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1000 km de Nurburgring 1959

O Maserati 300 S da Scuderia Centro Sud pilotado por Mário Araújo Cabral / Nogueira Pinto terminou os 1000 km de Nurburgring 1959 no oitavo lugar da classificação geral, a quatro voltas da equipa vencedora, Stirling Moss / Jack Fairman em Aston Martin DBR1. Na corrida inscreveram-se também Francisco Marques Pinto / Joaquim Correia de Oliveira, em Alfa Romeo 1300, mas não passaram dos treinos.
Fotos - George Phillips /Mark Schultz


Rallye ao Porto 1952

Abril de 1952, II Rallye ao Porto. Na pista do Estádio do Lima surge em primeiro lugar o Porsche 356 pre-A de Manuel Dílio da Silva, um dos primeiros a serem registados em Portugal, que terminaria a prova no 5º lugar da classificação geral vencendo o IV grupo da Turismo.
O Estádio do Lima já não existe mas o Porsche 356 matrícula FF-17-40 foi restaurado e continua em Portugal.


Jorge Seixas

Circuito da Boavista 1953. O Ferrari 225S #0180 ED de Jorge Seixas terminaria a corrida em sexto e último lugar a sete voltas do vencedor, Nogueira Pinto, que guiava um Ferrari 250 MM. Engenheiro de profissão e residente em França o português Jorge Seixas tinha muito pouca experiência de corridas quando se apresentou no III Grande Prémio de Portugal de 1953 ao volante do Ferrari 225S propriedade do Conde da Covilhã que no ano anterior tinha sido utilizado por Casimiro de Oliveira. Andou sempre em último lugar mas o seu desempenho foi melhorando gradualmente ao longo da prova acabando por realizar a volta mais rápida entre todos os carros deste modelo.
Bibliografia - Ferrari em Portugal, de Manuel Taboada


Monsanto 59

O BRM Type 25 de Ron Flockhart (nº 8) prestes a ser ultrapassado pelo bem mais rápido Cooper-Climax T51 de Stirling Moss (nº 4) que viria a vencer o Grande Prémio de Portugal de 1959 disputado no circuito de Monsanto.
Foto - George Phillips


Ferrari 340 America Vignale Berlinetta

Casimiro de Oliveira junto do seu Ferrari 340 America Vignale chassis #0082A com o qual venceu o I Grande Prémio de Portugal disputado em Junho de 1951 no circuito da Boavista. Tal como era comum na época o carro ostentava no local da chapa de matrícula o número indicativo do chassis.
No ano seguinte este Ferrari permaneceu em Portugal participando em pelo menos três corridas guiado por José Arroyo Nogueira Pinto. Em 1953 foi vendido para o exterior e nunca mais voltou.


Casimiro em Fórmula 2

Poucas pessoas o saberão mas Casimiro de Oliveira realizou em 1953 um teste ao volante de um Ferrari 500 de Fórmula 2 na pista italiana de Modena a convite de Enzo Ferrari. Este era o mesmo chassis que Alberto Ascari levou à vitória no grande Prémio de Itália de 1952 numa época em que o Campeonato do Mundo era disputado por carros de Fórmula 2. O piloto português terá estado ao volante durante cerca de 20 minutos e consta que os tempos por volta foram animadores. Após o teste  Casimiro de Oliveira adquiriu um Ferrari 250 MM Spider Vignale para si próprio.
A foto é do jornal "O Volante"



A Estreia do Etnerap

António Augusto Parente, visto aqui em pé junto da sua obra, foi um dos construtores artesanais portugueses inscritos no Circuito de Monsanto de 1953 na categoria de carros com motores até 1,100 cc de cilindrada. O seu Etnerap (anagrama de Parente) foi construído sobre uma base Fiat 1100 equipada com um motor que debitava cerca de 70 cavalos, potência relativamente modesta mas suficiente para transformar esta pequena "barchetta" num verdadeiro carro de corrida. Ao volante está João Castello Branco, que pilotou o Etnerap no Circuito de Monsanto mas que aqui se apresenta durante a estreia do carro em competição na Prova de Perícia e Condução do Sporting realizada a 25 de Abril de 1953. Terminou no 2º lugar da Classe D.
Com agradecimentos a Ângelo Pinto da Fonseca.


Alfa Romeo Giulietta Sprint Speciale

O Alfa Romeo Giulietta Sprint Speciale que aqui vemos no final da Volta à Madeira de 1961 onde foi tripulado por Abílio Correia Lobo veio para Portugal em 1959, tendo sido utilizado por "Mané" Nogueira Pinto nalgumas corridas, nomeadamente em Vila do Conde. No ano seguinte passou para as mãos de Fritz D´Orey por troca com um Ferrari que este possuía na altura. Em 1960 foi com este carro que o piloto luso brasileiro fez a viagem até Le Mans onde iria disputar as 24 Horas desse ano ao volante de um Ferrari 250 GT. Depois, durante os treinos de qualificação aconteceu o terrível acidente que o deixou em coma durante vários dias e ditaria o fim da sua carreira automobilística. Nunca mais se lembrou do Alfa Romeo.
Projectado por Franco Scaglione o Alfa Romeo Giulietta Sprint Speciale estava equipado com um motor de apenas 1300 cc que debitava mais de 100 cavalos de potência, um prodígio para a época.


Citroen Traction 15/6

Depois de ter participado na edição de 1951 do Rallye de Monte Carlo com o Citroen Traction 15/6 matrícula GG-13-82 João Lacerda voltaria ao "Monte" nos dois anos seguintes com o HF-16-83, um carro idêntico ao anterior. Em 1953 fez equipa com Harry Rugeroni e viria a terminar a prova na 43ª posição, um resultado mais que honroso se pensarmos que chegaram ao fim 346 das 404 equipas que compareceram à partida.


D. B. Panhard

O D. B. Panhard de José Emídio da Silva (desconhemos o nome do copiloto) visto aqui à partida de Lisboa para o VI Rallye Internacional de Lisboa não conseguiu terminar a prova mas foi seguramente um dos automóveis mais extraordinários que nela participaram ao longo das suas várias edições. Inscrito na classe 5 (motores até 750 cc) tinha como adversários directos nada menos que quatro  Dyna Panhard que acabaram por conquistar os lugares de topo na categoria.
O VI Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) de 1952 teve mais de uma centena de inscritos que partiram de diversas cidades europeias (Londres, Milão, Bruxelas, Monte Carlo, Berna, Madrid, Amsterdam, Lisboa, Porto, Frankfurt, etc) para percorrerem alguns milhares de quilómetros de estradas nem sempre perfeitas até se encontrarem no Estoril onde se realizariam as provas complementares. Joaquim Filipe Nogueira, em Porsche 356 (what else?) seria o grande vencedor.
O IE-17-74 continua em Portugal e passou recentemente por um restauro exemplar que o devolveu à sua cor e glória originais (em baixo, à direita).





Corpo Diplomático

O Jaguar do concorrente português Júlio Westor Sosa em acção durante uma prova complementar disputada em volta do Casino no final do VI Rallye Internacional de Lisboa (Estoril). Tendo partido de Lisboa, Júlio Sosa viria a conquistar um mais que respeitável 14º lugar absoluto no final. Note-se a placa CD (Corpo Diplomático) bem visível na parte dianteira do carro nº 96.
Foto - Centro de Documentação do ACP


Monte Carlo 1953

A equipa portuguesa formada por Alberto Graça / Filipe Nogueira, ao volante do Porsche 356 com o número 373, foi uma das que escolheram Lisboa para ponto de partida da edição XXV do Rallye de Monte Carlo disputada em 1953. Esta equipa ficaria na história por ter sido a única (até hoje) de nacionalidade portuguesa a vencer uma complementar desta grande clássica do automobilismo mundial ao conquistarem o primeiro lugar absoluto na Prova de Aceleração e Travagem. Apesar deste triunfo os portugueses não lograram melhor que o 49º lugar na classificação geral.
No vídeo que se junta é possível ver ao minuto 04.00 uma passagem do Porsche dos portugueses num percurso de montanha em condições meteorológicas verdadeiramente difíceis.


Veja AQUI o vídeo


Fiat 1100 TV e Volkswagen

Mais duas provas de rallye em que João Castello Branco participou com carros completamente diferentes, a saber: o Troféu Turístico Shell de 1956 que disputou ao volante do Fiat 1100 TV aqui visto na Rampa da Pena e a VIII Volta a Portugal em que partilhou um Volkswagen com Salvador Pimentel. Nesta última prova é de salientar o facto de ter sido obrigatório o uso de capacete, uma das primeiras vezes em que tal aconteceu.
Estas provas marcam o final da carreira automobilística de João Castello Branco que ao virar a página dos 40 anos de idade resolveu dar um novo rumo à sua vida. Apesar de ter começado tarde (aos 33 anos de idade) ainda foi a tempo de deixar uma marca importante na história do automobilismo em Portugal.
Com agradecimentos a seu filho João Castello Branco por nos ter facultado um notável e bem organizado espólio que ao longo de alguns meses tivemos o privilégio de dar a conhecer neste espaço. Bem haja.



Fórmula de Combustível

Em Junho de 1935 disputou-se no Circuito da Gávea o III Grande Prémio do Rio de Janeiro, prova que segundo os jornais da época terá sido presenciada por meio milhão de espetadores. Estiveram presentes três pilotos portugueses: Henrique Lehrfeld e Almeida Araújo em Bugatti T37A e Nunes dos Santos em Adler. Poucos dias antes da corrida Henrique Lehrfeld recebeu do piloto brasileiro Manuel de Tefflé a fórmula do combustível que este iria utilizar no seu Alfa Romeo. Os portugueses terminaram a corrida no segundo (Lehrfeld) e terceiro (Araújo) lugares ao fim de quatro horas de prova.



Ferrari 250 MM

Junho de 1953. Os Ferrari 250 MM Spider Vignale de Vasco Sameiro (nº 2, #288MM) e Casimiro de Oliveira (nº 3, #0330 MM) em luta renhida durante o III Grande Prémio de Portugal disputado no circuito da Boavista. O vencedor da corrida seria José Nogueira Pinto, também em Ferrari 250 MM, ficando Casimiro de  Oliveira no segundo lugar. Vasco Sameiro não terminou.
Dos dezasseis carros à partida apenas seis terminaram a corrida, todos de marca Ferrari. A prova teve mais de três horas de duração e só o vencedor completou as 60 voltas previstas.


Pneus de Reserva

Esta fotografia de Rudolfo Mailander mostra os pneus de reserva (com correntes) do Citroen 15/6 cyl de João Lacerda / Jaime Azarujinha durante o Rallye de Monte Carlo de 1952. A equipa portuguesa terminou a prova em 13º lugar, a melhor classificação entre os carros da marca.


Rallye da Montanha 56

Em 1956 foi a vez de João Castello Branco participar no Rallye da Montanha ao volante do FIAT 1100 com os pneus pintados com uma faixa branca, como era hábito acontecer nos concursos de elegância automóvel tão em voga nessa época. Estas imagens da prova do Estrela e Vigorosa Sport foram obtidas durante a complementar disputada em Vila do Conde.
Um detalhe importante. Na altura o percurso era assinalado por setas pintadas na estrada como se pode ver na fotografia de cima. Palavra do autor do blogue que morava ali perto e se recorda bem desse curioso pormenor


I Rallye a Monfortinho

Imagens da participação de João Castello Branco no I Rallye de Monfortinho de 1955 ao volante de um  FIAT 1100 TV.



Volta a Portugal 1955 - as classificações




Com agradecimentos a João Castello Branco

Mercedes Benz na Volta 55

Imagens da equipa João Graça / João Castello Branco em Mercedes 190SL durante a VII Volta a Portugal disputada em 1955. A prova incluía um contra relógio com uma extensão de 30,6 km disputado em plena Serra da Estrela na estrada que liga Manteigas a Gouveia, opção que viria a revelar-se demasiado perigosa para os concorrentes e viria depois a ser abandonada.
Na imagem de baixo pode ver-se a totalidade da equipa Mercedes Benz à chegada à Praça do Império com Fernando Stock (2º), Herculano Areias (3º), Filipe Nogueira (4º), D. Fernando Mascarenhas (6º), João Graça (7º) e João Castello Branco (8º).
Fotos de João Castello Branco