada pelo Automóvel Clube de Portugal e que contou com o apoio das secções de motorismo do Estrela e Vigorosa Sport, Futebol Clube do Porto,  Sport Clube do Porto,  Académico Clube de Portugal e do Clube Nacional de Montanhismo. Milhares de pessoas assistiram às corridas disputadas num traçado com 2,950 metros de extensão, estando em jogo um total de 50 contos (250 euros) em prémios para dividir pelos concorrentes.
Dada a partida o Mercedes 300 SL de Horácio Macedo começa a distanciar-se e virá a vencer a corrida principal. Os Alfa Romeo de "Mané" Nogueira Pinto e Francisco Marques Pinto vão logo a seguir, sendo visível também o Porsche 356 de José Valentim dos Santos. Louve-se a coragem do fotógrafo "plantado" a menos de dois metros da faixa de rodagem.
O autor do blogue estava entre a multidão que se vê em fundo.
Foto - Centro de Documentação do ACP


José Nogueira Pinto

José Arroyo Nogueira Pinto foi um dos grandes protagonistas do automobilismo nacional durante a década de cinquenta. Ei-lo aqui ao volante do Ferrari 750 Monza (#0572M) nº 8 durante o II Grande Prémio do Porto de 1956 disputado a 17 de Junho no Circuito da Boavista, liderando um grupo em que se distingue com o nº 5 o Maserati 300S do Barão Emmanuel de Graffenried, que viria a abandonar ao fim de vinte voltas. José Nogueira Pinto não foi particularmente feliz nesta prova, que terminou em 10º lugar, mas já tinha conseguido provar o sabor da vitória com este mesmo carro no Grande Prémio de Tânger de 1955 e no Circuito de Vila do Conde do mesmo ano.




Vila do Conde 1931

Disputado em Setembro de 1931, o I Circuito do Ave atraiu a Vila do Conde treze participantes divididos por duas categorias, Corrida e Sport. Tratava-se de completar 80 voltas a um percurso com 1,876 metros com a partida situada na avenida Bento de Freitas, quase em frente ao Casino.
O Jornal "A República" escrevia que a prova fora organizada pelo Automóvel Clube de Portugal e pela Comissão de Iniciativa e que apresentava "um policiamento seguro, ligações telefónicas completas, assistência clínica, etc". O piso tinha pouca qualidade e receava-se que a pista ficasse intransitável, o que não veio a acontecer.
Dada a partida às 16 horas, perante numeroso público, a prova viria a ser ganha por Roberto Sameiro, em Alfa Romeo 6C 1750, que venceu também a categoria Sport. Seu irmão Gaspar Sameiro, em Ford A 3200, venceu a categoria "Corrida",  tendo o Austin Seven de Alfredo Marinho completado o pódio.
À noite houve distribuição de prémios no Casino, constatando-se que não aconteceu "qualquer acidente desagradável" durante o fim de semana.

Bibliografia - Jornal "A República", Biblioteca José Régio, Vila do Conde
Fotografias - estúdios Carlos Adriano, Vila do Conde





José Emídio da Silva

José Emídio da Silva foi um dos pilotos mais marcantes do início da década de 50, não só pelos interessantes resultados conquistados mas também pela sua fidelidade à marca Panhard, que galhardamente representou durante a maior parte da sua carreira desportiva. Com o DB Panhard que se vê nas imagens participou no Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) de 1952, bem como no Circuito da Primavera de Vila do Conde, onde venceu a categoria respectiva. Ainda nesse mesmo ano participou no Campeonato de Rampas, tendo vencido a categoria V. Em 1953 vence a categoria 750 cc da Taça Cidade do Porto, integrada no Grande Prémio de Portugal, apesar do jornalista de serviço ao Jornal de Notícias ter achado que "José Emídio da Silva, que nos primeiros treinos não nos agradara pela forma como atacava as curvas, tirou óptimo rendimento desta sessão de fim da tarde".
Este mesmo DB Panhard continua em Portugal, está a ser recuperado e em breve voltará à estrada. Falta, porém, um detalhe muito importante: qual seria a sua cor quando participou nestas provas? Poderá algum dos leitores ajudar a devolver à sua forma original esta bela peça do nosso património desportivo comum?

Colaboração de Angelo Pinto da Fonseca


 Volta a Portugal 1954

Taça Cidade do Porto 1953

Ainda o Ferrari # 0200ED

Semanas depois da sua estreia azarada na Boavista 1952, o Ferrari #0200ED de D. Fernando Mascarenhas participa no III  Circuito de Vila do Conde, que tem lugar a 31 de Agosto. Cerca de um mês depois terá lugar o IV Circuito de Vila do Conde, o único que se disputou no chamado "circuito grande".   Ostentando já a chapa de matrícula nacional, ID-18-48, o carro apresenta-se pintado de preto e exibe uma curiosa e "aerodinâmica" cobertura de faróis, provavelmente  resultado da criatividade de Manuel Palma, o responsável pela sua preparação.
À partida para a corrida apresentaram-se cinco concorrentes, todos em Ferrari (havia mais dois inscritos, mas não compareceram). Da primeira fila partiram Nogueira Pinto, Casimiro de Oliveira e Vasco Sameiro, enquanto que D. Fernando Mascarenhas dividia a segunda fila com Guilherme Oliveira. No final, Casimiro levaria o seu Ferrari 225S amarelo à vitória, ficando D. Fernando em segundo lugar com duas voltas de atraso a separá-lo do vencedor.
À noite, no jantar de gala, os prémios foram entregues por Bento de Sousa Amorim, Presidente do Município, ele próprio um automobilista de mérito que contava com algumas participações no Rallye de Monte Carlo.

Bibliografia - Jornal "Renovação". Biblioteca Municipal José Régio, Vila do Conde


Mercedes Benz 300 SL Coupé


Chegados a Portugal em meados da década de 50, os Mercedes Benz 300 SL Coupé rapidamente se tornaram nos veículos de referência no panorama automobilístico de então, nomeadamente em provas de velocidade. Equipados de série com um motor de 2996 cc e 6 cilindros em linha - inclinado a 45 graus para a esquerda para "caber" no respectivo compartimento  - produzindo cerca de 220 cavalos de potência que se transmitiam a uma caixa de quatro velocidades, os 300 SL não davam quaisquer hipóteses à concorrência em termos de desempenho e fiabilidade.
A imagem refere-se ao Circuito de Vila do Conde de 1960, disputado a 27 de Julho. Nada menos que quatro 300 SL foram inscritos para António Barros (vencedor), Horácio Macedo, Basílio dos Santos e Duarte Ferreira. No momento da partida é Horácio Macedo quem vai na frente, com Barros e Basílio na perseguição, vendo-se ainda o Jaguar XK 150 S de Maurício Macedo a espreitar uma luta que não era a sua.
António Barros, que era baixinho e "pesadote", levava desvantagem nas partidas tipo Le Mans, como se comprova pelo facto de ainda nem sequer ter tido tempo para fechar a porta do carro mais claro. Mas uma vez em andamento, o seu talento natural vinha ao de cima e dificilmente se deixava bater.
À noite, na distribuição de prémios, o Presidente do Município anunciou que a parte do circuito que ainda não estava asfaltada iria em breve sofrer obras de beneficiação. Era o fim do temível "empedrado"que tantos problemas causava aos automobilistas.

Foto - colecção José Cabral Menezes
Bibliografia - http://teammini.blogspot.pt/, de José Mota Freitas
                    - Biblioteca José Régio, Vila do Conde



Partida tipo Le Mans

Foi em Vila do Conde, corria o ano de 1959, que se disputou uma corrida de Grande Turismo cuja partida adoptou o método que na altura se utilizava para as 24 Horas de Le Mans. Os pilotos perfilavam-se de um dos lados da pista, tendo os carros alinhados no outro. Dada a bandeirada de largada, cada concorrente corria para o respectivo automóvel, abria a porta, dava à ignição, engatava a primeira e, zás, arrancava.
No final das trinta voltas foi Horácio Macedo quem venceu, ao volante do Mercedes Benz 300SL com o número 2, que se vê em primeiro plano. A seguir classificou-se Nogueira Pinto, com o Alfa Romeo número 11, e Marques Pinto, também em Alfa Romeo. Carlos Faustino levou o Volvo a um brilhante quarto lugar e José Valentim, em Porsche 356, terminou em quinto.
Participaram na corrida mais quatro concorrentes, entre eles o vilacondense Carlos Corte Real, em Jaguar XK 120. A imponente figura do piloto, aliada a um peso ainda mais imponente, terá contribuído para a sua fraca prestação, nomeadamente no momento da partida. O carro também não colaborou e a equipa abandonou ao fim de apenas uma volta.


O que mais me impressiona nestas partidas é o fabuloso silencio desde o sinal de partida até o primeiro motor pegar. Depois é distinguir os vários sons,que terminam numa orquestra sensacional...
Fiz várias destas partidas nos belos fins de semana que o coronel Hipólito organizava no aerodromo de Sintra,no final dos anos 60,nessa altura num Lotus Elan.
Creio que os Porsche têm a chave de ignição do lado esquerdo do volante ( e ainda hoje mantêm, por tradição ) para se ganhar tempo. Entra-se no carro, pé esquerdo na embraiagem,a primeira já estava metida,mão direita no volante , pé direito no acelerador, ignição com a mão esquerda, as RPM,sabemos de ouvido,lá vamos com o cuidado de não bater nem apanhar com outro.
E amarrar o cinto ?
Abraços do Carlos Duarte Ferreira 



Pouco antes da partida os Nogueira Pinto, pai e filho, confraternizam com Horácio Macedo, o futuro vencedor da corrida. Este era o tempo dos "gentleman drivers", um tempo em que as relações pessoais eram mais importantes que os resultados.

Novo Circuito de Vila do Conde

IV Circuito de Vila do Conde 1952. Inauguração do novo circuito com 4.557 metros de perímetro, na altura referido como " a melhor e mais rápida pista de automóveis do país", obra concretizada por Bento de Sousa Amorim e outros vilacondenses . Apesar disso, não voltariam a realizar-se mais corridas neste traçado.
Pouco depois da partida já Casimiro de Oliveira, ao volante do Ferrari 225S nº1, se adiantava, enquanto que Vasco Sameiro (Ferrari 225S) e Nogueira Pinto (Ferrari 340 America) se mantinham na expectativa, com D. Fernando Mascarenhas (Ferrari 225S) logo a seguir. À segunda volta o Ferrari de Casimiro abandonou na curva das Caxinas, com o motor partido, e Vasco Sameiro herdou a liderança que manteria até final.
Classificação:
1º - Vasco Sameiro, Ferrari 225S Spyder Vignale - 35 voltas, à média de 143,528 km/h
2º - D. Fernando Mascarenhas, Ferrari 225S Spyder Vignale - 35 voltas
3º - José Nogueira Pinto, Ferrari 340 America - 35 voltas
4º - José Soares Cabral, Ferrari 166MM Barchetta - 33 voltas
5º - Daniel Magalhães, BMW 328 - 27 voltas


Estavam à partida os 6 Ferrari de competição que existiam à data em Portugal, a saber:
- 166MM Barchetta Touring #0040M - José Cabral
- 166MM barchetta Touring #0056M - Guilherme Guimarães
- 340 America Berlinetta Vignale - #0082A - José Arroyo Nogueira Pinto
- 225 Spider Vignale - #0180ET - Casimiro de Oliveira
- 225 Spider Vignale - #0198ET - Vasco Sameiro
- 225 Spider Vignale - #0200ED - D. Fernando de Mascarenhas

(Colaboração de José Correia)

Vila do Conde, 1952


Manuel Palma, D. Fernando Mascarenhas e o Ferrari 225S.
Vasco Sameiro, em carro idêntico, seria o vencedor da corrida disputada pela primeira e única vez no chamado circuito grande de Vila do Conde. Na outra corrida, para carros até 1500cc, Ernesto Martorell sagrar-se-ia vencedor com um Porsche 356 Cabrio, conquistando assim a primeira vitória da marca em Portugal, em provas de velocidade.