Não é consensual a data que terá marcado o início do automobilismo no nosso país em qualquer das suas vertentes: competição, turismo ou concurso. Porém será razoavelmente seguro considerar que o Napier do senhor Rugeroni Garcia, que aqui vemos a desfilar na Parada de Cascais em 1909, terá sido um dos primeiros a tomar parte numa competição (concurso, neste caso) automóvel em Portugal.
ALVIS Speed 20 SA - Procedimentos de arranque do motor
Aqui se dá conta do complexo procedimento de arranque do motor do Alvis Speed 20 SA de 1932 que pelas mãos de José e Manuel Romão de Sousa participou na edição 2016 do Flying Scotsman Rallye, prova de resistência destinada em exclusivo a automóveis construídos antes da II Guerra Mundial.
A fotografia do Alvis a atravessar um curso de água é da autoria de George Brown
A fotografia do Alvis a atravessar um curso de água é da autoria de George Brown
Os "Especiais" de Henrique Lehrfeld
Nascido em 1897 Henrique Lehrfeld viria a tornar-se num dos mais bem sucedidos pilotos portugueses de automóveis na década de 30, distinguindo-se especialmente ao volante de carros de corrida de marca Bugatti. Porém, alguns dos automóveis que marcaram a sua vida privada tiveram tanta ou mais relevância que aqueles que utilizou na sua carreira desportiva. Aqui ficam dois exemplos:
- Em cima, o extraordinário carro de pedais de marca desconhecida em que um muito jovem Henrique Lehrfeld já dava claros sinais daquilo que queria fazer na vida. A fotografia será da primeira década do século XX.
- Em baixo, o casal Lehrfeld passeando por Lisboa no seu raríssimo Gardner Roadster, um carro construído em St Louis, Estados Unidos, por uma empresa com o mesmo nome que existiu apenas entre 1920 e 1931. Note-se a chapa de matrícula com a inscrição "Experiência".
Desconhece-se o paradeiro destas duas preciosidades.
Com agradecimentos a Linda Raposo de Magalhães e família Lehrfeld.
Com agradecimentos a Linda Raposo de Magalhães e família Lehrfeld.
Escreve Robert Garner:
"Hi Jose,
Thanks for the picture, it is one I have not seen before. The car is a 1930 Model 150 Gardner Sport Roadster. Powered by the large Lycoming engine
299 CID and 126 HP. Gardner used two different roadsters for 1930; this is the later one, and
was built between Feb and July 1930."
Bob Gardner
Os Carros "portugueses" de Charles Howard
Charles Howard é hoje uma das maiores autoridades mundiais no difícil e sofisticado mercado internacional de "clássicos". O livro An AUTObiography (Piston Power Press Ltd, 2014) conta a sua história desde o dia em que resolveu comprar uma modesta oficina / estação de serviço em Londres , Coys of Kensington, para montar um negócio de compra e venda de automóveis antigos que mais tarde viria a transformar-se na importante empresa internacional de leilões que existe hoje com o mesmo nome (COYS). Sempre atento ao mercado e às evoluções do mundo Charles Howard encontrou nos "problemas" de Portugal no pós-25 de Abril uma oportunidade de ouro para enriquecer a sua já então magnífica colecção. Desde logo com a aquisição do extraordinário Hispano-Suiza H6C 8 Litre Factory Competition Version que pertenceu a José Bandeira / Alves dos Reis durante o louco ano de 1925, carro que aparece na capa e na primeira página do livro, tal a sua importância. Mas não se ficariam por aqui as "compras" de Charles Howard no nosso país durante um período em que os portugueses pareciam apenas preocupados com o PREC e suas consequências. Ora vejam.
Este Mercedes-Benz Type 290 Stromlinien-Limousine de 1935 (em baixo) foi também encontrado em Portugal em meados da década de 70. Caracteriza-se por ter uma "barbatana" longitudinal que percorre toda a carroçaria, único exemplar deste modelo com este tipo de preocupação "aerodinâmica". O carro pertence hoje ao Museu Daimler-Benz de Stuttgart, o que diz bem da sua relevância para a história da marca.
Outro carro particularmente interessante "descoberto" em Portugal por Charles Howard foi o Austro Daimler "Bergmeister" chassis nº 27019/62 de 1932. Apenas 50 exemplares deste modelo concebido por Ferdinand Porsche foram produzidos devido à crise económica que abalou o mundo e os Estados Unidos em particular durante os anos 30.
O extraordinário Talbot Lago Super Sport de 1938 da imagem que se segue foi também português e, nas palavras do autor do livro, vendido para Inglaterra durante o conturbado período que se seguiu à "feliz" transição de ditadura para democracia no nosso país. Por razões comerciais ainda não completamente esclarecidas este carro tinha a marca Darracq em Portugal. A lindíssima e invulgarmente (para a época) aerodinâmica carroçaria é da autoria de Figoni.
Na garagem do agente Ford para a cidade do Porto estavam o elegante Pierce Arrow 8-Limousine de 1937 (esq), um dos últimos automóveis produzidos por esta magnífica marca americana antes de declarar falência e o interessante Ford AA "Camping Wagon" (dir) cujo interior oferecia um amplo espaço para refeições que podia converter-se rapidamente num quarto com dois beliches com capacidade para quatro pessoas.
Campo Grande 1932
Em 1932 disputou-se o IV Quilómetro de Arranque e o Concurso de Elegância do Campo Grande, em Lisboa. Para a prova de velocidade existiam duas categorias, "Sport" e "Corrida", que viriam a dar os seguintes resultados:
- Em "Sport" o vencedor foi Jaime Gonçalves, em Ford, que conseguiu uma média de 85,571 km/hora, seguindo-se Luis Faleiro em Isotta-Fraschini e José Alves Lopes em Morris.
- Em "Corrida" a vitória seria para Eduardo Ferreirinha, também em Ford, que registou a impressionante média de 109,265 km/hora, ficando o segundo lugar para Manuel Nunes dos Santos em Bugatti e o terceiro para Abel pessoa em BNC.
O Rolls Royce de José Rugeronni venceu o Concurso de Elegância cujo júri era formado pelos senhores Matheus Oliveira Monteiro, Francisco Ribeiro Ferreira, D. Pedro de Lencastre e António Guedes de Herédia.
Cerca de 15 mil pessoas assistiram ao evento cuja receita reverteu para os pobres de Lisboa.
Bibliografia - Texto e fotos de "Ilustração"(Aillaud, Ed.), 1932.
Bibliografia - Texto e fotos de "Ilustração"(Aillaud, Ed.), 1932.
O Ford de Eduardo Ferreirinha e o BNC (em primeiro plano) de Abel Pessoa
Flying Scotsman 2016
VIII Edição do Flying Scotsman, prova organizada pela Endurance Rallye Association (ERA) que tem lugar entre 15 e 17 de Abril de 2016 nas estradas da Escócia com partida junto do Belvoir Castle e chegada em Gleneagles. Os cerca de 1,200 km do rallye serão percorridos em três dias por 113 equipas tripulando automóveis produzidos antes da II Grande Grande Guerra Mundial. Como habitualmente o nosso país está representado pela equipa José Romão de Sousa / Manuel Romão de Sousa que tripulam um Alvis Speed 20 SA de 1932 com o nº 49.
As fotos são de José Romão de Sousa.
Matheus Oliveira Monteiro
Na história do automobilismo em Portugal constam dois Matheus Oliveira Monteiro, por sinal pai e filho. O primeiro, nascido no Porto em 1874, deixou a sua marca em 1906 ao fazer os dois mil quilómetros da ligação Paris - Lisboa ao volante do seu Hotchkiss à então extraordinária média de 40 km/hora. Foi também a primeira pessoa a obter uma "carta de condução" no norte do país, como se confirma pelo documento junto. O filho, Matheus Ferraz Oliveira Monteiro, foi um conhecido homem de negócios ligado ao comércio automóvel sendo agente da Lancia em Lisboa e proprietário de um dos poucos automóveis produzidos pela marca "Jean Gras" durante a sua curta existência (1924-1927). Participou em alguns concursos de elegância automóvel com este carro mas não se lhe conhecem participações em provas desportivas.
O carro de Alves dos Reis e Cia
Encontrado agora à venda no stand de Francisco Pueche na Techno Classica de Essen este belíssimo Hispano-Suiza H6C "Boulogne" 8 Litre Competition (chassis #11441) era em 1925 o automóvel de passeio de Alves dos Reis e do seu cúmplice José Bandeira, cujo nome aparecia como titular no registo automóvel. Recorde-se que estes dois personagens foram os principais responsáveis por uma das maiores burlas do século XX que envolveu o Banco de Portugal e o recém formado Banco de Angola e Metrópole, fundado pelos falsários para "branquear" as notas não autorizadas emitidas pela mesma empresa que produzia as notas legítimas que circulavam em Portugal.
Embora se tratasse de um carro de corrida não se conhecem até ao momento registos da sua participação em eventos desportivos realizados em Portugal. Após a prisão de Alves dos Reis e José bandeira o Hispano-Suiza foi leiloado em hasta pública em 1927, permanecendo em Portugal até 1976, altura em que foi vendido para Inglaterra.
A designação "Boulogne" destina-se a celebrar a vitória de um outro Hispano-Suiza pilotado por Paul Dubonnet na Coupe George Boillot de 1921, prova disputada no Circuito de Boulogne.
A designação "Boulogne" destina-se a celebrar a vitória de um outro Hispano-Suiza pilotado por Paul Dubonnet na Coupe George Boillot de 1921, prova disputada no Circuito de Boulogne.
II Quilómetro Lançado das Caldas da Raínha
Disputou-se a 7 de Setembro de 1930 a segunda edição do Quilómetro Lançado das Caldas da Raínha, prova dirigida pelo Conde de Fontalva que teve lugar na chamada "recta da Tornada" num troço de estrada que os concorrentes declararam "em mau estado". De facto a pista apresentava-se tão mal tratada que os pilotos inscritos para a prova de motos decidiram não participar. Apesar disso os automóveis mantiveram-se na corrida tendo Henrique Lehrfeld, em Bugatti (na foto), vencido a categoria "Corrida" à velocidade de 178 km/hora enquanto que a vitória em "Sport" caberia a Luis Faleiro, em Isotta, à média de 125 km/h. Uma senhora, madame La Caze de Noronha, participou ao volante de um Amilcar e cumpriu o percurso à respeitável velocidade de 73 km/hora.
Bibliografia - Primeiro Arranque, de Vasco Callixto
O Record
Às 3 horas da madrugada do dia 19 de março de 1930 uma equipa formada pelos destemidos automobilistas engº Palma de Vilhena, José Ventura Franco e Constantino Mouton Osório partiu de Lisboa num automóvel "La Licorne" de 5 cv em direcção ao Porto. O objectivo era fazer a viagem de ida e volta em menos de um dia e estabelecer assim um record para os 750 km do percurso. Ventura Franco e Palma de Vilhena repartiram entre si a condução enquanto que Mouton Osório, um conhecido motociclista, era apenas passageiro. O La Licorne passou pela primeira vez no controle de Coimbra às 8:20 horas e chegou ao Porto às 11.30. Para a viagem de regresso a equipa partiu da Invicta às 13:35, controlou em Coimbra às 15:24 e chegou a Lisboa às 21:30, tendo cumprido a ligação em exatamente 15 horas e 54 minutos, o que dá uma média horária de cerca de 45 km/h.
O "La Licorne" montou pneus Englebert 12x45 já com 12 mil quilómetros de uso mas não teve qualquer furo ou necessidade de trocar rodas. O motor consumiu apenas 2,5 litros de óleo Castrol.
Bibliografia - jornal O Volante", Biblioteca Nacional.
Tentativa Falhada no Parque
Em 1934 disputou-se o I Circuito do Parque Eduardo VII, prova organizada pelo Governo Civil de Lisboa em colaboração com o ACP que compreendia duas jornadas, uma disputada a 3 de Junho e outra um mês depois. A primeira jornada incluiu um corrida de motos e duas corridas de automóveis: uma de "baixas cilindradas" e outra de "grandes cilindradas". No final do programa Henrique Lehrfeld apresentou-se em pista com o seu Bugatti de corrida para uma tentar bater o record da volta mais rápida ao circuito. Mas as coisas não correram bem desta vez ao consagrado piloto lisboeta: logo na primeira volta o carro galgou o passeio, derrubou três árvores, voltou uma maca do serviço de socorros e em consequência Lehrfeld teve de receber tratamento no hospital. A fotografia gentilmente cedida pela família contém a legenda "Ai! Ai! a maca" como que a lembrar o que aconteceu naquela tarde de Julho.
Bibliografia - Primeiro Arranque, de Vasco Callixto
Monte Carlo 1953
A equipa portuguesa formada por Alberto Graça / Filipe Nogueira, ao volante do Porsche 356 com o número 373, foi uma das que escolheram Lisboa para ponto de partida da edição XXV do Rallye de Monte Carlo disputada em 1953. Esta equipa ficaria na história por ter sido a única (até hoje) de nacionalidade portuguesa a vencer uma complementar desta grande clássica do automobilismo mundial ao conquistarem o primeiro lugar absoluto na Prova de Aceleração e Travagem. Apesar deste triunfo os portugueses não lograram melhor que o 49º lugar na classificação geral.
No vídeo que se junta é possível ver ao minuto 04.00 uma passagem do Porsche dos portugueses num percurso de montanha em condições meteorológicas verdadeiramente difíceis.
Quilómetro Lançado do Mindelo 1930
A recta do Mindelo tinha um par de quilómetros de extensão e fazia parte da estrada que ainda hoje liga Vila do Conde ao Porto. Dotada de um piso de asfalto em excelentes condições rapidamente se tornou na "pista" mais rápida de Portugal permitindo que em 1930 os automóveis de corrida atingissem velocidades da ordem dos 200 km/hora, coisa até então nunca vista no nosso país. Foi o caso da prova chamada "Quilómetro Lançado do Mindelo" disputada em Novembro de 1930 e que atraiu nada menos que 32 concorrentes, 26 em "Sport "e 6 em "Corrida". Henrique Lehrfeld, em Bugatti, (na foto) viria a ser o grande vencedor à média de 194,122 km/hora, com Vasco Sameiro (Alfa Romeo) em segundo e Eduardo Ferreirinha (Ford) em terceiro, isto na categoria "Corrida". Em "Sport" o primeiro lugar foi para Roberto Sameiro (Alfa Romeo) à média de 133,704 km/hora.
Note-se que Henrique Lehrfeld tinha vencido dois meses antes o II Quilómetro Lançado das Caldas mas na altura não conseguiu ir além dos 178,120 Km/hora de média, uma velocidade substancialmente inferior aquela atingida no Mindelo.
Bibliografia - Primeiro Arranque, de Vasco Callixto
Fiat 1100 TV e Volkswagen
Mais duas provas de rallye em que João Castello Branco participou com carros completamente diferentes, a saber: o Troféu Turístico Shell de 1956 que disputou ao volante do Fiat 1100 TV aqui visto na Rampa da Pena e a VIII Volta a Portugal em que partilhou um Volkswagen com Salvador Pimentel. Nesta última prova é de salientar o facto de ter sido obrigatório o uso de capacete, uma das primeiras vezes em que tal aconteceu.
Estas provas marcam o final da carreira automobilística de João Castello Branco que ao virar a página dos 40 anos de idade resolveu dar um novo rumo à sua vida. Apesar de ter começado tarde (aos 33 anos de idade) ainda foi a tempo de deixar uma marca importante na história do automobilismo em Portugal.
Com agradecimentos a seu filho João Castello Branco por nos ter facultado um notável e bem organizado espólio que ao longo de alguns meses tivemos o privilégio de dar a conhecer neste espaço. Bem haja.
Estas provas marcam o final da carreira automobilística de João Castello Branco que ao virar a página dos 40 anos de idade resolveu dar um novo rumo à sua vida. Apesar de ter começado tarde (aos 33 anos de idade) ainda foi a tempo de deixar uma marca importante na história do automobilismo em Portugal.
Com agradecimentos a seu filho João Castello Branco por nos ter facultado um notável e bem organizado espólio que ao longo de alguns meses tivemos o privilégio de dar a conhecer neste espaço. Bem haja.
Maria La Caze de Noronha
De 20 a 25 de Junho de 1933 disputou-se a II Grande Prova de Resistência a que mais tarde se haveria de chamar II Volta a Portugal. Consistia num percurso de 1,800 quilómetros dividido em seis etapas e quatro provas complementares, uma verdadeira maratona que levaria os dezasseis concorrentes a percorrer o país através de estradas de qualidade no mínimo duvidosa. Entre estes contava-se uma senhora, Maria La Caze de Noronha, que tripulava um "Amilcar" e consegui alguns resultados dignos de nota. Não só terminou a Volta em sexto lugar da geral como acabou por vencer a quarta complementar disputada em Tomar, tendo ganho também a Taça de Senhoras. João Gelweiller, em Terraplane, foi o vencedor absoluto.
Bibliografia - Primeiro Arranque, de Vasco Callixto
Bibliografia - Primeiro Arranque, de Vasco Callixto
Fórmula de Combustível
Em Junho de 1935 disputou-se no Circuito da Gávea o III Grande Prémio do Rio de Janeiro, prova que segundo os jornais da época terá sido presenciada por meio milhão de espetadores. Estiveram presentes três pilotos portugueses: Henrique Lehrfeld e Almeida Araújo em Bugatti T37A e Nunes dos Santos em Adler. Poucos dias antes da corrida Henrique Lehrfeld recebeu do piloto brasileiro Manuel de Tefflé a fórmula do combustível que este iria utilizar no seu Alfa Romeo. Os portugueses terminaram a corrida no segundo (Lehrfeld) e terceiro (Araújo) lugares ao fim de quatro horas de prova.
Licenças
Henrique Lehrfeld nasceu em S. Bento, Lisboa, no dia 7 de Junho de 1897 tendo falecido a 16 de Agosto de 1965 depois de ter construindo uma brilhante carreira automobilística em Portugal e no estrangeiro. Notabilizou-se ao volante de vários Bugattis, marca que preferia a qualquer outra. Um dos seus carros permanece em Portugal na coleção do Museu do Caramulo. Aqui se revelam as suas licenças desportivas destinadas a uso internacional. Mais tarde iremos divulgar mais documentos e imagens gentilmente cedidos pela sua família para publicação neste espaço.
Ferrari 250 MM
Junho de 1953. Os Ferrari 250 MM Spider Vignale de Vasco Sameiro (nº 2, #288MM) e Casimiro de Oliveira (nº 3, #0330 MM) em luta renhida durante o III Grande Prémio de Portugal disputado no circuito da Boavista. O vencedor da corrida seria José Nogueira Pinto, também em Ferrari 250 MM, ficando Casimiro de Oliveira no segundo lugar. Vasco Sameiro não terminou.
Dos dezasseis carros à partida apenas seis terminaram a corrida, todos de marca Ferrari. A prova teve mais de três horas de duração e só o vencedor completou as 60 voltas previstas.
Dos dezasseis carros à partida apenas seis terminaram a corrida, todos de marca Ferrari. A prova teve mais de três horas de duração e só o vencedor completou as 60 voltas previstas.
Talbot Lago
O Talbot Lago 4L com que João Castello Branco participou no Quilómetro Lançado e de Arranque de Esposende de 1949 viria mais tarde a ser adquirido por um colecionador português e cedido ao Museu Automóvel de Málaga onde hoje se encontra.
Pneus de Reserva
Esta fotografia de Rudolfo Mailander mostra os pneus de reserva (com correntes) do Citroen 15/6 cyl de João Lacerda / Jaime Azarujinha durante o Rallye de Monte Carlo de 1952. A equipa portuguesa terminou a prova em 13º lugar, a melhor classificação entre os carros da marca.
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