Mille Miglia 2015

 Exactamente às 7 horas e 22 minutos do dia 1 de Maio de 1955 o Mercedes Benz 300 SLR tripulado por Stirling Moss e Dennis Jenkinson partia da Viale Venezia em Brescia para cumprir as mil milhas da corrida em estrada aberta que o levaria até Roma e regresso, via Pescara e Florença. Pouco mais de dez horas depois (10hrs, 07 min e 48 seg) este mesmo carro cruzava a meta em Brescia como grande vencedor desta grande clássica do automobilismo mundial, tendo realizado a impressionante média de 157 km/h. Stirling Moss esteve sempre ao volante, cabendo a Dennis Jenkinson a responsabilidade de zelar pela navegação, tendo ambos dessa forma realizado uma das mais notáveis "performances" automobilísticas de que há memória.
14 de Maio de 2015. No ano em que se celebram 60 anos sobre a vitória de Moss / Jenkinson teve lugar em Brescia a partida para a edição 2015 desta grande maratona, agora com a presença de uma equipa portuguesa formada por José Manuel Albuquerque e José Costa Simões que tripulavam o Frazer Nash Fast Tourer com o número 166. Este carro foi produzido em 1948, tendo sido o primeiro deste tipo a sair da fábrica AFN Limited em Inglaterra. Está equipado com um motor Bristol de origem BMW com seis cilindros em linha e 2,000 cc de cilindrada capaz de produzir 120 bhp de potência.
As Mille Miglia originais, aquelas que foram disputadas em estrada aberta como se de uma simples corrida de automóveis se tratasse, tiveram lugar entre 1927 e 1957, tendo a prova sido retomada a partir de 1977 mas agora em versão "regularidade histórica". Em vez das 10 horas consecutivas de velocidade pura de outrora os concorrentes à edição de 2015 tiveram nada menos que dois dias e duas manhãs para percorrerem um percurso ligeiramente superior ao da versão original (1590 km em 1955, 1800 km em 2015), com partida e chegada em Brescia e pernoitas em Rimini, Roma e Parma .
Aqui fica a primeira parte da crónica desta grande aventura.




Circuito do Campo Grande

O Campo Grande, em Lisboa, foi durante alguns anos o palco mais importante das corridas de automóveis em Portugal quer para provas do tipo "quilómetro de arranque quer para competições de velocidade. As imagens documentam (à esquerda) Gaspar Sameiro, vencedor do Circuito de 1932 na categoria "Corrida" ao volante de um Ford "Miller" e a partida para a corrida de "Sport" no evento de 1933.

Fotos - DigitArq, Arquivo Digital da Torre do Tombo



Circuito da Conraria, Coimbra 1927

A 7 de setembro de 1927 disputou-se pela primeira vez uma corrida de automóveis na cidade de Coimbra, uma organização do Sport Club Conimbricense que decorreu num percurso traçado na zona da Conraria ao qual acorreram milhares de espectadores. Na imagem vê-se um dos concorrentes a passar junto ao monumento a Joaquim António de Aguiar perante uma multidão entusiasmada.
Os vencedores nas diversas categorias foram:
Categoria Turismo - Bernardo Gouveia, em Lancia
Categoria Sport 1500 cc - Eduardo Ferreirinha, em Turcat Mery
Categoria Sport 3000 cc - Vasco Sameiro, em Cottin & Desgouttes
O Lancia de Bernardo Gouveia viria a ser declarado vencedor absoluto, o que levou o piloto a declarar à Gazeta de Coimbra que "o Lancia venceu devido à sua melhor adaptação aos caminhos a que em Portugal se dá o nome de estradas". Estava tudo dito.

Foto - Arquivo Digital da Torre do Tombo
Bibliografia - Gazeta de Coimbra, 8 de setembro de 1927



João Rezende dos Santos

Após um interregno de mais de dez anos ditado pela II Grande Guerra, o Circuito de Vila Real regressou em 1949 tendo despertado o  maior entusiasmo. Por razões óbvias o material disponível para competir não era de primeira ordem mas apesar disso a prova foi um sucesso e permitiu abrir caminho para outras corridas, essas sim de primeira grandeza.
A imagem documenta o Simca 8 de João Rezende dos Santos, um pequeno carro familiar equipado com um motor de apenas 1089 cc que venceu a primeira corrida destinada às cilindradas mais baixas, cumprindo as vinte voltas do programa à respeitável média de 83,629 km/h. A segunda corrida foi ganha pelo Allard K1 de José Cabral, que viria a ser considerado o vencedor absoluto depois de ponderados os resultados de ambas as corridas. João Rezende dos Santos terminaria no quinto lugar da classificação agregada, um resultado verdadeiramente notável que aqui se regista
Foto - Centro de Documentação do ACP
Bibliografia - O Circuito de Vila Real 1931 - 1973, de Carlos Guerra


O Sol da Meia Noite, parte II

Segunda parte da reportagem do "Tour to the Midnight Sun 2015" a que se junta um bem elucidativo texto de Nellie Bishop sobre as condições extremas que por vezes os participantes nesta maratona tiveram que enfrentar.
Fotos de JRS e Nellie & Charlie Bishop

"Today, dear readers, I shall regale you with tales of derring-do, verve, panache and élan: all essential qualities in a light cavalryman (obviously distinct from infantry on horses otherwise known as dragoon guards). We set off from Fru Haugans hotel in Mosjoen in the pouring rain. This was wet rain. This was rain that could penetrate old fashioned waterproofs within minutes. It was like swimming in rain. Proper, big drop rain. Arctic rain. Leaden skies, sullen clouds. (I think they have it now – move on, ed). Anyway, your brave correspondent and navigator continued in their customary fashion to laugh in the face of adversity. We  travelled hood-less, generating much admiration as usual from our fellow rallyists, several of whom asked us to be godparents to their children and one invited us to speak at the United Nations. Ok I made that bit up, there weren’t several godparent requests: only one. Actually, there wasn’t much admiration, only a little scratching of heads in wonderment at the stupidity of otherwise sane and intelligent people subjecting themselves to such horrendous conditions. But this is where the cunning bit comes in: we have modern waterproofs and we stay as warm and dry as if we were in a fancy limousine." 











O Sol da Meia Noite, parte I

É preciso tempo, algum dinheiro e muita, muita coragem. Foi com todos estes requisitos reunidos que Milu e José Romão de Sousa partiram no seu Aston Martin DB2 de 1950 para o Tour to the Midnight Sun 2015, uma épica maratona rodoviária que levou os participantes a percorrerem mais de 5,000 quilómetros através das estradas por vezes geladas da Suécia e Noruega até "embaterem" no Cabo Norte, uma falésia com 300 metros de altura situada na ilha de Mageroya que muitos consideram ser o ponto mais a norte da Europa. Não é, mas é como se fosse. 
Com partida de Gotemburgo, Suécia, os concorrentes seguiram para norte, passaram bem acima do Círculo Polar Ártico, continuaram pela E69 até ao Cabo Norte e depois desceram em direção a Bergen. Muitos quilómetros de estradas solitárias, muitas travessias em ferry "saltitando" de ilha para ilha e, principalmente, um festival de paisagens de cortar a respiração.  Como se isso não bastasse entre 14 de maio e 31 de julho é possível contemplar "o sol da meia noite", uma experiência única que recomendo vivamente a quem nunca por tal passou.
Avarias no Aston? Nem pensar. Foi sempre a andar e até deu para baixar a capota nalgumas etapas.
A título de curiosidade junto a previsão meteo para hoje no Cabo Norte: céu encoberto, temperatura máxima 1 C (real feel -5 C), ventos de 42 km/h e possibilidade de aguaceiros. Uma delícia de verão.
Fotos de José Romão de Sousa e Nelli & Charlie Bishop, cujo blog Charlie and Nellie Rallye faz um completo e divertido relato desta aventura. A propósito, esta equipa fez todo o percurso (come rain or snow) com o seu AC Bristol em versão cabrio. Isso mesmo, sem capota.
(Continua)






João Castello Branco no Rallye de Monte Carlo 1951 - Parte II


Fotos 7/8/9/10 - Passagens  na  famosa Curva do Gazómetro
Foto 11 - Passagem na  curva  St. Devote com subida para Mirabeau 
Foto 12 - Descida para acesso à longa curva do Túnel. Este recorte de um jornal inglês legendava o meu Pai como spanish driver. Os "bifes" sempre fizeram por nos ignorar.
Na 2ª PC Velocidade/Regularidade e tanto quanto consegui apurar (sujeitos a correção): 4º tempo C. Monte Real, 13º tempo J.Duarte Ramos Jorge, 19º tempo Manuel Nunes dos Santos e 25º tempo João Castello Branco.
Foto 13 - Cocktail de homenagem na sede do ACP. Da esq/dir em pé: Manuel Nunes dos  Santos, Carlos Vinhas, Júlio Bastos, C.Monte Real, Manuel Palma, João Freitas Branco (Representante ACP ao  Rallye e bastante mais conhecido como musicólogo), José Duarte Ramos Jorge, João  Graça e João Castello Branco; em baixo Alberto Graça, Jaime Azarujinha, Abílio Lobo, Clemente Cardoso Pinto e José Carvalhosa.

Para a história ficaram as nossas classificações:

2º C.Monte Real/Manuel Palma/Fernando Mascarenhas em Ford
8º Manuel Nunes dos Santos/Júlio Bastos em BMW 340
14º José Duarte Ramos Jorge/Calçada Bastos em Hotchkiss 686
19º João Castello Branco/Clemente Cardoso Pinto/José Carvalhosa em Vanguard
96º Carlos Pinto Coelho/C.Santos em Riley 2.5
102º Alves Brito/M.Ferreira em Frazer
109º João Lacerda/Jaime Azarujinha em Citroen 15/6
119º João Graça/Alberto  Graça em Simca 8
165º Montes Leal/Silva Tavares em Morris
179º Manuel Marçal Mendonça/Luis Filipe Aguiar em Simca 8 Sport

Texto e fotos de João Castello Branco








João Castello Branco no Rallye de Monte Carlo 1951 - Parte I

Rallye de Monte Carlo 1951
Partiram 337 equipas (12 portuguesas a partir de Lisboa)
Para quem partiu de Lisboa a prova de estrada ligou a nossa capital a Reims e daqui, com passagem por Paris, até Monte Carlo (aprox 3000 Km)
Chegaram a Monte Carlo 281 equipas (10 portuguesas)
Na estrada ficaram:
Ferreira Oliveira/Santos Pinto em Lancia
Duarte Gonçalves/J.Arroyo Nogueira Pinto em Nash
Chegaram penalizados:
Montes Leal/Silva Tavares em Morris
Manuel Marçal Mendonça/Luis Filipe Aguiar em Simca 8 Sport
João Graça/Alberto Graça em Simca 8

Agora passo a identificar as fotos enviadas

Foto 1 - Partida de Lisboa do  Vanguard nº 320 com a equipa João CB, Clemente Cardoso Pinto e José Carvalhosa -  Como o  meu Pai dizia, preparadíssimos, com farois de nevoeiro e pneus para pisos seco, molhado e neve, 4 montados e dois na bagageira. Acrescento eu, uma cinta para o capot e umas aplicações no interior do pára-bisas dianteiro, que  julgo serem desembaciadores eléctricos (alta tecnologia, portanto).
Foto 2 - Imagens de provável passagem na zona dos alpes franceses.
Foto 3 - Em Monte Carlo partida para a 1ª Prova Complementar de Arranque e Travagem em 250 m (do acumulado dos tempos desta PC mais o resultado da prova de estrada, apuravam-se os primeiros 50 da geral para a 2ª PC).
Foto 4 -  Classificação dos 50 primeiros na  1ª PC em que se destacam o 4º lugar de C.Monte Real  em Ford, o 6º lugar (ex-aequo) de J.Castello Branco em Vanguard, o 13º lugar (ex-aequo) de Manuel Nunes dos Santos em BMW e o  48º lugar (ex-aequo) de João Graça em Simca 8, este último devido à penalização  na  estrada não ficou selecionado para a 2ª PC.
Além das três primeiras equipas mencionadas foi também apurada para a 2ª PC a equipa de José Duarte Ramos Jorge (primo direito do meu Pai) em Hotchkiss que apesar de deixar ir abaixo o motor durante a 1ª PC (com um tempo para lá do  50º) se classificou em 46º lugar da geral.
Foto 5 -   Croquis do  circuito do Mónaco em  que se disputou a 2ª PC - Regularidade/Velocidade e regras gerais da prova e respectivo cálculo da classificação. Cada carro fazia 6 voltas, duas de reconhecimento e quatro a contar tempo com partida lançada. Para a classificação contava a volta mais  rápida e o menor tempo de diferença entre esta e as restantes três voltas.
Foto 6 - Partida para a 2ª PC Velocidade/Regularidade

O meu Pai falava contava sempre o episódio da aproximação à chicanne (na  descida do túnel do  Casino) quando ficou sem pingo de travões, com o motor a engolir uma 2ª a 120 Km/h (a caixa era de 3 velocidades) e o Cardoso  Pinto a voar lá  dentro juntamente com os  cronómetros e o carro a raspar o muro da saída . A  partir dali foi, como ele dizia, à portuguesa e fé em Deus e fez as quatro voltas de classificação  sem travões. Apesar disso conseguiu o 25 º  lugar na   PC que lhe deu o 19º na geral. Permita-me  a imodéstia, mas foi notável.
(Continua)
Texto e fotos de João Castello Branco 






A Partida

Lisboa, rua Rosa Araújo, junto da sede do ACP. Partida da equipa nº 48 concorrente ao Rallye de Monte Carlo de 1952 formada pelo Conde de Monte Real e Manuel Palma, que tripulavam um Simca Aronde. Este era um dos setenta e três automóveis que escolheram a capital portuguesa para fazerem o percurso de ligação até Monte Carlo, num total de trezentos e vinte e oito participantes. Porém, a falta de fiabilidade do carro impediu a experiente equipa portuguesa de terminar a prova, a mais dura do calendário internacional daquela época.
O Conde de Monte Real tinha obtido um excelente segundo lugar na edição do Rallye de Monte Carlo do ano anterior ao volante de um Ford 100 cv, já com Manuel Palma por companhia. A escolha do modesto Simca 9 Aronde, equipado com um motor de 1221cc que debitava apenas 45 cv de potência, poderá ter sido fatal para as ambições dos portugueses. Não obstante, um exemplar deste carro saído aleatoriamente da linha de montagem conseguiu em 1952 percorrer 100 mil quilómetros seguidos no circuito de Monthléry sem qualquer espécie de problema mecânico. Chapeau!
Foto - Bibioteca de Arte Calouste Gulbenkian, estúdios Horácio Novais.





Duelo ao Entardecer

III Circuito de Vila do Conde, disputado a 31 de Agosto de 1952. Vasco Sameiro, no Ferrari 225S nº 20,  partiu da "pole" e vai comandar a corrida até à quarta volta, altura em que desistirá por avaria (diferencial partido). Casimiro de Oliveira segue logo a seguir num carro idêntico e acabará por ser o grande vencedor da tarde com larga vantagem sobre o segundo classificado, D. Fernando Mascarenhas, que também tripulava um Ferrari 225S.
O III Circuito de Vila do Conde foi preparado em apenas três dias por um grupo de "carolas" vilacondenses formado por Zacarias Peixoto, Eduardo Pinto, José Teixeira da Silva e Miguel Ferreira. Contando com o apoio do ACP e do Presidente do Município, Bento Amorim, os organizadores conseguiram montar duas corridas: uma para carros até 1500 cc de cilindrada e outra para motores de capacidade superior que mais parecia um troféu monomarca, já que foi disputada por cinco Ferraris: três  225S, um 340 America e um 166MM
Fotografia do jornal "O Volante"
Bibliografia - jornal "Renovação" de 6 de Setembro de 1952. Biblioteca José Régio, Vila do Conde.


Simon Knudsen Hansen

À primeira vista não parece mas o concorrente nº 125 ao VI Rallye Internacional de Lisboa (Estoril), Simon Knudsen Hansen, é tão português como qualquer um de nós. Descendente do Capitão Didrik Knudsen, um norueguês que em 1882 chegou a Lisboa a bordo do seu navio "Professor Mohn" e por cá foi ficando, Simon Knudsen Hansen viria a distinguir-se como piloto de automóveis ao volante de um HRG, como consta de uma história aqui publicada anteriormmente. Em 1952 conquistou um notável sétimo lugar absoluto na edição desse ano do Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) tripulando um Aston Martin DB2.
Foto - Centro de Documentação do ACP


A Maior Aventura do Mundo

Em 1907 um pequeno grupo de "gloriosos malucos" propôs-se fazer aquilo que na altura muitos consideravam ser "A Maior Aventura do Mundo", a ligação Pequim-Paris por via terrestre. Eram cerca de 13 mil quilómetros para percorrer através das montanhas e desertos da China, Mongólia, Rússia, etc, numa época em que as estradas eram virtualmente inexistentes, os automóveis (?) pouco fiáveis e a insegurança generalizada. O primeiro carro a chegar a Paris foi o ITALA vermelho do Príncipe Borghese, uma proeza extraordinária que teve eco em todo o mundo e faria com que a partir de então todos os carros de competição feitos em Itália tivessem a cor vermelha.
"Fast Forward" para 2007 quando nada menos que 133 automóveis "clássicos" convergem em Pequim para cem anos depois reviverem a grande aventura. Por coincidência (ou não) o número 100 seria atribuído à equipa portuguesa formada por Milu e José Romão de Sousa, que tripulavam um MG Magnette ZA de 1956. Trinta e cinco dias depois, após 12,642 km percorridos através de montes, desertos e vales com muitas peripécias à mistura, a valente representação nacional chegou a Paris intacta, com o carro a funcionar e dentro do tempo previsto para cumprir a gigantesca aventura. Chapeau!
A fotografia em B&W (de autor desconhecido) documenta o ITALA do Príncipe Borghese a ser empurrado algures num local remoto. As restantes imagens  são de Gerard Brown
Nota - Não deixem de ver a tabela com os percursos diários. Impressionante.









III Rallye de Miramar 1950

Vitória de João Castello Branco no III Rallye de Miramar na classe 2,000 cc ao volante de um Standard Vanguard. Junta-se o relato de João Castello Branco filho:
"Continuando no ano de 1950 envio-lhe elementos sobre a participação no III Rallye Miramar (uma foto de uma travagem de uma complementar; um croquis das complementares; um recorte com as classificações e uma foto da entrega de prémios)
O rallye além de uma prova de estrada teve 2 complementares, com as seguintes classificações:
1ª PC 
1º Cemente Menéres - Ford - 20,60 segundos
2º JCB - Vanguard  - 21,31
3º Duarte Gonçalves -  Nash - 21,36
4º Joaquim Filipe Nogueira- MG - 21,39
5º C. Monte Real - Allard - 21,69
  
2ª PC
1º  Clemente Menéres - Ford - 1.11,27 m
2º C.Monte Real - Allard - 1.11,26
3º  Mário Guimarães - Lancia - 1.12,15
4º António Joaquim Correia - Ford - 1.13,79
5º  Joaquim Filipe Nogueira - MG - 1.14,03
13º JCB - Vanguard - 1.17,90
Os valores que serviram para ordenar a classificação geral constituiram-se na base de 1 ponto por cada segundo de tempo gasto em cada PC. Como só possuo os valores relativos à Geral e à 2ª PC obtive os relativos à  1ª PC por  diferença, correndo o risco de errar devido a uma qualquer penalização atribuída e que desconheço. Fica a ressalva.
Na fotografia de grupo reconheço apenas nos sentados da esq/dir: em 5º lugar o Conde Monte Real seguido do meu Pai e do Joaquim Filipe Nogueira.É provável que o 4º seja o Clemente Menéres a avaliar pelo nº de taças."