Uma Certa Ideia de Segurança

Na década de 50 a segurança de pilotos e espectadores estava ainda longe de ser uma prioridade, como aqui se constata através desta imagem que mostra o Ferrari 750 Monza de D. Fernando Mascarenhas a entrar na recta da Boavista durante o Grande Prémio de Portugal de 1955. O carro circula no "empedrado", que por sua vez é atravessado pelos carris metálicos do eléctrico. O lambril do passeio delimita a estrada e até uma cabine telefónica se oferece como "alvo". O público "anda por ali", em cima dos muros e dos passeios e há também uns postes e umas árvores a bordejar a pista.
Em tais circunstâncias não admira que os acidentes fossem frequentes e tivessem graves consequências. Apesar das condições mais que discutíveis que oferecia, o Circuito da Boavista não ficou conhecido como um causador de grandes tragédias.


"Nicha" Cabral em Nurburgring

A data desta história (1963) sai um pouco do âmbito do trabalho que aqui se faz e que se pretende limitado a 1960. Mas a qualidade da imagem, provavelmente inédita, mais que justifica a sua publicação neste espaço. Nela de vê "Nicha" Cabral ao volante do Cooper Climax T60 que tripulou no Grande Prémio da Alemanha de Fórmula 1, disputado no circuito antigo de Nurburgring, um traçado com 22 quilómetros de extensão e cerca de 180 curvas. Um pesadelo para qualquer piloto excepto para o português, que o considerava o seu circuito favorito.
"Nicha" conseguiu levar o Cooper  ao 20º lugar (entre 22) da grelha e tinha já ganho onze lugares durante a corrida quando a caixa de velocidades cedeu e o obrigou a abandonar. Este mesmo carro  tinha sido tripulado por Bruce Mc Laren na época anterior, que com ele ganhou o GP de Mónaco.
Fotografia - Gergely Gabris
Bibliografia - "Nicha", de Adelino Dinis



IV Grande Premio Penya Rhin 1933

A 25 de Junho de 1933 disputou-se num circuito traçado perto do parque de Montjuic, Barcelona, o IV Grande Premio de Penya Rhin. Vasco Sameiro (nº 18), em Alfa Romeo 8C-2300, era o único português presente e acabaria por conquistar um brilhante segundo lugar na classificação final, logo após Juan Zanelli, que tripulava um carro idêntico.
Mas a grande figura da tarde seria, como se esperava, o grande Tazio Nuvolari. No momento em que comandava tranquilamente a corrida o seu Alfa Romeo 8C-2300 começou a falhar, obrigando o piloto italiano a parar na zona de meta para afinar o carburador. Ao fim de onze minutos e cinco voltas perdidas Nuvolari voltou à pista, tendo dado um verdadeiro espectáculo de pilotagem em que bateu várias vezes o record da volta mais rápida. terminou em quinto lugar, após ter recuperado três das cinco voltas que perdeu por causa da avaria.
Fotografia de Luis Sousa

 Eis a grelha de partida para o Grande Premio de  Penya Rhin de 1933
Pole Position
2
Tort

Nacional P.
4
Lehoux

Bugatti
6
Wimille

Alfa Romeo
8
Nuvolari

Alfa Romeo
10
Palacio

Bugatti
12
Texidor

Bugatti
16
Zanelli

Alfa Romeo
18
Sameiro

Bugatti
20
"Vega"

Bugatti
24
de Morawitz

Bugatti
38
Stahel

Bugatti
30
Angli

Bugatti
32
Dourel

Amilcar

Allard P1

O Allard P1 de Jorge Monte Real e Diogo Passanha à partida para uma das últimas complementares do IV Rallye Internacional de Lisboa (Estoril), prova que não correu particularmente bem a esta equipa na sua parte final.
Apesar das suas linhas algo "pesadas", o Allard P1 revelou-se um carro de desporto consideravelmente competitivo, tendo mesmo vencido o Rallye de Monte Carlo de 1952 com o próprio  Sydney Allard ao volante.
Produzido em Inglaterra em pequenas quantidades, este carro utilizava um motor Ford V8 com 3,600 cc de cilindrada acoplado a uma transmissão também "made in USA". Este facto tinha a ver com a escassez de componentes mecânicos disponíveis em Inglaterra na fase que sucedeu ao final da Segunda Guerra.


Circuito da Covilhã

A 22 de Junho de 1931 disputou-se o Circuito da Covilhã, prova patrocinada pelo ACP e que compreendia 12 voltas a um percurso de 9,400 metros. Participaram sete concorrentes, a saber: José Lopes da Silva (Citroen), António Lopes da Costa (Ford), José Luis de Brito (Ford), Gaspar Sameiro (Ford), Vasco Sameiro (Ford), Joaquim Fazenda (Turcat) e José Alves da Silva (Ford). 
Os consagrados Gaspar e Vasco Sameiro dominaram a prova e viriam a conquistar os dois primeiros lugares, seguidos de Lopes da Costa e José Luis de Brito, todos em Ford.
A partida para a corrida foi dada às 18 horas, mas a prova só terminou duas horas depois devido a uma forte  chuvada que caiu sobre o traçado tornando o percurso quase intransitável. O público debandou, à procura de abrigo, mas os concorrentes aguentaram estoicamente até ao fim.
Na imagem, a equipa Ford, que conquistou os quatro primeiros lugares.

Bibliografia - Primeiro Arranque, de Vasco Callixto
Imagem -  Centro de Documentação do ACP


Quilómetro do Cabo 1937


Francisco Ribeiro Ferreira e o seu Bugatti, vencedores do "Quilómetro Lançado do Cabo", prova disputada a 4 de Abril de 1937. A média então obtida, mais de 203 km/h, tornou-se na mais alta até então conseguida em Portugal numa competição automobilística.
O "Quilómetro Lançado do Cabo" era realizado num percurso dividido em quatro sectores, a saber: 2000 metros para lançamento, 1000 metros para correr e 1000 metros para desacelerar. Participaram na prova catorze carros, dez na categoria "sport" e quatro na categoria "corrida", observando-se grandes diferenças no desempenho dos concorrentes. A título de exemplo, aos 203,735 km/h do Bugatti de Ribeiro Ferreira contrapunham-se os modesto 78,908 km/h do DKW de Emídio Correia Guedes (quem será "este"?), o último classificado.
Bibliografia - "Primeiro Arranque", de Vasco Callixto



Mille Miglia 1956

O Mercedes Benz 300 SL (chassis 0405500299) de D. Fernando Mascarenhas / Manuel Palma  num controle das Mille Miglia 1956, que terminariam num excelente 31º lugar com o tempo total de 13 horas e 49 minutos.



Estoril 1935

A 20 de Outubro de 1935 disputou-se o II Circuito do Estoril, prova que consistia num total de 20 voltas a um percurso de 3.085 metros desenhado em torno do Casino,  correspondente a uma distância de 185,1 km.
Francisco Ribeiro Ferreira, em Bugatti T51 (nº5) seria o vencedor, seguido do Bugatti 35C (nº8) de Jorge Monte Real e do Alfa Romeo 8C-2300 (nº3) de Manuel José Soares Mendes. Em quarto lugar chegou o Bugatti T35B (nº6) de Henrique Lehrfeld e em quinto o Adler (nº1) 3.0  de Manuel Nunes dos Santos. José Alves da Silva, em Adler 1.7 (nº15) seria o último a completar a corrida.
 Não se classificaram António Guedes de Herédia, em Railton (nº16), que fez a volta mais rápida, José Almeida Araújo no Bugatti T35 (nº11) e João Henriques dos Santos, em Ford (nº2).


O Simca de Monte Real

Motivado pelo seu 2º lugar absoluto na edição de 1951, o Conde de Monte Real regressou ao Rallye de  Monte Carlo em 1952, desta vez ao volante de um Simca Aronde e tendo como companheiro de aventura Manuel Palma, como já tinha acontecido no ano anterior. A equipa não terminou a prova, tendo deixado a João Lacerda / Jaime Azarujinha, em Citroen 15/6, a honra de serem os portugueses melhor classificados.
Equipado originalmente com um motor de 4 cilindros e 1221 cc de cilindrada que debitava uns modestos 45 hp, o Simca Aronde estava longe de ser um carro de corrida, mas tinha na resistência a sua principal "arma desportiva". Porém, por vezes também falhava.
O curioso "regador" em primeiro plano diz bem dos problemas que afectaram os portugueses do carro nº 48.


Um Talento Excepcional

Em finais de 1954 António Borges Barreto disputa a primeira prova da sua meteórica mas extraordinária carreira, a VI Volta a Portugal, organização do "Clube dos 100 à Hora". Inexperiente mas nascido com um talento invulgar para os automóveis, Borges Barreto apresentou-se à partida para a Volta ao volante do Porsche 356 pre-A com a matrícula BG-19-18 que no ano anterior tinha participado no Rallye de Monte Carlo pelas mãos de Calçada Bastos / João Capucho. Logo na primeira complementar, disputada nas Caldas da Raínha, Barreto disse ao que vinha, classificando-se em segundo lugar logo depois do consagrado Ernesto Martorell, em Denzel. Mas viria a vencer a prova de Vila Real e o Circuito do Estoril, sagrando-se vencedor absoluto da VI Volta a Portugal logo na primeira tentativa.
Dois anos depois brilha no Circuito da Boavista e o representante da Ferrari para Portugal envia-lhe um curioso telegrama de felicitações. Mas a felicidade seria de curta duração.
Bibliografia - Diário do Sul/ Motor
Colaboração de José Borges



I Salão Automóvel de Lisboa

Em 1925 realizou-se no Coliseu dos Recreios o I Salão Automóvel de Lisboa, evento que atraiu milhares de visitantes e revelou um impressionante dinamismo num comércio automóvel que dava ainda os primeiros passos em Portugal.
As fotografias são dos Estúdios Mário Novais, Biblioteca de Arte Calouste Gulbenkian







II Volta à Madeira

Extraordinária e invulgar imagem da chegada do Mercedes Benz 300 SL de Horácio Macedo ao porto do Funchal para participar (e vencer) a II Volta à Madeira em automóvel, disputada em 1960. O EB-23-98 era vermelho e foi utilizado pelo piloto do Porto durante as épocas de 1959 e 61.
Fernando Basílio dos Santos seria o segundo classificado desta prova, tripulando um carro idêntico, mas acabaria por vencer a Volta à Madeira em 1964, desta vez ao volante de um Porsche 356.
A fotografia é de Luis Sousa
Colaboração de Ângelo Pinto da Fonseca.





Os Verdadeiros Heróis

Circunstâncias existem em que os verdadeiros Heróis são os cidadãos portugueses, simples e singularmente anónimos, como uma vez mais se revela neste gesto invulgar em que por subscrição pública realizada em 1929 o povo oferece um automóvel Chevrolet ao seu Presidente da República, Marechal Óscar Carmona. O Estado, já então falido e sem recursos, não tinha capacidade financeira para dar ao seu agente máximo uma viatura com a dignidade que o cargo exigia.

Fotografia - Estúdios Mário Novais
Biblioteca de Arte - Fundação Calouste Gulbenkian

Um Herói que Partiu

António Augusto Marins Pereira nasceu em 1927 e dedicou uma boa parte da sua vida e das suas energias à metalomecânica ALBA que herdou de seu avô. Pelo caminho teve ainda tempo e talento para se envolver com sucesso em corridas de automóveis, tendo construído os seus próprios carros de competição e, mais do que isso, o seu próprio motor. Tratava-se de um bloco com quatro cilindros em linha, totalmente produzido "na casa", dotado de dois carburadores duplos horizontais e duas velas por cilindro, o qual era capaz de debitar cerca de 90 cavalos de potência.
O seu maior sucesso automobilístico aconteceu na Taça Cidade do Porto, prova integrada no Grande Prémio de Portugal de 1953, disputado no circuito da Boavista. O pequeno Alba, tripulado por Corte Real Pereira, venceu a corrida com uma volta de vantagem sobre todos os concorrentes e entrou assim para a história do automobilismo nacional.
Augusto Martins Pereira faleceu recentemente, aos 86 anos de idade.





Falha de Transmissão

Grande Prémio de Portugal 1955. O Ferrari 750 Monza de D. Fernando Mascarenhas completou 43 das 55 voltas previstas para o circuito da Boavista mas logo depois a transmissão cedeu e o aristocrata português teve de abandonar. Este mesmo carro seria posteriormente vendido a António Borges Barreto, que com ele viria a confirmar todo o seu exuberante talento, o qual ficou patente nesta corrida através do 7º lugar conquistado com um já pouco competitivo Ferrari 250MM.





Gentleman Driver

José Luis Abreu Valente, engenheiro de profissão e "gentleman" por vocação, foi dos pilotos mais bem sucedidos da sua geração, tendo-se notabilizado nomeadamente ao volante do seu Mercedes 300 SL. Ei-lo na imagem de fato, gravata e botões de punho, quando disputava o Rali do Porto de 1957


Monsanto 55, a cores

Este é um tipo de trabalho que se realizava com alguma frequência na época. Uma vez que a fotografia a cores era ainda pouco frequente, as imagens eram "colorizadas" à posteriori na tentativa de proporcionarem uma ideia mais aproximada da realidade. Porém, nem sempre as cores acrescentadas tinham correspondência com as originais.
Este invulgar documento reproduz a partida para a "Taça Governador Civil de Lisboa" disputada em 1955 no circuito de Monsanto. Stirling Moss, no Porsche 550 nº 3 (capacete vermelho), seria o vencedor, seguido de Filipe Nogueira (nº1) e D. Fernando Mascarenhas (nº 2, azul???), em carros idênticos. O nº 4 é o alemão Wolfgang Seidel.


DB Panhard 750S

Dentro de poucos meses completam-se 60 anos sobre a brilhante participação de José Emídio da Silva no IV Circuito Internacional do Porto com o seu invulgar DB Panhard 750S. No circuito da Boavista o carro nº 19 teve um dos melhores desempenhos da sua história, terminando em 4º lugar absoluto a prova intitulada Taça Cidade do Porto, destinada a automóveis equipados com motores até 1100 cc, e vencendo a respectiva categoria (até 750cc). Catorze automóveis alinharam à partida para esta corrida.
Este carro, construído pela empresa francesa Deutsche Bonnet, estava equipado com um motor Panhard de 750 cc, um "flat-twin" dotado de válvulas à cabeça e que debitava entre 40 e 50 cv consoante o nível de preparação. Em 1953, um destes DB Panhard, tripulado por Touzot / Persillon, terminou as Mille Miglia em 84º lugar da geral, entre 240 concorrentes, e venceu a categoria até 750 cc.
Depois de décadas de abandono, o IE-17-74 que brilhou na Boavista renasce agora das cinzas e revela-se ao vivo e a cores em todo o seu esplendor graças ao seu novo proprietário, Carlos Barbosa da Cruz, que assim presta um serviço inestimável ao património cultural e desportivo do nosso país.
Naturalmente, pelas razões atrás mencionadas, a participação deste carro no Circuito da Boavista  de Junho deste ano acaba de transformar-se em imperativo nacional.






Rallye Ibérico 1956

Realizado pelo Automóvel Clube de Portugal e do Real Automóvel Club de España, com o patrocínio dos jornais "Diário de Notícias" e "O Século", de Portugal, e "Informaciones" e "Marca", de Espanha, o I Rallye Ibérico reuniu à partida 85 concorrentes, 39 dos quais partiram de Lisboa. A vitória absoluta pertenceu à equipa Fernando Stock / Manuel Palma, em Mercedes Benz 300 SL, com cerca de 1,500 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, Javier Sanglas, em Alfa Romeo.
A prova, que não voltaria a ser realizada, ficou manchada por um acidente fatal protagonizado pelo Porsche Spyder nº 91 de José Manuel Simões / Luis Borges. No fatídico Monte do Pião o condutor perdeu o controle do carro, embateu numa motocicleta que passava e depois o Porsche precipitou-se num barranco com cinco metros de altura. José Manuel Simões sofreu vários ferimentos mas sobreviveu, enquanto que o seu companheiro Luis Borges não teve tanta sorte e acabou por falecer. Nada se sabe sobre o destino do motociclista.
Bibliografia - Revista do ACP Set/Out 1956
Fotos - Luis Sousa

Vitória e tragédia na mesma prova. Em cima o Mercedes 300 SL de Stock / Palma e, em baixo, o Porsche Spyder de José M. Simões / Luis Borges.


Um Luso Brasileiro na Fórmula 1

Fritz D´Orey nasceu em S. Paulo, no Brasil, mas sendo filho de pais portugueses logo foi registado no Consulado Português daquela cidade facto que, na prática, lhe confere também a nacionalidade portuguesa. 
Começou a sua curta carreira de piloto de automóveis com apenas 17 anos de idade ao volante de um Jaguar XK120 e aos 19 já ganhava corridas ao volante de um Porsche 550 RS ex-Hans Stuck. Deu nas vistas e chamou a atenção de um tal Juan Manuel Fangio, que o convidou a vir até à Europa mostrar o seu talento. Em 1959, com apenas 21 anos de idade, disputou três provas do Campeonato Mundial de Fórmula 1, sempre inscrito como cidadão brasileiro. Em duas delas tripulou um Maserati 250F (França e Inglaterra) e na terceira um pouco competitivo "Tec-Mec" (Estados Unidos). Em Reims classificou-se num honroso 10º lugar, mas não conseguiu terminar as duas outras corridas.
A sua carreira de piloto terminou em 1961, quando foi vítima de um terrível acidente em Le Mans que o deixou hospitalizado durante oito meses e com sequelas para o resto da vida. Hoje mora em Portugal (Cascais), tem passaporte português e orgulha-se das suas raízes portuguesas.
Para que conste.

Fritz D´Orey ao volante do  "Tec-Mec" durante o Grande Prémio dos Estados Unidos, disputado em Sebring 

Aqui se junta um vídeo do Grande Prémio de Inglaterra de 1959. Na parte final aparecem as imagens do Maserati 250F de Fritz D´Orey no momento em que abandonava a prova devido a uma saída de pista.
G.P. Inglaterra 1959, Aintree


"O Fritz d ´Orey  foi excelente piloto, orgulhoso das suas raízes Portuguesas, tal como Francisco Marques, Rezende dos Santos e outros. Foi ele que vendeu a M Nogueira Pinto a Ferrari 250GT Tour de France"0787" que o piloto do norte manteve durante 2 anos."
Luis 


Este mesmo Maserati 250F pertence actualmente a José Manuel Albuquerque, que o tem utilizado em corridas de "Históricos" um pouco por toda a Europa durante os últimos quinze anos. Ei-lo na imagem durante a disputa do Richmond Trophy no Goodwood Revival de 2010.


Vitória de Nogueira Pinto, Porto 1953

Imagem da partida para o III Grande Prémio de Portugal de 1953, do qual sairia vencedor o Ferrari 250 MM Spyder Vignale (#0330MM) de José Nogueira Pinto, com o nº 5. A seu lado está o Jaguar C Type de Duncan Hamilton e o Lancia D20 de Felice Bonetto. Um pouco mais atrás vem o Ferrari nº 3 de Casimiro de Oliveira, que terminaria em segundo lugar, ainda que com menos uma volta que o vencedor.


Vasco Sameiro e o Invicta S-Type

Durante o ano de 1932 Vasco Sameiro utilizou um Invicta S-type de fabrico inglês para se impor à concorrência, tendo vencido os circuitos de Vila Real e da Boavista ao volante deste poderoso veículo com 4,5 litros de cilindrada propriedade de Fred Abecassis, importador nacional. Como sempre os adversários mais directos eram os seus irmãos Roberto e Gaspar, que por essa altura tripulavam Ford A modificados para corrida.
Bibliografia - Vila Real 1931 - 1973, de Carlos Guerra
Fotografias - Hemeroteca Municipal de Lisboa



Porto, 1950

Circuito da Boavista 1950. O Osca-Maserati de Piero Carini lidera um grupo de concorrentes, seguido pelo Jaguar XK120 de Thomas Wisdom e os Allard J2 de Casimiro de Oliveira e José Cabral, sendo também identificável o BMW 328 de Manuel Nunes dos Santos. Felice Bonetto, em Alfa Romeo 8C 2900B "Mille Miglia", já ganhou avanço e irá ser o vencedor absoluto, depois de ter viajado de Itália para Portugal ao volante desse mesmo carro.

Bibliografia - http://restosdecoleccao.blogspot.pt/ - World Sports Cars Racing Prototypes
Foto - Centro de Documentação do ACP



Vila do Conde 1931

Disputado em Setembro de 1931, o I Circuito do Ave atraiu a Vila do Conde treze participantes divididos por duas categorias, Corrida e Sport. Tratava-se de completar 80 voltas a um percurso com 1,876 metros com a partida situada na avenida Bento de Freitas, quase em frente ao Casino.
O Jornal "A República" escrevia que a prova fora organizada pelo Automóvel Clube de Portugal e pela Comissão de Iniciativa e que apresentava "um policiamento seguro, ligações telefónicas completas, assistência clínica, etc". O piso tinha pouca qualidade e receava-se que a pista ficasse intransitável, o que não veio a acontecer.
Dada a partida às 16 horas, perante numeroso público, a prova viria a ser ganha por Roberto Sameiro, em Alfa Romeo 6C 1750, que venceu também a categoria Sport. Seu irmão Gaspar Sameiro, em Ford A 3200, venceu a categoria "Corrida",  tendo o Austin Seven de Alfredo Marinho completado o pódio.
À noite houve distribuição de prémios no Casino, constatando-se que não aconteceu "qualquer acidente desagradável" durante o fim de semana.

Bibliografia - Jornal "A República", Biblioteca José Régio, Vila do Conde
Fotografias - estúdios Carlos Adriano, Vila do Conde





Rampa da Arrábida 51

O Ford V8 "Ardum" do Conde de Monte Real dominou claramente o campeonato nacional de rampas de 1951, vencendo a esmagadora maioria das provas. Tratava-se de um carro ágil e leve, dotado de um motor cheio de força a baixa rotação que parecia especialmente concebido para este tipo de provas. A imagem mostra o Ford "Ardum" de Monte Real em plena subida para a Arrábida, cuja rampa viria a vencer. Sem capacete, naturalmente.


IV Rallye Internacional Lisboa (Estoril) 1950

Imagens do IV Rallye Internacional de Lisboa (Estoril), disputado em maio de 1950 por 80 participantes que tinham de percorrer cerca de 3 mil quilómetros até chegarem ao controle final no Estoril, onde se realizaram as provas complementares que ditaram a classificação.
Em baixo, à esquerda, o Ford Pilot V8 de Ken Wahrton, vencedor absoluto e, à direita, o pequeno MG TC de Joaquim Filipe Nogueira, segundo classificado da geral e melhor participante português.
Fotografias de Vera Futscher





Allard M Type e Lea Francis